VASCONCELOS, JOSE LUIS PEREIRA DE

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: VASCONCELOS, José Luís Pereira de
Nome Completo: VASCONCELOS, JOSE LUIS PEREIRA DE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
VASCONCELOS, JOSÉ LUÍS PEREIRA DE

VASCONCELOS, José Luís Pereira de

*militar; rev. 1932.

José Luís Pereira de Vasconcelos nasceu na Paraíba no dia 26 de junho de 1868, filho de João Avelino Pereira de Vasconcelos.

Sentou praça em janeiro de 1889 ingressando na Escola Militar do Rio de Janeiro, então capital do Império, e tornando-se adido ao 1º Regimento de Infantaria (1º RI), na Vila Militar, também no Rio. Em agosto do mesmo ano foi designado para o 2º Regimento de Artilharia, tendo participado do movimento militar que levou à proclamação da República em 15 de novembro de 1889. Em março de 1890 voltou a cursar a Escola Militar da Praia Vermelha, ingressando na 4ª Companhia do corpo de alunos, da qual, no ano seguinte, foi nomeado sargenteante.

Combateu a Revolta da Armada, levante de oposição ao presidente Floriano Peixoto, que se estendeu de setembro de 1893 a março de 1894 sob a chefia do almirante Custódio de Melo, e mais tarde do almirante Luís Felipe Saldanha da Gama envolvendo a esquadra sediada na baía da Guanabara. A insurreição, que previa a tomada da capital de Santa Catarina por destacamentos rebeldes, encerrou-se com o asilo dos revoltosos em embarcações portuguesas fundeadas no Rio de Janeiro.

Em fevereiro de 1894 foi comissionado no posto de alferes, passando a servir no Norte do país, e em novembro do mesmo ano foi efetivado na arma de infantaria. Em março de 1895 foi designado para o 34º Batalhão de Infantaria (34º BI), e em novembro seguinte para o 25º BI. De 1897 a 1900 voltou mais uma vez à Escola Militar da Praia Vermelha, bacharelando-se, em março de 1901, em matemática e ciências físicas. Desse mês a agosto, estagiou no Arsenal de Guerra da capital federal, e em outubro seguinte passou a servir no 2º Batalhão de Engenharia. Em julho de 1902 foi transferido para o 18º Batalhão de Engenharia, onde permaneceu até março de 1903. Serviu no 18º BI de julho desse ano a julho de 1904, quando foi promovido a tenente e designado para o 25º BI. Em setembro de 1906 foi transferido para o 37º BI e em novembro do ano seguinte para o 7º BI.

Em dezembro de 1907 recebeu a patente de capitão, e em março de 1909 foi nomeado auxiliar do Serviço de Engenharia do Quartel-Geral de Inspeção, passando a servir no 12º RI. De janeiro a outubro de 1910 serviu no 11º BI e em novembro do mesmo ano foi designado para a 5ª Divisão do Departamento de Guerra, do qual foi desligado, em junho de 1911, para assumir o comando da 2ª Companhia do 51º Batalhão de Caçadores (51º BC). Em fevereiro de 1912 foi designado chefe do serviço do estado-maior da 4ª Região Militar (4ª RM), em Minas Gerais.

Comandante do 51º BC de novembro de 1913 a janeiro de 1914, foi transferido em setembro deste último ano para o comando do 16º BC, em Cuiabá, embarcando para dar combate à Guerra do Contestado, rebelião popular de cunho messiânico ocorrida na região fronteiriça do Paraná com Santa Catarina, cuja posse era disputada pelos dois estados. Nomeado fiscal do batalhão, ficou à disposição do Comando das Forças do Oeste até janeiro de 1915, quando foi incorporado à Coluna Sul, sob o comando do coronel Newton Estillac Leal. O movimento seria definitivamente esmagado em 1916, depois do envio de diversas expedições militares para sufocá-lo.

Em maio de 1915 Pereira de Vasconcelos deixou as operações de guerra e em setembro do mesmo ano foi promovido a major. Em dezembro assumiu o comando do 55º BC, que exerceu até maio de 1917, quando foi transferido para o 6º Batalhão do 2º RI.

Promovido a tenente-coronel em outubro de 1919, foi classificado no 12º RI, extinto em dezembro do mesmo ano, com a reorganização do Exército. Em agosto de 1920 foi nomeado chefe da 8ª Divisão do Departamento de Guerra, e em abril de 1921 assumiu o comando do 1º RI, na Vila Militar, onde permaneceu até outubro.

Promovido a coronel em junho de 1922, foi designado para o 24º BC, participando, ao lado das forças legalistas, do combate à Revolta de 5 de Julho de 1922, movimento que iniciou o ciclo de revoltas tenentistas da década de 1920. Deflagrada no Rio de Janeiro e em Mato Grosso, em protesto contra a eleição de Artur Bernardes à presidência da República e as punições impostas pelo governo Epitácio Pessoa aos militares — como o fechamento do Clube Militar e a prisão do marechal Hermes da Fonseca —, a revolução foi debelada no mesmo dia, tendo envolvido o forte de Copacabana, a Escola Militar e efetivos da Vila Militar, no Rio de Janeiro, e o contingente do Exército de Mato Grosso.

Assumindo o comando do 2º RI em julho de 1922, em julho de 1924 Pereira de Vasconcelos seguiu com o seu regimento para São Paulo com o objetivo de combater o Segundo 5 de Julho, deflagrado naquele estado, em Sergipe e no Amazonas, e rapidamente dominado nos dois últimos. Os rebeldes paulistas, comandados por Isidoro Dias Lopes, ocuparam a capital por três semanas, deslocando-se depois para o interior. Pereira de Vasconcelos incorporou-se à Brigada Potiguara, em Vila Matilde, e tomou parte na ofensiva de seu regimento no alto da Mooca, em São Paulo, tendo sido citado por bravura pelo general Tertuliano Potiguara. Em abril de 1925, no oeste do Paraná, os rebeldes paulistas se uniriam ao contingente revolucionário que sublevara, em outubro do ano anterior, unidades militares no Rio Grande do Sul, constituindo dessa forma a Coluna Prestes.

Em dezembro de 1924 Pereira de Vasconcelos foi promovido a general-de-brigada, assumindo o cargo de diretor de Engenharia, no qual permaneceria até outubro de 1927. Nesse período, foi também nomeado membro da Comissão de Promoções, em janeiro de 1925, e juiz de um conselho de Justiça, em março do mesmo ano. Em janeiro de 1928 ocupou o comando da 4ª Brigada de Engenharia, e em outubro seguinte foi colocado à disposição do chefe do Estado-Maior do Exército. Comandou a 2ª Brigada de Engenharia de agosto de 1929 a novembro de 1930, quando foi novamente nomeado diretor de Engenharia e subchefe do Estado-Maior do Exército. Em dezembro desse ano assumiu o comando da 5ª Região Militar, sediada no Paraná.

Em maio de 1931 foi promovido a general-de-divisão, deixando em agosto o comando da 5ª RM para, em setembro, tornar-se adido ao Departamento de Guerra. Nomeado em julho de 1932 comandante da 2ª RM, sediada em São Paulo, participou da Revolução Constitucionalista então deflagrada contra as forças tenentistas e o governo federal. Com a derrota do movimento nesse mesmo mês, foi reformado no posto de general-de-divisão, passando para a reserva de primeira classe. Ainda em 29 de julho foi condenado como desertor e em seguida deportado a bordo do navio Siqueira Campos, juntamente com outros 76 rebeldes, para o exílio em Lisboa.

Casou-se com Iracema Vila Nova.

FONTES: ARQ. GETÚLIO VARGAS; ARQ. MIN. EXÉRC.; MIN. GUERRA. Almanaque; SILVA, H. 1932.

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados