VIANA, GERALDO

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: VIANA, Geraldo
Nome Completo: VIANA, GERALDO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
VIANA, GERALDO

VIANA, Geraldo

*dep. fed. ES 1920-1930; rev. 1930.

 

Geraldo Viana nasceu no atual município de Guaçuí (ES) no dia 5 de dezembro de 1877, filho de Silvestre Viana e de Marinha de Azevedo Viana.

Concluiu os estudos preparatórios em Campos (RJ), matriculando-se em seguida na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, pela qual se formou.

Em 1905, foi nomeado professor público em Muqui (ES). Mais tarde, elegeu-se vereador e presidente da Câmara Municipal, assumindo como tal a prefeitura do município. Eleito deputado estadual em 1910, teve renovado seu mandato até 1920. Entre 1912 e 1920, exerceu a presidência da Câmara estadual, assumindo interinamente a presidência do estado em 1913.

Em 1920 foi eleito deputado federal por seu estado, sendo sucessivamente reeleito e permanecendo na Câmara Federal até 1930. No Congresso, deu parecer contrário à concessão de licença à Itabira Iron Ore Company para explorar depósitos ferríferos em Minas Gerais. Defendeu também a construção de um porto em Vitória, capital de seu estado, para a exportação de minério de ferro.

Em agosto de 1929, os representantes de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul anunciaram na Câmara dos Deputados o início da campanha liberal, em prol das candidaturas de Getúlio Vargas e João Pessoa ao governo federal. A partir de então, Geraldo Viana foi um dos deputados liberais que mais se destacaram nos debates parlamentares ocorridos durante a campanha.

Membro da comissão executiva da Aliança Liberal, encarregada de organizar caravanas aos estados e do trabalho político da campanha, Geraldo Viana chefiou a caravana aliancista ao interior do estado do Rio e ao Espírito Santo. Em 12 de fevereiro de 1930, a caravana chegou a Vitória, última cidade de seu roteiro, onde ocorreu um dos mais sérios incidentes de toda a campanha aliancista.

Enquanto discursava um dos representantes da Aliança Liberal, a polícia dissolveu o comício a mando do presidente do estado, Aristeu Aguiar, tendo inclusive atirado nos participantes. Diante dos fatos, no dia seguinte Geraldo Viana avistou-se com o secretário do Interior do estado, pedindo-lhe garantias para a realização dos demais comícios programados. O secretário comprometeu-se a garanti-los, lembrando porém a conveniência de os oradores não fazerem nenhuma referência injuriosa ao governo.

Marcado novo comício, a polícia tornou a intervir com violência, fazendo várias vítimas. No mesmo dia, o jornal A Gazeta, único órgão liberal de Vitória, foi empastelado. Em virtude dos acontecimentos, a caravana deixou a capital do Espírito Santo no dia seguinte. O governo do estado afirmou ter perdido o controle da força policial no momento da perturbação, o que, segundo Geraldo Viana, equivalia a assumir a responsabilidade pelo ocorrido. Em 1934, Geraldo Viana foi eleito deputado à Assembléia Constituinte estadual do Espírito Santo.

Em 1940, foi nomeado para a Carteira de Redescontos do Banco do Brasil, e em 1945 advogava no Rio de Janeiro, então Distrito Federal.

Como empresário, foi diretor-presidente da Companhia Industrial Brasil Alumínio S.A.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 17 de junho de 1960.

Foi casado com Ana de Silveira Viana.

Deixou publicado um Comentário ao Código Civil.

Helena Faria

 

 

FONTES: ENTREV. BIOG.; HIRSCHOWICZ, E. Contemporâneos; MORAIS, A. Minas.

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados