VIANA, JORGE

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Nome: VIANA, Jorge
Nome Completo: VIANA, JORGE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
Vianna, Jorge

VIANA, Jorge

* gov. AC 1999-2007; sen. AC 2011-

 

                Jorge Ney Viana Macedo Neves nasceu em 20 de setembro de 1943 em Brasiléia (AC), filho de Wildy Viana das Neves e Silvia Macedo das Neves. Seu tio, Joaquim Macedo, foi governador do Acre (1979-1983), e seu irmão, Tião Viana, foi senador pelo Acre (1999-).

                Formado em Engenharia Ambiental pela Universidade de Brasília em 1985, foi assessor de movimentos de trabalhadores e de seringueiros e foi dirigente da Fundação de Tecnologia do Acre (Funtac), voltada para o desenvolvimento de estratégias de manejo sustentável da floresta.

                Filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT) em 1989.          

                No ano seguinte disputou o governo do Acre (1990), tendo sido derrotado no segundo turno por Edmundo Pinto, do Partido Democrático Social (PDS).

                Tentou eleger-se para a prefeitura da capital acreana em 1992, apoiando-se na chapa “Frente Popular do Acre” que além do PT reuniu o Partido Comunista do Brasil (PC do B), o Partido Socialista Brasileiro (PSB), o Partido Verde (PV), o Partido da Mobilização Nacional (PMN) e o Partido Social Democrata Cristão (PSDC). Vitorioso ainda no primeiro turno (58% dos votos), tomou posse em janeiro de 1993, e, a partir daí, promoveu uma política de assentamentos e com vistas à geração de renda em pólos agro-florestais, experiência esta posteriormente premiada pela Fundação Getúlio Vargas/Fundação Ford, no ano de 1996, com o “Prêmio de Gestão Pública e Cidadania”.

                Ainda em 1996, durante o primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso na presidência da República (1995-1999), Jorge Viana integrou brevemente o Ministério da Reforma Agrária.

                Em 1998 foi candidato a governador do Acre, sendo eleito no primeiro turno com o apoio renovado da “Frente Popular”, coligação esta que além de cinco dos partidos originais (sem o apoio do PSDC) contava agora com mais seis: Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Partido Liberal (PL), Partido Democrático Trabalhista, Partido Popular Socialista (PPS), Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Partido Trabalhista do Brasil (PT do B) e Partido Social Liberal (PSL). Durante seu mandato manteve o bom relacionamento construído com o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) do presidente Fernando Henrique Cardoso, não sem a reserva ou a insatisfação militantes do PT.

                Reelegeu-se para o governo do Acre em 2002, pela legenda do PT, ainda no primeiro turno.

              Ao concluir o mandato foi substituído por seu correligionário, Binho Marques, eleito no primeiro turno em cuja campanha contou não apenas com Frente Popular do Acre (coligação PT, PP, PL, PRTB, PMN, PSB¸ PC do B) como também com o apoio do PSDB e do PL regionais.

               Em 2008 foi sondado para ocupar a pasta do Meio Ambiente no Governo Luís Inácio Lula da Silva (2003-2011), em substituição a Marina Silva. Recusou em função das disputas eleitorais de 2010. Carlos Minc (PT), que assumiu a pasta do Meio Ambiente, convidou Jorge Viana a assumir a Pasta Amazônia Sustentável (PAS), também em 2008. Recusou da mesma forma, vindo a criticar a escolha de Roberto Mangabeira Unger, ex-secretário de Assuntos Estratégicos do governo Lula (2007-2009), para este cargo.

No pleito de outubro de 2010 foi eleito senador pelo Acre com 205.593 votos na legenda do PT. Naquele ano, a também petista Dilma Rousseff foi eleita presidente da República, em segundo turno, quando derrotou José Serra, candidato do PSDB. Assumiu sua cadeira no Senado Federal em fevereiro de 2011. No segundo período do seu mandato, iniciado em fevereiro de 2015, foi eleito para a Mesa Diretora como 1º vice-presidente e passou a integrar, como titular, a Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle, e como suplente as comissões de Serviços de Infraestrutura e a de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática.

Na nova legislatura, no entanto, a agenda foi tomada por uma campanha pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, iniciada logo após o pleito de 2014, no qual foi reeleita mas teve a vitória contestada pela oposição, em específico pelo senador mineiro Aécio Neves, que tinha concorrido pelo PSDB. A abertura do processo de impeachment, porém, viria a ser viabilizada em setembro de 2015 quando o jurista Hélio Bicudo, ex-integrante do PT, e a advogada Janaína Paschoal protocolaram na Câmara dos Deputados um pedido de afastamento da presidente por crime de responsabilidade. O pedido foi aceito em dezembro seguinte pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, adversário do Governo, que deu início ao processo. Em 17 de abril do ano seguinte, com 367 votos favoráveis, 137 contrários, sete abstenções e duas ausências, a Câmara dos Deputados aprovou o prosseguimento do processo no Senado, para onde foi encaminhado em seguida.

Também no Senado, porém, a maioria votou pela admissibilidade do processo, de impeachment, com 55 votos a favor, e 22 votos contra, entre os quais o de Jorge Viana. Com este resultado, a presidente Dilma Rousseff deixou o cargo, em caráter provisório, até o julgamento do mérito pelo Senado em até 180 dias. Nesse mesmo dia foi substituída, em caráter interino, pelo vice-presidente Michel Temer.

Na sessão do dia 31 de agosto de 2016, sob a presidência do ministro Ricardo Lewandowski, então presidente do STF, o plenário do Senado aprovou, por 61 votos favoráveis e 20 contrários, o impeachment da presidente Dilma Rousseff. A presidente afastada foi condenada sob a acusação de ter cometido crimes de responsabilidade, mas não foi punida com a inabilitação para funções públicas. Apesar de aprovar o impeachment, o Senado manteve os direitos políticos da agora ex-presidente Dilma. Foram 42 votos a favor da inabilitação, 36 contrários e três abstenções. Para que a petista perdesse os direitos políticos, também seriam necessários 54 votos. Jorge Viana votou contra o impeachment, bem como a inabilitação da ex-presidente para exercer cargos públicos. Com essa decisão, Michel Temer foi efetivado na Presidência da República.

Ao longo desta legislatura, Jorge Viana passou também a integrar, como titular, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado e a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania. 

                Casou-se com Dolores Nieto. Teve duas filhas.

               

FONTES: Época (online). Disponível em : <http://revistaepoca.globo.com>. Acesso em : 03 set. 2009; Portal Algo Sobre. Disponível em : <www.algosobre.com.br>. Acesso em : 03 set. 2009; Portal Fundação Getulio Vargas. Banco de experiências inovadoras do GPC. Disponível em : <http://www.fgv.br/inovando>. Acesso em : 03 set. 2009; Portal Investimentos e Notícias. Disponível em : <http://indexet.investimento senoticias.com.br>. Acesso em : 03 set. 2009; SANTA’ANA JÚNIOR, H. A. Desenvolvimento e conservação ambiental; 

https://eleicoes.uol.com.br/2010/raio-x/senadores-eleitos/ (Acessado em 09/02/2017);

http://www25.senado.leg.br/web/senadores/senador/-/perfil/4990 (Acessado em 09/02/2017); 

http://veja.abril.com.br/complemento/brasil/o-voto-de-cada-senador-no-impeachment/votacao.html?8212 (Acessado em 09/02/2017); http://g1.globo.com/politica/processo-de-impeachment-de-dilma/noticia/2016/08/senado-aprova-impeachment-dilma-perde-mandato-e-temer-assume.html (Acessado em 09/02/2017); http://especiais.g1.globo.com/politica/2016/processo-de-impeachment-de-dilma/votacao-inabilitacao/ (Acessado em 09/02/2017). 


 

 

 

 

 

 

 

 

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