VIANA, Jorge BA

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: VIANA, Jorge BA
Nome Completo: VIANA, Jorge BA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
VIANA, Jorge

VIANA, Jorge

*dep. fed. BA 1979-1991; const. 1987-1988.

Jorge Viana Dias da Silva nasceu em Ilhéus (BA) no dia 9 de dezembro de 1938, filho de Antônio Viana Dias da Silva e Rosa Oisiovici Dias da Silva.

Estudou na Faculdade de Medicina da Universidade da Bahia, em Salvador, entre 1956 e 1962. Médico do Serviço Nacional da Lepra entre 1965 e 1966, foi diretor do serviço médico da Associação dos Funcionários Públicos do Estado da Bahia (1977-1979).

Em novembro de 1978, elegeu-se deputado federal por seu estado na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar vigente no país desde abril de 1964. Empossado em fevereiro de 1979, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) após a extinção do bipartidarismo em novembro seguinte e a conseqüente reorganização partidária.

Na Câmara dos Deputados foi titular da Comissão de Agricultura e Política Rural (1979), da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a Petrobras (1979-1980) e da CPI Quatro Rodas (1981-1982). Também integrou a Comissão de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas em 1982.

Em novembro desse ano, candidatou-se à reeleição pelo PMDB. Eleito com votos provenientes de Ilhéus, seu principal reduto eleitoral, e também de Salvador, Ipiaú e Santa Cruz de Cabrália, iniciou seu segundo mandato em fevereiro de 1983. Durante toda a legislatura 1983-1987, integrou a Comissão de Agricultura e Política Rural, tornando-se segundo-vice-presidente no último ano. Em 1984 foi titular e presidente da Comissão de Previdência e Assistência Social.

Em 25 de abril de 1984, votou a favor da emenda Dante de Oliveira, que, apresentada na Câmara dos Deputados, propôs o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República em novembro daquele ano. Como a emenda não obteve o número de votos indispensáveis à sua aprovação — faltaram 22 para que o projeto pudesse ser encaminhado à apreciação pelo Senado —, no Colégio Eleitoral, reunido em 15 de janeiro de 1985, Jorge Viana votou no candidato oposicionista Tancredo Neves, eleito novo presidente da República pela Aliança Democrática, uma união do PMDB com a dissidência do Partido Democrático Social (PDS) abrigada na Frente Liberal. Contudo, por motivo de doença, Tancredo Neves não chegou a ser empossado na presidência, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Seu substituto foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo interinamente o cargo desde 15 de março.

Em novembro de 1986, Jorge Viana foi eleito deputado federal constituinte na mesma sigla. Empossado em 1º de fevereiro de 1987, quando tiveram início os trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte (ANC), foi titular da Subcomissão da Política Agrícola e Fundiária e da Reforma Agrária, da Comissão da Ordem Econômica, e suplente da Subcomissão de Defesa do Estado, da Sociedade e de sua Segurança, da Comissão da Organização Eleitoral, Partidária e Garantia das Instituições.

Ausentou-se de votações importantes, como as que definiram o turno ininterrupto de seis horas, o voto aos 16 anos, o limite de 12% ao ano para os juros reais e a limitação dos encargos da dívida externa. Votou contra o rompimento de relações diplomáticas com países de orientação política racista, a limitação do direito de propriedade privada, o mandado de segurança coletivo, a jornada semanal de 40 horas, o aviso prévio proporcional, a nacionalização do subsolo, a estatização do sistema financeiro, a criação de um fundo de apoio à reforma agrária e a desapropriação da propriedade produtiva. Votou a favor da pena de morte, da soberania popular, do presidencialismo, do mandato de cinco anos para o presidente José Sarney e da anistia aos micro e pequenos empresários.

Em novembro de 1990 concorreu à reeleição, ainda na legenda do PMDB, mas não foi bem-sucedido. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1991.

A partir de então, pôde dedicar-se mais efetivamente a algumas atividades que já vinha exercendo juntamente com a atuação parlamentar, como a medicina (foi médico-legista e do Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social), a cultura do cacau, em Ilhéus, e a agroindústria do dendê.

Realizou viagens ao exterior como representante dos servidores públicos, em congressos realizados na Venezuela e na Colômbia; e como membro de delegação parlamentar brasileira visitou Israel, Romênia e Coréia do Sul.

Casou-se com Rita Jadete de Freitas Viana, com quem teve quatro filhos.

Publicou A vitamina E no cacau e Um plano turístico para Ilhéus.

 

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1983-1987 e 1991-1995); Folha de S. Paulo (19/1/87); Globo (26/4/84); INF. BIOG.; Jornal do Brasil (22/5/80).

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados