VICENTE JOAQUIM BOGO

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Nome: BOGO, Vicente
Nome Completo: VICENTE JOAQUIM BOGO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
BOGO, VICENTE

BOGO, Vicente

*const. 1987-1988; dep. fed. RS 1987-1991; gov. RS 1998.

Vicente Joaquim Bogo nasceu em Rio do Oeste (SC) no dia 5 de abril de 1957, filho de José Bogo e de Ida Campregher.

Em 1981, graduou-se em filosofia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Dom Bosco, na cidade gaúcha de Santa Rosa, onde realizaria no ano seguinte o curso de pós-graduação em Educação.  Licenciou-se, ainda, em Ciências e Matemática e fez mais duas pós graduações, uma em Filosofia Política e outra em Sociologia.

Nas eleições municipais de novembro de 1982, concorreu na legenda do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) a uma cadeira de vereador na Câmara Municipal de Santa Rosa. Eleito, iniciou seu primeiro mandato em fevereiro de 1983. No pleito de novembro de 1986, elegeu-se deputado federal constituinte, também pela legenda do PMDB, assumindo sua cadeira em fevereiro seguinte, após interromper seu mandato de vereador em Santa Rosa.

Na Assembléia Nacional Constituinte (ANC), foi membro titular da Subcomissão de Política Agrícola e Fundiária e da Reforma Agrária, da Comissão da Ordem Econômica, e foi suplente da Comissão de Sistematização.

Durante os trabalhos de elaboração da nova Constituição, votou a favor do rompimento de relações diplomáticas com países de orientação racista, da limitação do direito de propriedade privada, da instituição do mandado de segurança coletivo, da remuneração 50% superior para o trabalho extra, da jornada semanal de 40 horas, do turno ininterrupto de seis horas, do aviso prévio proporcional, da unicidade sindical, da soberania popular, do voto aos 16 anos, da estatização do sistema financeiro, da limitação dos juros reais em 12% ao ano, da proibição do comércio de sangue, da limitação dos encargos da dívida externa, da criação de um fundo de apoio à reforma agrária e da desapropriação da propriedade produtiva. Votou contra a pena de morte, o presidencialismo, o mandato de cinco anos para o presidente José Sarney e a legalização do jogo do bicho.

Ao longo da legislatura, Bogo trocou de legenda, ingressando no Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), agremiação fundada em junho de 1988 por setores do PMDB contrários à orientação conservadora adotada pela maioria do partido na Constituinte.

Com a promulgação da nova Carta Constitucional em outubro de 1988, continuou exercendo seu mandato ordinário como deputado federal. Candidato à reeleição no pleito de outubro de 1990, desta vez pelo PSDB, não foi bem-sucedido, alcançando apenas uma suplência. Deixou a Câmara em janeiro de 1991, ao final da legislatura.

Em outubro de 1994, Vicente Bogo compôs como vice-governador a chapa peemedebista, encabeçada por Antônio Brito, que concorreu ao Executivo do Rio Grande do Sul. Assegurada a passagem ao segundo turno, Brito e Bogo enfrentaram a chapa lançada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), encabeçada por Olívio Dutra, a quem derrotaram por uma apertada margem de votos.

Inicialmente disposto a candidatar-se ao governo gaúcho nas eleições de outubro de 1998 na legenda do PSDB, Bogo sofreu pressões e acabou impedido de continuar na disputa pela executiva regional do partido, que se mobilizara em favor da reeleição do peemedebista Antônio Brito. Descontente com a pequena margem de votos que o tirara da briga pela candidatura própria, Bogo ameaçou apresentar seu nome à revelia da decisão tomada pela convenção do PSDB. Contudo, Brito acabaria sendo o candidato da aliança PMDB-PSDB, derrotado no segundo turno pelo petista Olívio Dutra. Durante a campanha de Brito à reeleição, Vicente Bogo assumiu interinamente o Executivo estadual, permanecendo no cargo até o retorno do titular, no final de outubro.

Em abril de 1999, foi nomeado presidente da Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul (OCERGS), função que ocuparia até 2006.

Em 2002, candidatou-se a uma vaga no senado na legenda do PSDB, mas não obteve sucesso. Os eleitos então foram Sérgio Zambiasi, do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), e Paulo Paim, do PT.

Em 2007, Vicente Bogo tomou posse como diretor-presidente da Banrisul Armazéns Gerais, empresa que administrava o porto seco da região metropolitana do estado do Rio Grande do Sul, atuando nos regimes de importação e exportação.

Professor, Bogo lecionou no ensino fundamental, médio e superior. Foi também assessor sindical do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santa Rosa e secretário-executivo da cooperativa tritícola do município.

Solteiro, não teve filhos.

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987); COELHO, J. & OLIVEIRA, A. Nova; INF. BIOG.; Jornal do Brasil (29/3/98); Boletim Diário de Notícias sobre Comércio Exterior (Disponível em: http://comexleis.com.br/news/?p=56, acessado em: 15/09/2009)

 

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