VIEIRA, Adelor

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Nome: VIEIRA, Adelor
Nome Completo: VIEIRA, Adelor

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
VIEIRA, Adelor Francisco

VIEIRA, Adelor

* dep. fed. SC 2003-2007.

 

Adelor Francisco Vieira nasceu em Blumenau (SC) no dia 7 de janeiro de 1947, filho de Pedro Francisco Vieira e de Maria Vieira.

Radicado em Joinville (SC), fez cursos de auxiliar de escritório e de datilografia na Escola Prática de Comércio e formou-se em 1962. Seu primeiro emprego, ainda nesse ano, foi na Fundação Tupi. Em seguida, ingressou na firma Carlos Hoepcke e na União do Comércio e Indústria da Companhia de Seguros Gerais, nas quais permaneceu até 1968. Em 1969 trabalhou como agente de seguros na Gert Walter Meyer e, em 1970, como inspetor de seguros na Companhia Piratininga de Seguros. Teve uma breve experiência no magistério em 1973 e 1974, quando foi professor de matemática no Colégio Bom Jesus, e em 1975 foi designado gerente regional da Companhia Paulista de Seguros, função que exerceria até 1993.

Simultaneamente às suas atividades profissionais, bacharelou-se em psicologia aplicada na Fundação Joinvillense de Ensino em 1969 e cursou parapsicologia na Escola Superior de Parapsicologia e Psicanálise em 1971. No ano seguinte, concluiu o curso de filosofia na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras e o curso de matemática na Fundação Universitária da Região de Joinville. Em 1983, formou-se técnico em jornalismo pelo Instituto Universal Brasileiro de São Paulo. Dois anos depois, formou-se no curso de técnicas de chefia e liderança da Associação Comercial e Industrial de Joinville. Em 1986, fez o curso básico de seguros da Escola Nacional de Seguros (Funenseg), em Blumenau, e no ano seguinte, o curso de vendas e aperfeiçoamento profissional vinculado à Companhia Paulista de Seguros, em São Bento do Sul (SC).

Em 1988, fundou a Associação Joinvillense de Obras Sociais (AJOS), filiou-se ao Partido da Frente Liberal (PFL) e foi eleito vereador em Joinville nessa legenda. Licenciou-se da Câmara de Vereadores ao ser nomeado secretário de Desenvolvimento Comunitário do município. Exerceu o cargo até abril de 1990, quando se desincompatibilizou para concorrer, no pleito de outubro, a uma vaga na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). Foi eleito então e reeleito em outubro de 1994, vindo a ocupar a presidência da Alesc em 1998 e 1999. Ainda em 1994, participou da comissão que elaborou os estatutos da União Nacional dos Legislativos Estaduais (Unale), da qual seria secretário-geral de 1995 a 1996 e primeiro vice-presidente em 1998. Nesse período, presidiu o diretório do PFL de Joinville e foi escolhido segundo vice-presidente do diretório regional do partido, função que exerceria até 1999. No pleito de outubro de 1998 foi novamente eleito deputado estadual na legenda pefelista. Em 2000, desligou-se do PFL e filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), de cujo diretório municipal em Joinville se tornou vice-presidente em 2002.

Em outubro desse ano foi eleito deputado federal pelo estado de Santa Catarina na legenda do PMDB. Assumiu sua cadeira em fevereiro seguinte e foi designado vice-líder do partido na Câmara dos Deputados. Nessa legislatura participou da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática. Também foi titular do segundo grupo de trabalho Mata Atlântica e ocupou a suplência da comissão parlamentar de inquérito (CPI) sobre Tráfico de Órgãos Humanos. Ligado à Assembleia de Deus, foi coordenador da Frente Parlamentar Evangélica. Nas votações das reformas constitucionais propostas pelo governo de Luís Inácio Lula da Silva, posicionou-se a favor tanto da reforma da Previdência como da reforma tributária.

Em agosto de 2006 foi citado nos depoimentos da comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) dos “sanguessugas” como envolvido no esquema de venda de ambulâncias por preços superfaturados. Negou as acusações, mas mesmo assim foi citado o relatório final da CPMI dos “sanguessugas” recomendou que fosse aberto contra ele um processo de cassação no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados. Em outubro, concorreu à reeleição e obteve uma suplência. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 2007, ao final da legislatura, sem que o processo aberto no Conselho de Ética estivesse concluído.

De volta a Santa Catarina, foi nomeado pelo governador Luís Henrique da Silveira para a diretoria de projetos especiais da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan), e em alguns períodos assumiu a presidência interina da empresa. Em 2009 passou a consultor técnico da Casan.

Recebeu ainda diversos títulos em seu estado natal, como o de colaborador do Movimento de Integração Racial e Direitos do Negro no Brasil, e a comenda de Distinguished Visitor /Metropolitan Dade Country, na Flórida, EUA (1995).

 

FONTES: CÂM.  DEP. Deputados Brasileiros (2003-2007). Folha de S. Paulo 20/7/06; Diário Catarinense 11/8/06; http://eutambemvoureclamar.com.br/politica/sanguessugas.htm; http://congressoemfoco.ig.com.br/NoticiaPrint.aspx?id=13569.

 

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