WAISMANN, EMANUEL

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Nome: WAISMANN, Emanuel
Nome Completo: WAISMANN, EMANUEL

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
WAISMANN, EMANUEL

WAISMANN, Emanuel

*dep. fed. RJ 1963-1967 e 1975-1979.

 

Emanuel Waismann nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 11 de abril de 1930, filho de Luís Waismann e de Kelly Waismann.

Fez o curso primário no Colégio Aldridge e o secundário no Colégio Andrews, no Rio de Janeiro. Em 1948 ingressou na Escola Nacional de Engenharia da Universidade do Brasil dedicando-se intensamente à política estudantil. Ocupou diversos cargos no diretório acadêmico da sua escola e pertenceu ao Diretório Central dos Estudantes (DCE) daquela universidade, à União Metropolitana de Estudantes do Rio de Janeiro (UME-RJ) e à União Nacional dos Estudantes (UNE). Enquanto estudante, participou ainda da campanha contra o envio de tropas brasileiras para a Guerra da Coréia (1950-1953), assumindo uma posição crítica em face da intervenção norte-americana no conflito. Tendo deixado a faculdade antes de concluir o curso, dedicou-se a atividades industriais, principalmente na área da construção civil, e ao jornalismo, tornando-se o diretor responsável pelo jornal Voz do Estado, no Rio de Janeiro.

Ingressando na política partidária, no pleito de outubro de 1962 elegeu-se deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro na legenda do Partido Social Progressista (PSP). Durante essa legislatura, iniciada em fevereiro de 1963, integrou as comissões de Finanças e de Transportes e foi vice-líder do PSP na Câmara. Participou da Frente Parlamentar Nacionalista (FPN), formada em 1956 por deputados do Partido Socialista Brasileiro (PSB), do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), do Partido Social Democrático (PSD) e da União Democrática Nacional (UDN), que defendiam uma plataforma nacionalista voltada para a condenação da intervenção do capital estrangeiro na economia nacional, especialmente no setor energético, e da remessa de lucros para o exterior. Segundo o Correio Brasiliense, edição de setembro de 1964, era favorável à reforma constitucional que abrangesse fundamentalmente a organização eleitoral e a lei dos partidos, além de propor a universalização do voto, incluindo os analfabetos e praças de pré. Adepto das reformas agrária e urbana, defendeu a indenização da propriedade em títulos da dívida pública, como forma de viabilizá-las.

Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965), baixado pelo regime militar instalado em abril de 1964, e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), agremiação oposicionista. Em janeiro de 1967 encerrou seu mandato, deixando a Câmara. No pleito de novembro de 1974, foi novamente eleito deputado federal por seu estado na legenda do MDB, e assumiu o mandato em fevereiro do ano seguinte, integrando nessa legislatura a Comissão de Finanças. Na Câmara, opôs-se ao sistema institucional vigente desde 1964 e criticou a maneira pela qual o governo vinha punindo seus opositores, a política de arrocho salarial, o aumento do custo de vida, a entrega das riquezas nacionais ao capital estrangeiro e a queda do nível de qualidade do ensino.

Em março de 1977, propôs a formação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para apurar a veracidade de declarações e acusações feitas na época em entrevista pelo ex-embaixador norte-americano no Brasil, Lincoln Gordon, que afirmou ter havido corrupção política promovida pelo capital estrangeiro nas eleições de outubro de 1962, através do Instituto Brasileiro de Ação Democrática (IBAD). O IBAD, fundado em maio de 1959, era uma organização que tinha por objetivo o combate à propagação do comunismo no Brasil e que, através de contribuições de empresários brasileiros e principalmente estrangeiros, intensificara suas atividades naquele ano, patrocinando candidatos que faziam oposição ao governo de João Goulart (1961-1964).

Emanuel Waismann foi um dos coordenadores do movimento organizado em novembro de 1977 por deputados emedebistas, visando à criação de um novo partido trabalhista. No pleito de novembro de 1978, candidatou-se a deputado federal pelo Rio de Janeiro na legenda do MDB, obtendo apenas uma suplência. Em janeiro de 1979 encerrou seu mandato.

Com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), em cuja legenda foi eleito suplente de deputado federal pelo Rio de Janeiro nas eleições de novembro de 1982.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 2 de junho de 1984.

Era casado com Sultana Waismann, com quem teve sete filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Anais; CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1975-1979 e 1979-1983); CAMPOS, Q. Fichário; Diário do Congresso Nacional; Jornal do Brasil (23/3 e 28/11/77, 3/6/84); NÉRI, S. 16; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (6 e 11).

 

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