WILSON DA COSTA FALCAO

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Nome: FALCÃO, Wilson
Nome Completo: WILSON DA COSTA FALCAO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
FALCÃO, WILSON.

FALCÃO, Wilson

* dep. fed. BA 1963-1987.

 

                Wilson da Costa Falcão nasceu em Feira de Santana (BA) no dia 23 de dezembro de 1918, filho do usineiro João Marinho Falcão e de Adnil da Costa Falcão. Seu irmão João da Costa Falcão foi também deputado federal pela Bahia (1955-1956).

                Formado em medicina e fazendeiro, em outubro de 1950 foi eleito vereador em Feira de Santana na legenda da União Democrática Nacional (UDN), assumindo o mandato em fevereiro de 1951. Reeleito em 1954, na coligação da UDN com o Partido Republicano (PR), iniciou seu segundo mandato em fevereiro de 1955. Em outubro de 1958, foi eleito deputado estadual, deixando a Câmara Municipal. Em fevereiro do ano seguinte, assumiu o mandato à Assembléia Legislativa da Bahia.

                Em outubro de 1962 elegeu-se deputado federal pela primeira vez, na legenda udenista, ocupando uma cadeira na Câmara dos Deputados a partir de fevereiro de 1963. Dois anos depois, participou da Conferência da União Interparlamentar no Canadá. Ainda em 1965, em conseqüência da extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº. 2 (27/10/65) e da posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido que apoiava o regime militar instalado no país em abril de 1964. Em novembro de 1966 reelegeu-se deputado federal, assumindo em fevereiro de 1967. Em novembro de 1970, renovou mais uma vez seu mandato na Câmara dos Deputados, reassumindo em fevereiro do ano seginte. Nesse mesmo ano, foi suplente da Comissão de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas e membro da Comissão de Orçamento da Câmara.

                Mais uma vez reeleito em novembro de 1974, integrou, após tomar posse em fevereiro de 1975, a Comissão de Saúde, mantendo-se na suplência da Comissão de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas da Câmara. Um dos dois deputados federais da Arena baiana ligados ao governador do estado Roberto Santos (1975-1979), foi reconduzido à Câmara nas eleições de novembro de 1978, assumindo em fevereiro do ano seguinte. Ainda em 1979, tornou-se membro efetivo da Comissão de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas, cargo que ocuparia até o ano seguinte. Em agosto de 1979, durante a votação no Congresso do projeto de anistia, foi um dos seis deputados da Arena que defenderam a emenda Djalma Marinho, que preconizava uma anistia mais ampla que os projetos dos dois partidos. Com o fim do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e a conseqüente reorganização partidária, Wilson Falcão filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), agremiação situacionista que sucedeu à Arena. Em 1980, voltou a ser membro da Comissão de Saúde. No ano seguinte passou a integrar a Comissão de Relações Exteriores, na qual permaneceria até 1983.

                Reeleito em novembro de 1982, foi à China como integrante da Comissão de Relações Exteriores. Em 25 de abril de 1984 votou contra a emenda Dante de Oliveira, que, apresentada na Câmara dos Deputados, propôs o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República em novembro daquele ano. Como a emenda não obteve o número de votos indispensáveis à sua aprovação - faltaram 22 para que o projeto pudesse ser encaminhado à apreciação pelo Senado Federal -, no Colégio Eleitoral, reunido em 15 de janeiro de 1985, Wilson Falcão votou no candidato oficial, Paulo Maluf, que acabou sendo derrotado pelo oposicionista Tancredo Neves. Eleito novo presidente da República pela Aliança Democrática, uma união do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) com a dissidência do PDS abrigada na Frente Liberal, Tancredo Neves, contudo, não chegou a ser empossado na presidência, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Seu substituto no cargo foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo interinamente o cargo desde 15 de março deste ano.

                Em novembro de 1986, Wilson Falcão candidatou-se a deputado federal constituinte, sem sucesso. Nesse pleito, o PDS não elegeu nenhum representante na Bahia. Ao final da legislatura, em janeiro de 1987, deixou a Câmara dos Deputados.

                Afastado da vida pública, voltou à sua atividade profissional como médico, à qual se dedicou nos cinco anos seguintes. Aposentou-se em 1992.

                Casou-se com Aimar Bahia Falcão, com quem teve seis filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1967-1971); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1971-1975); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1975-1979); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1979-1983); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1983-1987); INF. BIOG; Jornal do Brasil (29/8/79); NÉRI, S. 16, Perfil (1972 e 1980).

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