WILSON JOSE DA CUNHA

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Nome: CUNHA, Wilson (MG)
Nome Completo: WILSON JOSE DA CUNHA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CUNHA, WILSON (MG)

CUNHA, Wilson

*dep. fed. MG 1991-1995.

 

Wilson José da Cunha nasceu em Porteirinha (MG) no dia 15 de outubro de 1937, filho de Miguel José da Cunha e de Ana Realina dos Santos.

Ingressou em 1962 na Escola Técnica de Contabilidade Eugênio Pacelli, em Porteirinha, formando-se em 1965.

Começou na política em novembro de 1982, quando se elegeu prefeito de Porteirinha na legenda do Partido Democrático Social (PDS). Em outubro de 1990, conquistou uma vaga na Câmara dos Deputados a que concorrera na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Assumiu o mandato em fevereiro e integrou como titular a Comissão de Agricultura e Política Rural e, como suplente, a Comissão de Economia, Indústria e Comércio.

Na sessão da Câmara dos Deputados de 29 de setembro de 1992, votou a favor da abertura do processo de impeachment do presidente da República, Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade por ter-se envolvido numa rede de corrupção comandada por Paulo César Farias, tesoureiro de sua campanha eleitoral. Em 2 de outubro, com Collor afastado do cargo, o vice Itamar Franco assumiu interinamente a presidência. Com o processo ainda em andamento no Senado, e vislumbrando escassas possibilidades de recuperar o cargo, Collor renunciou ao mandato, em 29 de dezembro, esperando livrar-se de uma pena de oito anos de inelegibilidade, manobra afinal frustrada. Rejeitado o pedido de renúncia, Itamar Franco foi efetivado na presidência da República.

Durante a legislatura, Wilson Cunha ausentou-se de votações importantes, como a que criou o Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), contribuição de 0,25% sobre operações bancárias, e a que rejeitou o fim do voto obrigatório. Votou contra a criação do Fundo Social de Emergência (FSE), que autorizou o governo a aplicar verbas inicialmente previstas para os ministérios da Saúde e da Educação em outras áreas.

Em 5 de julho de 1994, o jornal O Estado de S. Paulo noticiou que Wilson Cunha havia apresentado emenda ao orçamento geral da União destinando 206 mil dólares à construção de uma ponte em Buritis (MG), cujo prefeito, Pedro Jacy Taborda, era seu amigo. A publicação da matéria foi suscitada após o senador José Paulo Bisol, do Partido Socialista Brasileiro (PSB) gaúcho, ter alegado que incluíra emendas beneficiando Buritis, onde possuía uma fazenda, porque a cidade não dispunha de representantes no Congresso. Um dia depois, O Estado de S. Paulo revelou que o gabinete de Cunha na Câmara dos Deputados fora arrombado. “Não sei se tem relação com o caso Bisol, mas achei a coisa estranha”, declarou Cunha.

Wilson Cunha não disputou a reeleição em outubro de 1994 e deixou a Câmara em 31 de janeiro seguinte, ao final do mandato.

Foi membro do Sindicato dos Produtores Rurais de Porteirinha.

Casou-se com Azeli Martins Cunha, com quem teve seis filhos.

 

FONTES: ASSEMB. LEGISL. MG. Dicionário biográfico; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); Estado de S. Paulo (5 e 6/7/94); Folha de S. Paulo (18/9/94); Perfil parlamentar/IstoÉ.

 

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