WILSON VARGAS DA SILVEIRA

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Nome: VARGAS, Wilson
Nome Completo: WILSON VARGAS DA SILVEIRA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
VARGAS, WILSON

VARGAS, Wilson

*dep. fed. RS 1959, 1962-1963.

 

Wilson Vargas da Silveira nasceu em Porto Alegre no dia 6 de junho de 1926, filho do funcionário público municipal Venerando Silveira e de Ondina Vargas da Silveira.

Formou-se em direito em 1949.

Iniciou sua carreira política no pleito de outubro de 1950, ao eleger-se deputado estadual no Rio Grande do Sul pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), sendo empossado no cargo em fevereiro seguinte. Reeleito para a Assembléia Legislativa gaúcha em 1954, candidatou-se a deputado federal nas eleições de outubro de 1958, na legenda do PTB do Rio Grande do Sul. Eleito, encerrou o mandato estadual em janeiro seguinte e, em fevereiro, tomou posse na Câmara dos Deputados. Nessa legislatura, pertenceu à Frente Parlamentar Nacionalista, organização interpartidária criada em 1956 que tinha como metas o combate ao capital estrangeiro e à remessa de lucros e a defesa de uma política de desenvolvimento autônomo da economia nacional. Licenciou-se da Câmara para ocupar o cargo de secretário de Energia do Rio Grande do Sul no governo de Leonel Brizola (1959-1963), após ter-se candidatado sem êxito à prefeitura de Porto Alegre. Voltou à Câmara em abril de 1962, quando se tornou vice-líder da bancada de seu partido.

Em outubro deste último ano foi eleito deputado à Assembléia Legislativa gaúcha, assumindo sua cadeira em fevereiro de 1963, após o término de seu mandato na Câmara Federal. Com o movimento político-militar de 31 de março de 1964, teve seu mandato cassado em maio do mesmo ano, com base no Ato Institucional nº 1, editado em abril.

Voltou ao cenário político em 1974, quando se filiou ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar, com aceitação unânime pelo Tribunal Regional Eleitoral de seu estado. Em abril de 1976, contudo, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu que a filiação a partidos políticos e a eleição para seus órgãos diretivos não seria permitida àqueles que haviam tido seus direitos políticos suspensos com base em atos institucionais. Em seguida o TSE deu provimento parcial a um recurso da Procuradoria Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul para anular a filiação partidária de Wilson Vargas.

Já após a aprovação da anistia, em agosto de 1979, com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro do mesmo ano e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao novo PTB. Entretanto, diante da divisão dos trabalhistas e da posterior concessão da legenda PTB à ex-deputada Ivete Vargas, passou a integrar o Partido Democrático Trabalhista (PDT), organizado por Leonel Brizola. Representante da “ala histórica” do PDT, que reunia os políticos que iniciaram sua atuação sob a primeira sigla do PTB, passou a ser citado como provável candidato de seu partido ao governo gaúcho nas eleições de novembro de 1982.

Em janeiro de 1981, no entanto, depois que Brizola não consagrou sua candidatura ao governo do estado, limitando-se a colocá-lo na posição de postulante ao lado dos deputados Getúlio Dias e Alceu Colares, renunciou ao cargo de secretário-geral da comissão provisória regional do PDT gaúcho. Em setembro do mesmo ano decidiu apoiar a candidatura do senador Pedro Simon, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), ao governo estadual, fato que provocou uma grave crise no PDT, levando o líder do partido na Assembléia, Romildo Bolzan, a defender a formação de uma comissão para convencê-lo a não adotar atitudes independentes do diretório regional.

No mês seguinte desligou-se do PDT, fazendo severas restrições à sua direção nacional quanto às estratégias de implantação do partido no estado. Acrescentou que tanto o presidente nacional do partido, Leonel Brizola, como os dirigentes regionais estariam repetindo velhas fórmulas políticas de personalismo, sem respeito às bases, e que isto não seria concebível. Defensor da aliança entre o PDT e o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) em torno da candidatura de Pedro Simon, condenou as sistemáticas críticas dos pedetistas ao senador, afirmando que esses ataques eram um grave erro político das direções nacional e regional, que não viabilizavam a unidade das oposições por puro personalismo.

Faleceu em Porto Alegre em outubro de 1999.

Era casado com Flávia Ohweiler da Silveira, com quem teve três filhos.

 

FONTES: ARQ. DEP. PESQ. JORNAL DO BRASIL; CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1946-1967); CÂM. DEP. Relação dos dep.; CÂM. DEP. Relação nominal dos senhores; FERREIRA FILHO, A. História; Jornal do Brasil (21/4/76, 10/4/78, 3/9 e 7/10/81).

 

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