COMANDO DOS TRABALHADORES INTELECTUAIS

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Nome: COMANDO DOS TRABALHADORES INTELECTUAIS
Nome Completo: COMANDO DOS TRABALHADORES INTELECTUAIS

Tipo: TEMATICO


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COMANDO DOS TRABALHADORES INTELECTUAIS

COMANDO DOS TRABALHADORES INTELECTUAIS

 

Associação de intelectuais constituída em outubro de 1963 no Rio de Janeiro visando à formação de uma frente única com as forças populares em defesa das liberdades democráticas. Foi extinto pelo movimento político-militar de 31 de março de 1964.

Reconhecendo a necessidade de uma luta conjunta pela emancipação econômica, política e cultural do país, um grupo de intelectuais liderados pelo diretor da Editora Civilização Brasileira, Ênio Silveira, decidiu criar o Comando dos Trabalhadores Intelectuais (CTI).

O documento de fundação da entidade, datado de 7 de outubro de 1963, convocava os “trabalhadores intelectuais” a se unirem para assim atuar ao lado dos demais órgãos representativos das forças populares em busca de uma melhor estruturação da sociedade brasileira. Esse documento foi elaborado pelo cineasta Alex Viany, os escritores Álvaro Lins e Jorge Amado, o filósofo Álvaro Vieira Pinto, o jornalista Barbosa Lima Sobrinho, o teatrólogo Dias Gomes, o folclorista Edson Carneiro, o editor Ênio Silveira, o professor M. Cavalcanti Proença, o poeta Moacir Félix, o historiador Nélson Werneck Sodré, o arquiteto Oscar Niemeyer e o jurista Osni Duarte Pereira.

Vários intelectuais apoiaram imediatamente o documento. Entre eles figuravam os arquitetos Paulo Casé, Artur Lício Pontual e Bernardo Goldwasser; os artistas plásticos Di Cavalcanti, Iberê Camargo, Djanira e Carlos Scliar; os cineastas Carlos Diegues, Arnaldo Jabor, Glauber Rocha, Leon Hirszman, Nélson Pereira dos Santos, Joaquim Pedro de Andrade e Paulo César Sarraceni; os cientistas José Leite Lopes e Jacques Danon; os escritores Aníbal Machado, Carlos Heitor Cony e Ferreira Gullar; o crítico literário Astrogildo Pereira; os economistas Cíbilis da Rocha Viana, Paulo Schilling, Helga Hoffman e Aristóteles Moura; os jornalistas Paulo Francis, Plínio de Abreu Ramos, Darwin Brandão, Otávio Malta e Muniz Bandeira; o editor Jorge Zahar; o humorista Chico Anísio; os cantores Jorge Goulart, Nara Leão e Nora Nei; os teatrólogos Oduvaldo Viana, Oduvaldo Viana Filho e Gianfrancesco Guarnieri; o compositor Carlos Lira; o compositor e humorista José Luís Calasans, conhecido como Jararaca; o filósofo Wanderley Guilherme dos Santos e o especialista em questões agrárias Alberto Passos Guimarães.

O deputado federal Max da Costa Santos e os deputados estaduais Paulo Alberto Monteiro de Barros e Sinval Palmeira também deram apoio ao manifesto.

Extinto cinco meses após ser criado, o CTI não chegou a ter nenhuma atuação significativa.

Mônica Kornis

FONTE: CONY, C. Ato.

 

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