MARCHA DA FAMILIA COM DEUS PELA LIBERDADE

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Nome: MARCHA DA FAMÍLIA COM DEUS PELA LIBERDADE
Nome Completo: MARCHA DA FAMILIA COM DEUS PELA LIBERDADE

Tipo: TEMATICO


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MARCHA DA FAMÍLIA COM DEUS PELA LIBERDADE

MARCHA DA FAMÍLIA COM DEUS PELA LIBERDADE

 

Movimento organizado no início de 1964 com a finalidade de sensibilizar a opinião pública contra as medidas que vinham sendo adotadas pelo governo João Goulart. Congregou setores da classe média temerosos do “perigo comunista” e favoráveis à deposição do presidente da República. Dissolveu-se pouco depois do movimento político-militar de 31 de março de 1964.

Segundo seus articuladores, o movimento da Marcha da Família foi uma resposta ao comício realizado no Rio de Janeiro em 13 de março de 1964, durante o qual o presidente João Goulart anunciou seu programa de reformas de base.

O movimento consistiu numa série de manifestações, ou “marchas”, organizadas principalmente por setores do clero e por enti- dades femininas. A primeira dessas manifestações ocorreu em São Paulo, a 19 de março, tendo como principal articulador o deputado Antônio Sílvio da Cunha Bueno, apoiado pelo governador Ademar de Barros, que se fez representar no trabalho de convocação por sua mulher, Leonor de Barros.

Preparada com o auxílio da Campanha da Mulher pela Democracia (Camde), da União Cívica Feminina, da Fraterna Amizade Urbana e Rural, entre outras entidades, a marcha paulista recebeu também o apoio das classes produtoras do estado, através da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo. O manifesto de convocação contou com a assinatura de 30 entidades lideradas pelo Conselho de Entidades Democráticas, representado por André Faria Pereira. O jornal O Estado de S. Paulo divulgou a manifestação, que contou com a participação de cerca de trezentas mil pessoas, entre as quais Auro de Moura Andrade, presidente do Senado, e Carlos Lacerda, governador do estado da Guanabara. A marcha saiu da praça da República e terminou na praça da Sé, com uma missa “pela salvação da democracia”. Durante o trajeto foi distribuído o Manifesto ao povo do Brasil, convocando a população a reagir contra Goulart.

A iniciativa da Marcha da Família repetiu-se em outras capitais, mas já após a tomada do poder pelos militares, o que as tornou conhecidas como “marchas da vitória”. A marcha do Rio de Janeiro, articulada pela Camde, levou às ruas cerca de um milhão de pessoas no dia 2 de abril de 1964.

 

 

FONTES: CÂM. DEP. Anais; CARNEIRO, G. História; Correio da Manhã (7, 19, 20 e 25/3/64); Repórter (5/78); SILVA, H. 1964; VÍTOR, M. Cinco.

 

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