MARCHA DA PRODUCAO

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Nome: MARCHA DA PRODUÇÃO
Nome Completo: MARCHA DA PRODUCAO

Tipo: TEMATICO


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MARCHA DA PRODUÇÃO

MARCHA DA PRODUÇÃO

 

Movimento promovido pelos cafeicultores de São Paulo e do Paraná nos meses de maio de 1957 e outubro de 1958 com o objetivo de protestar contra a política cambial do governo.

Desde longa data, os produtores de café contavam com o apoio do governo para a manutenção dos preços de seu produto no mercado mundial. Em 1957 e 1958, entretanto, a superprodução de café não foi amparada por medidas protetoras que impedissem uma queda nos preços.

Assim, em maio de 1957, organizados em torno da Associação Rural de Marília, os produtores paulistas propuseram-se a “marchar” até o Rio de Janeiro (então Distrito Federal) numa caravana de carros e caminhões, em protesto contra a política de confisco cambial posta em prática por Lucas Lopes, ministro da Fazenda. O presidente Juscelino Kubitschek acionou o Exército para impedir o avanço da marcha.

Em 1958, os plantadores do norte do Paraná marcaram nova marcha até o Rio de Janeiro para o dia 18 de outubro, com o objetivo de negociar com o governo as medidas que consideravam necessárias à manutenção do preço do café no mercado mundial. O governo, entretanto, mostrou-se irredutível, enviando à região tropas do Exército e aviões da Força Aérea Brasileira. Os cafeicultores cindiram-se, surgindo um grupo, de Londrina, favorável ao adiamento da manifestação, e outro, reunindo plantadores de Maringá, de Paranavaí e de Nova Esperança, defendendo a realização da marcha.

Liderados por Renato Celidônio, os cafeicultores de Maringá resolveram finalmente dar início à marcha, sendo entretanto barrados na altura do quilômetro 115 da estrada Maringá-Londrina. Em represália, os produtores de todo o norte do Paraná decidiram adotar uma série de medidas contra o governo, promovendo uma corrida aos bancos, retendo tanto quanto possível a distribuição dos produtos da lavoura, evitando a compra de máquinas, veículos e utensílios agrícolas, depositando em cartório as quantias destinadas aos impostos a fim de forçar a cobrança judicial e iniciando uma greve de produção que poupou apenas as populações rurais.

O comitê central da Marcha da Produção de 1958 era integrado por Nílson Batista Ribas, Garibaldi Reale, Nélson Maculan, Álvaro Godói, Ulisses F. Guimarães, Alcides Prudente Pavan, Wilson Baggio, Fernando Martins Ribeiro e José Infante.

 

 

FONTES: CASTRO, V. Espada; Maquis (1/11/58); Novos Rumos (3 e 9/6/60).

 

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