MOVIMENTO DE RENOVACAO SINDICAL

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Nome: MOVIMENTO DE RENOVAÇÃO SINDICAL
Nome Completo: MOVIMENTO DE RENOVACAO SINDICAL

Tipo: TEMATICO


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MOVIMENTO DE RENOVAÇÃO SINDICAL

MOVIMENTO DE RENOVAÇÃO SINDICAL

 

Organização de trabalhadores formada pela Corrente Renovadora do Movimento Marxista Brasileiro em setembro de 1957 em São Paulo. Desapareceu em 1961.

Após os intensos debates travados entre os membros do comitê central do Partido Comunista Brasileiro (PCB) durante o ano de 1956, um grupo conhecido com o nome de Corrente Renovadora do Movimento Marxista Brasileiro decidiu romper com o partido, no mês de maio de 1957. A Corrente Renovadora era integrada pela maioria dos membros da comissão sindical do PCB, particularmente por militantes vinculados aos sindicatos dos jornalistas, dos metalúrgicos e dos trabalhadores têxteis de São Paulo.

No mês de setembro, esses dissidentes decidiram formar o Movimento Socialista Renovador, denominação esta que foi substituída por Movimento de Renovação Sindical (MRS), tão logo o grupo se aglutinou em torno do jornal Correio Sindical.

A organização pregava a autonomia dos sindicatos em relação ao Ministério do Trabalho, propondo o entendimento direto com os patrões para a solução dos problemas trabalhistas. Reivindicava ainda a abolição do Imposto Sindical, considerado fonte de manipulação irregular das verbas do sindicato, e condenava as greves de caráter político. O Correio Sindical denunciava permanentemente a corrupção reinante nos sindicatos paulistas, atribuindo-a aos membros do PCB e do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), assim como aos líderes das confederações e aos grupos de apoio ao ex-governador Ademar de Barros.

O MRS criticava também severamente as tendências que a ele se opunham. O líder têxtil “renovador” Nélson Rustici acusava Antônio Chamorro, líder do Sindicato dos Têxteis de São Paulo — de orientação comunista — de desviar as verbas daquela entidade para o PCB. O Sindicato dos Operários da Construção Civil de São Paulo sofria críticas semelhantes.

Em dezembro de 1959, ao lado do Conselho Sindical dos Trabalhadores (CST) de São Paulo, organização intersindical formada no ano anterior, o MRS se opôs à realização em São Paulo de uma greve geral de protesto contra a inflação, planejada pelos membros do PCB, do PTB, da Liga Socialista Independente e do Partido Socialista Brasileiro. O MRS considerava que a greve precipitaria um golpe militar, cancelando as eleições presidenciais de outubro de 1960.

Ainda em dezembro de 1959, o MRS e o CST manifestaram-se contra a intervenção do Ministério do Trabalho na Federação dos Metalúrgicos de São Paulo com o objetivo de impedir a posse do presidente eleito, o janista Domingos Álvares. A intervenção foi finalmente suspensa em março de 1960, quando a posse de Álvares representou uma vitória para os janistas.

Em preparação ao III Congresso Sindical Nacional, marcado para agosto de 1960 no Rio de Janeiro, passaram a reunir-se os representantes das várias tendências atuantes no sindicalismo paulista. O MRS manteve-se favorável à abolição do Imposto Sindical e à criação de uma central sindical para agir “contra as pretensões dos comunistas”.

O MRS e o Correio Sindical apoiaram as eleições presidenciais de outubro de 1960. O jornal foi provavelmente financiado por grupos favoráveis a Jânio Quadros, interessados na conquista de bases trabalhistas.

Em janeiro de 1961, o MRS começou a perder seus membros mais ativos. O metalúrgico Carleto Ferrer Favali, mantendo basicamente a mesma posição da época em que rompeu com o PCB, retirou-se da organização, sendo acompanhado por aproximadamente 50 operários. No mesmo mês, Favali anunciou a formação da Aliança Sindical de Libertação Operária.

Mônica Kornis

 

 

FONTES: CHILCOTE, R. Brazilian; COSTA NETO, C. O que é; HARDING, T. Political.

 

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