PARTIDO SOCIAL TRABALHISTA (PST- 1983)

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Nome: PARTIDO SOCIAL TRABALHISTA (PST- 1983)
Nome Completo: PARTIDO SOCIAL TRABALHISTA (PST- 1983)

Tipo: TEMATICO


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PARTIDO SOCIAL TRABALHISTA (PST- 1983)

PARTIDO SOCIAL TRABALHISTA (PST)

 

Partido nacional surgido em 1983, quando pela primeira vez seu registro foi requerido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e seu programa e estatutos foram publicados. Sua legalização só ocorreu em janeiro de 1989, quando obteve seu registro provisório. Em fevereiro de 1993 fundiu-se com o Partido Trabalhista Renovador (PTR), dando origem ao Partido Progressista (PP), mas foi recriado em 1996.

No início de 1984, quando se desenvolvia no país uma campanha popular pelo restabelecimento das eleições presidenciais diretas, o secretário-geral do PST, João Ferreira da Silva, estabeleceu contato com parlamentares descontentes do Partido Democrático Social (PDS), convidando-os a ingressar no novo partido, mas não obteve êxito.

Em maio do ano seguinte, a Emenda Constitucional nº 25 legalizou os partidos comunistas e permitiu a partidos ainda em formação a apresentação de candidatos à eleição municipal de novembro, abrindo, assim, caminho para o PST. No entanto, a disputa interna entre dois de seus principais dirigentes, o militar reformado Dalmo Honaiser e o jornalista Altemir Pessoa Figliuolo, que entraram com pedidos simultâneos de registro no TSE, impediu que o partido fosse legalizado.

Em janeiro de 1989, finalmente, um novo requerimento encaminhado por Dalmo Honaiser foi aceito pelo TSE, e o PST obteve seu registro provisório. Segundo Honaiser, o PST era uma partido de centro-direita, e seu fundamento estava na aliança de pequenos e médios empresários com profissionais liberais e trabalhadores. De seu programa constava o apoio à pequena e média empresa, o fortalecimento das instituições democráticas e a taxação progressiva dos latifúndios improdutivos como forma de realizar a reforma agrária.

Nas eleições presidenciais de 1989, o PST apoiou a candidatura do ex-governador de Alagoas, Fernando Collor de Melo, do Partido da Reconstrução Nacional (PRN), participando de uma coligação que incluía ainda o Partido Social Cristão (PSC) e o PTR. Apesar da pequena expressão parlamentar das legendas que sustentaram sua candidatura, Collor venceu a eleição e assumiu a presidência da República em março do ano seguinte.

Em maio de 1990, o PST realizou a sua primeira convenção nacional e obteve seu registro definitivo junto ao TSE. Presidido então pelo advogado Marcílio Duarte Lima e discretamente estimulado pelo presidente Fernando Collor, o partido recebeu a adesão de algumas importantes lideranças estaduais, como o então senador capixaba José Inácio Ferreira e o empresário e apresentador de televisão Sílvio Santos, cuja candidatura ao governo paulista pelo partido chegou a ser cogitada, mas não se concretizou. Por essa época, o PST contava com 20 deputados estaduais distribuídos por várias unidades da Federação, e sua bancada no Congresso Nacional era composta por dois senadores e 12 deputados federais. Nas eleições de outubro, porém, o partido elegeu apenas dois deputados federais e 15 deputados estaduais em todo o país.

Em 1991, o ex-governador do Paraná Álvaro Dias entrou para o PST, tornando-se sua principal liderança nacional. Sob seu comando, o partido voltou a receber adesões de parlamentares oriundos de outras legendas. Nas eleições municipais do ano seguinte, o PST lançou a candidatura do advogado Técio Lins e Silva à prefeitura do Rio de Janeiro, que terminou a disputa em nono lugar entre os 11 concorrentes.

Também em outubro de 1992, o PST formou um bloco parlamentar no Congresso Nacional junto com o PTR, então sob a liderança nacional do governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz. Ao formalizar a aliança parlamentar, os dirigentes dos dois partidos já manifestavam a intenção de fundir as duas agremiações, dando-lhe a denominação provisória de Partido Social Trabalhista Renovador (PSTR). Em fevereiro de 1993, a fusão entre PST e PTR se efetivou, dando origem ao PP, presidido nacionalmente pelo ex-governador Álvaro Dias.

Em 1996 o PST foi recriado e disputou as eleições municipais, conquistando nove prefeituras em todo o país, nenhuma delas em capital. Em 1998 o partido lançou como sua candidata ao governo do estado do Rio de Janeiro a professora aposentada Maria Luísa Batista Vidal, que obteve 0,06% dos votos, terminando a eleição em penúltimo lugar. Para o governo de São Paulo o PST apoiou a candidatura de Paulo Maluf, do Partido Progressista Brasileiro (PPB), derrotada no segundo turno. Ainda nessa eleição o PST elegeu um deputado federal: Lincoln Portela, de Minas Gerais.

 

 

FONTES: Estado de S. Paulo (15/7/83, 16/6/85, 5/4 e 26/6/90); Folha de S. Paulo (7/5/90); Globo (24/9/83, 15/5/85 e 29/10/92); Jornal do Brasil (18/3/84, 13/5, 27/6, 12 e 13/7/85, 30/3, 16/6 e 29/10/92); NICOLAU, J. Multipartidarismo.

 

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