PARTIDO SOCIALISTA DOS TRABALHADORES UNIFICADOS (PSTU)

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: PARTIDO SOCIALISTA DOS TRABALHADORES UNIFICADOS (PSTU)
Nome Completo: PARTIDO SOCIALISTA DOS TRABALHADORES UNIFICADOS (PSTU)

Tipo: TEMATICO


Texto Completo:
PARTIDO SOCIALISTA DOS TRABALHADORES UNIFICADOS (PSTU)

PARTIDO SOCIALISTA DOS TRABALHADORES UNIFICADOS (PSTU)

 

Partido político de inspiração trotskista criado em 1994 em São Paulo. A principal corrente que originou o PSTU foi a Convergência Socialista, ligada à Liga Internacional dos Trabalhadores (LIT), e que atuou na década de 1970 no interior do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), ingressando no Partido dos Trabalhadores (PT) após sua fundação. O rompimento da Convergência Socialista com o PT aconteceu por causa de divergências com a direção do partido, visto que a organização a criticava por direcionar o PT para a socialdemocracia e por distanciar-se de um programa político que tivesse por norte o socialismo. Já a crítica por parte da direção do PT centrava-se na forma de organização da Convergência, que atuava não como uma tendência, mas como um partido no interior do PT, especialmente por possuir finanças, jornal e sede próprias. A tensão entre a direção do PT e a Convergência chegou a tal ponto que a executiva nacional do partido decidiu por sua expulsão.

Paralelamente a esse processo a direção da Convergência, ainda no PT, iniciou um movimento denominado Frente Revolucionária, aglutinando correntes de extrema esquerda que procuravam manter sua independência organizacional. Essa frente era composta pela Convergência Socialista, Liga (movimento de sindicalistas oriundos da Central Única dos Trabalhadores, chamada CUT pela base), Movimento Socialista Revolucionário (MSR), Partido da Frente Socialista (PFS) — antigo PLP —, e Democracia Operária, e lançou um movimento pela criação de um novo partido operário denominado Movimento Pró-PSTU, que realizou em abril de 1993, na cidade de São Paulo, um encontro preliminar com setecentos participantes. O congresso de fundação do partido aconteceu em junho de 1994, nos dias 3, 4 e 5, e contou com mais de duas mil pessoas, sendo a maior parte oriunda da Convergência Socialista.

O programa do PSTU baseava-se nas idéias de Trotsky, na concepção leninista de partido (centralismo democrático), na constituição de um partido internacional dos trabalhadores e na herança da III e IV internacionais comunistas. Seus estatutos foram inspirados tomando-se por base os da LIT. A preocupação básica era atuar nos movimentos sociais, nos sindicatos e no interior dos movimentos estudantis a fim de construir um partido operário capacitado a fazer a revolução social. O PSTU contava com militantes na direção da CUT e em mais de cem sindicatos espalhados pelo país, no interior do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e na direção da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES).

O PSTU chegou a contar com um deputado federal por São Paulo, Ernesto Gradella, e um vereador do Rio de Janeiro, Guilherme Haeser, ambos eleitos em 1992 na legenda do PT.

Nas eleições de 1994, apoiou com ressalvas a candidatura de Luís Inácio Lula da Silva e a Frente Brasil Popular, apresentando candidatos a governador em três estados: Pernambuco, Ceará e Maranhão. O PSTU concorreu ainda com candidatos a deputado federal e estadual em 23 estados da Federação, sendo os mais expressivos Ciro Garcia (RJ), Ernesto Gradella (SP) e José Maria de Almeida (MG). Não obstante ter concorrido às eleições, o PSTU não elegeu nenhum de seus candidatos, e sua votação nesse pleito para os governos de estado foi a seguinte: 21.057 para o governo do Maranhão; 67.300 para o de Pernambuco e 72.395 para o do Ceará.

No pleito de 1996, apresentou candidatos para prefeito e vereador em um grande número de cidades, tendo como principais nomes Valério Arcary em São Paulo e Ciro Garcia no Rio de Janeiro. Todavia, o partido não conseguiu eleger nenhum candidato.

Nas eleições de 1998, o PSTU apresentou o operário metalúrgico José Maria de Almeida como seu candidato ao cargo de presidente da República, tendo obtido então cerca de 0,3% dos votos. Ciro Garcia foi candidato ao governo do estado do Rio de Janeiro e obteve 0,29% dos votos, terminando a eleição em sétimo lugar. Já em São Paulo, o candidato ao governo foi Antônio Donizeti Ferreira, que também ficou em sétimo lugar, com 0,17%.

Mais uma vez o PSTU não conseguiu eleger representantes para o Congresso Nacional.

Vicente Riccio

 

 

O PSTU NA DÉCADA DE 2000

 

No pleito de 2000, o partido lançou candidaturas às prefeituras de 48 municípios, mas novamente não conseguiu eleger seus filiados.

Em 2002, o PSTU apresentou novamente a candidatura de José Maria de Almeida à presidência da República. Terminando o 1º turno em quinto lugar, José Maria aumentou ligeiramente o seu percentual de votos, em relação à tentativa anterior, passando a obter 0,4% dos votos. Para os cargos de governadores, o PSTU concorreu então sozinho em 21 estados, não elegendo ninguém. O mesmo ocorreu então com os candidatos da legenda ao Congresso Nacional.

No pleito municipal de 2004, o partido ampliou sua atuação, apresentando candidatos às prefeituras de 104 municípios. Nenhum deles, porém, chegou sequer a disputar um segundo turno.

Já nas eleições de 2006, o PSTU não repetiu a estratégias das eleições presidenciais anteriores e, ao invés de apresentar candidato próprio, coligou-se ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), apoiando sua candidata, Heloísa Helena, que terminou o 1º turno em terceiro lugar, com mais de 13 milhões de votos válidos (ou 13,7% do total). O vencedor final seria, novamente, Lula, do PT. Para os estados, o PSTU apresentou candidatos somente em quatro unidades, sem maior sucesso. O mesmo ocorreu, mais uma vez, em suas tentativas de se fazer presente no Congresso Nacional.

Nas eleições de 2008, o partido reduziu para 34 o número de seus candidatos às prefeituras, mas novamente sem sucesso.

 

 

FONTES: NICOLAU, J. Dados; Portal do TSE. Disponível em : <http://www.tse.gov.br>. Acesso em : 01 dez. 2009; PSTU. Para a construção.

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados