Ada Pellegrini Grinover

Entrevista

Ada Pellegrini Grinover

Entrevista realizada no contexto do projeto “História Oral do Campo Jurídico em São Paulo”, desenvolvido entre setembro de 2011 e dezembro de 2012, com financiamento da presidência da Fundação Getulio Vargas. O projeto tem como objetivo a constituição de um banco de depoimentos (registrados em áudio e vídeo), que deverá ser disponibilizado na internet e, eventualmente, servirá como fonte para a publicação de um livro. Para ter acesso à transcrição e ao vídeo da entrevista clique aqui.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Entrevista em vídeo disponível na Sala de Consulta do CPDOC e trechos no portal.

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Angela Moreira Domingues da Silva
Paulo André Silva Nassar
Data: 21/11/2011 a 1/12/2011
Local(ais):
São Paulo ; SP ; Brasil

Duração: 3h42min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Ada Pellegrini Grinover
Nascimento: 16/4/1933; Nápoles; --; Itália;

Formação: Graduação em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade de São Paulo (1958) e doutorado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade de São Paulo (1970).
Atividade: Professora titular de direito processual penal da Universidade de São Paulo. Professora do Curso de Mestrado e Doutorado da USP e do Curso de Mestrado da FDV. Coordenadora dos Cursos Pós-graduação "lato sensu" da Rede LFG (cursos pela TV on line e pela Internet). Diretora dos Cursos de Extensão da Escola Paulista de Direito. Presidente do Instituto Brasileiro de Direito Processual. Vice-Presidente da International Association of Procedural Law e do Instituto Iberoamericano de Derecho Procesal. Doutora Honoris Causa pela Universidade de Milão, Itália. Agraciada com o prêmio da Fundação Redenti (Bolonha, Itália) em 2007. Titular do escritório - Escritório de Advocacia APG Empreendimentos Jurídicos. 2008: homenagem da USP por ter defendido a primeira tese oficial de doutorado na Faculdade de Direito. 1988: Prêmio Woman of the year for Brazil do American Biographical Institute.

Equipe

Levantamento de dados: Paulo André Nassar ;Angela Moreira Domingues da Silva;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Paulo André Nassar ;Angela Moreira Domingues da Silva;

Transcrição: Lia Carneiro da Cunha;

Conferência da transcrição: Angela Moreira Domingues da Silva;

Técnico Gravação: Bernardo de Paola Bortolotti Faria; Marco Dreer Buarque;

Sumário: Bruna Angotti;

Temas

Academia Paulista de Letras;
Advocacia;
Alfredo Buzaid;
América Latina;
Arquitetura;
Benito Mussolini;
Brasil;
Câmara dos Deputados;
Cândido Mota Filho;
Carreira acadêmica;
Carreira jurídica;
Cidadania;
Código de processo civil;
Congresso Nacional;
Congressos e conferências;
Conselho Nacional de Justiça (CNJ);
Constituição federal (1946);
Constituição federal (1967);
Defesa do consumidor;
Direito;
Direito civil;
Direito constitucional;
Direito penal;
Direito processual;
Direitos políticos;
Ditadura;
Emendas constitucionais;
Ensino;
Estrangeiros;
Europa;
Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo;
Família;
Fascismo;
Fernando Collor de Mello;
Fernando Henrique Cardoso;
Formação profissional;
Geraldo Alckmin;
Getúlio Vargas;
História do Brasil;
Imigração;
Infância;
Instituto Nacional do Seguro Social;
Intercâmbio cultural;
Itália;
José Sarney;
Luís Eulálio de Bueno Vidigal;
Magistratura;
Manoel Gonçalves Ferreira Filho;
Márcio Thomas Bastos;
Meio ambiente;
Michel Temer;
Miguel Seabra Fagundes;
Ministério da Justiça;
Ministério Público Federal ;
Mulher;
Obras de referência;
Ordem dos Advogados do Brasil;
Poder legislativo;
Polícia;
Políticas públicas;
Pontes de Miranda;
Pontifícia Universidade Católica;
Pós - graduação;
Processo penal;
São Paulo;
Senado Federal;
Sul América Seguros;
Universidade de São Paulo;
Universidade do Estado do Rio de Janeiro;

Sumário

1ª Entrevista: 21.11.2011
Nascimento e infância na Itália; cargo do pai como ministro da fazenda de Benito Mussolini (1943-1945); República Social Italiana; Mussolini; itinerância da família para o norte da Itália junto ao Governo Republicano: província de Bergamo, Largo da Guarda; interrupção constante da freqüência à escola; bombardeios; vivência do período conturbado da história italiana; processo de ocupação do norte da Itália; iminência de queda do fascismo; ida com a irmã para o colégio interno das Irmãs Marcelinas, na Lombardia; morte de Benito Mussolini pelos partigiani; opção do pai por não acompanhar Mussolini; apresentação do pai à Polícia Italiana; condenação do pai e tramitação do processo do pai pelas Cortes Italianas; Fuga do pai da cadeia, com o auxílio de frades franciscanos; mudança com a mãe a Irmã para Milão; reclusão do irmão, tenente das Forças Armadas Italianas, em campo de concentração inglês; participação da entrevistada na fuga do pai; ida com a mãe e a irmã para Roma e mudança de nome para Ada Pavani; fuga do pai de Milão para Roma, disfarçado de frade franciscano; absolvição do pai pela Corte Italiana; estabelecimento da família em Roma; retorno do pai à docência como professor de direito constitucional, reconstituição dos direitos políticos e retorno à advocacia; ida do pai à Milão para testemunhar em processo; nova prisão do pai e sua libertação após um mês (1945-1946); decisão do pai de imigrar para o Brasil em 1948; trabalho do pai em fazenda de Eduardo Mattarazzo, filho do conde Matarazzo; fundação, pelo pai, do Banco Italo-Brasileiro, com apoio do governador do estado de São Paulo e do tabelião Rubião; vinda da família para o Brasil: em primeiro lugar do irmão, que saíra do campo de concentração e se tornara advogado, em seguida do restante da família, em 1951; revalidação de seus estudos, término do colegial e ingresso na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo; facilidade de adaptação ao Brasil, apesar da língua e dos costumes; afinidade com o Brasil; opção pelo direito por influência do pai; dúvida entre outras áreas como medicina, sociologia e antropologia; adaptação à faculdade de direito; opção, no 3º ano do curso, por se tornar solicitadora (estagiária); trabalho como solicitadora na Sul América Terrestres, Marítimos e Acidentes; abertura de escritório de advocacia civil e criminal com Norma Noschese Zumsteg; retorno ao tema da sua vinda com a família para o Brasil: viagem da Itália para o Brasil, chegada a São Paulo, residência na alameda Santos, família Frontini, entrosamento com os vizinhos; freqüência aos eventos da colônia italiana; dificuldade com a língua; exames realizados no colegial; dificuldade com história do Brasil, em especial com o nome dos personagens; namoro com Lúcio Grinover; estudos no colégio Dante Alighieri; prática de esportes no colégio, no Clube Pinheiros, na Fundação Universitária Paulista de Esportes; início da vida profissional no escritório de advocacia; casos famosos no escritório: causa cível de Gino Meneghetti; passagem dos seguros de acidente de trabalho de seguradoras privadas para o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS); término do trabalho na Sul América Seguros; concurso para a Procuradoria Geral do Estado (PGE); início da carreira como procuradora geral do estado e fechamento do escritório; casamento, no 5º ano de faculdade (1957), dedicação ao filho (1961) e impossibilidade de seguir carreira acadêmica nos primeiros anos de formada; recomeço da trajetória universitária nos anos 1970 e realização do mestrado, doutorado e livre docência; início da carreira docente na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) em substituição a Manuel Gonçalves Ferreira Filho; Alfredo Buzaid; constituições autoritárias de 1967 e 1969 (emenda constitucional) e a dificuldade de ministrar aulas de direito constitucional; comparação da Constituição de 1946 com as autoritárias da década de 1960; livre-docência e início da docência na área de Direito Processual na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (FADUSP): início da carreira de processualista, aposentadoria de Joaquim Canuto Mendes de Almeida, aulas de processo penal, concurso para professora adjunta do Departamento de Direito Processual do Estado; Luís Eulálio Bueno Vidigal: professor da turma de 1957, orientador da entrevistada na especialização; realização do doutorado, sob a orientação de Alfredo Buzaid; relação com o professor Eulálio Bueno Vidigal; prefácio feito por Luís Eulálio Bueno Vidigal à obra Teoria Geral do Processo, de autoria da entrevistada, Cândido Rangel Dinamarco e Antônio Carlos de Araújo Cintra; concurso para o Departamento de Processo Penal: estrutura do concurso, incidente da acusação de plágio; linhas de pesquisa seguidas pela entrevistada em sua carreira acadêmica: Teoria Geral do Processo, Processo Constitucional, Direitos Difusos e Coletivos; congresso na USP com a Associação dos Magistrados sobre direitos difusos: projeto de lei sobre ação civil pública (1978-1983), Kazuo Watanabe, Cândido Rangel Dinamarco, Waldemar de Oliveira Junior, tutela jurisdicional dos interesses difusos para o meio ambiente e consumidor; trabalho com Kazuo Watanabe na parte processual do Código de defesa do consumidor (CDC); trabalho com Kazuo Watanabe e Cândido Rangel Dinamarco na elaboração da Lei de pequenas causas; criação da disciplina de pós-graduação de tutela jurisdicional dos direitos difusos na FADUSP e na Faculdade de Direito de Vitória; participação na comissão de modificação da nova Lei de ação civil pública; trabalho com Kazuo Watanabe na atualização da parte processual do Código de defesa do consumidor; início do trabalho em comissões legislativas: apresentação do projeto da Lei de ação civil pública ao deputado Michel Temer, participação na comissão do Código de defesa do consumidor realizada pelo Ministério da Justiça (1977-1978), Flávio Birrenbach; colaboração na Lei de pequenas causas, a convite do Ministério da Desburocratização; trabalho acadêmico paralelo ao trabalho legislativo; trabalho na comissão do Senado de atualização do Código de defesa do consumidor, presidida pelo ministro Herman Benjamin; Meios Alternativos de Solução de Controvérsias como linha de pesquisa seguida; participação com o Instituto Brasileiro de Direito Processual (IBDP) de comissão organizada por Zulaiê Cobra para regulamentar a mediação no Brasil; nota técnica contrária ao projeto de regulamentação da mediação judicial emitida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), então presidido por Ellen Gracie; impulso da mediação e conciliação no Brasil; reunião da entrevistada e de Kazuo Watanabe com o Fórum Nacional de Mediação (FONAME) para reativação do projeto de mediação; atuação junto ao CNJ (então presidido por Cezar Peluso) para viabilização do projeto de mediação; discurso de posse de Cezar Peluso no CNJ; contribuição de Morgana Richa e Valéria Lagrasta para o projeto de mediação; resolução 125/2010 do CNJ que institucionalizou a política pública de mediação judicial; obrigatoriedade dos tribunais criarem centros de mediação, conciliação e cidadania; previsão constitucional de mediação e conciliação como meios de resolução de conflitos; arbitragem; curso de capacitação na USP para formar mediadores; disciplina optativa na graduação em direito para capacitação de mediadores e conciliadores; projeto de código de processo civil e inclusão de mediadores e conciliadores judiciais; proposta feita para o Senado para compatibilização da resolução 125/2010 com a audiência de conciliação do Código de processo civil; linha de pesquisa em Processo Penal; comissão do Ministério da Justiça (José Carlos Dias e José Gregori) para leis e reformas do Código de processo penal; Fernando Henrique Cardoso; mudanças no Código de processo penal aprovadas: interrogatório, direito de defesa, júri e medidas cautelares; projetos não aprovados: recursos e investigação criminal; luta coorporativa entre Ministério Público e Delegados de Polícia; projeto de código de processo civil: presidência do IBDP, apresentação de substituto ao projeto pela entrevistada e Paulo Lucon, Antônio Carlos Carmona e Cássio Scarpinella Bueno; escolha pela FADUSP; início do curso de direito em 1953; as mulheres na FADUSP durante seu tempo de graduação; pequena socialização entre homens e mulheres na faculdade; atitude das mulheres da sua turma para romper com o sectarismo homens/mulheres no ambiente da faculdade; aulas de medicina legal com o professor Almeida Junior e necessidade das mulheres se retirarem nas aulas de sexologia; quebra de barreiras pela turma de 1957; professores marcantes: Luís Eulálio Bueno Vidigal; Vicente Marotta Rangel; escolha de medicina legal e direito internacional público como disciplinas subsidiárias à área de concentração em processo civil no doutorado; incidente em prova de medicina legal; namoro com Lúcio Grinover, estudante de arquitetura, e diferença entre os alunos da FADUSP e da Faculdade de Arquitetura; turma de 1957 da FADUSP: Manoel Gonçalves Ferreira Filho, José Afonso da Silva, Ivette Senise, Dalmo de Abreu Dallari; metodologia das aulas na graduação: professor Antônio Ferreira Cesarino Junior, seminários e aulas práticas, aulas clássicas, trabalhos durante a graduação; destaque da entrevistada nos trabalhos de direito processual requisitados pelo professor Luís Eulálio Bueno Vidigal; professores na graduação; ausência de professores de direito constitucional durante a graduação e surpresa da classe ter produzido constitucionalistas como Dalmo Dallari e Manoel Gonçalves Ferreira Filho; Cândido Mota Filho; professor de direito penal com experiência na Escola Superior de Guerra; professor de processo penal pouco interessado no conteúdo das aulas; temor reverencial por professores; grade curricular do curso de direito; estágio para pesquisa em faculdades italianas: Universidade de Pádua, Mauro Cappelletti, Enrico Tulio Liebman, Universidade de Pavia; leituras realizadas durante a graduação: Giuseppe Chiovenda; Francesco Carnelutti e Piero Calamandrei; organização, pelo XI de agosto, de ida ao Rio de Janeiro para pedir a renúncia de Getúlio Vargas; política e família; posicionamento político do pai: escolha por viver no Brasil de Getúlio Vargas; término da graduação em 1957; proibição de estrangeiros se inscreverem na OAB: providência de estudantes italianos para reverter a regra, Rômulo Massari; naturalização brasileira para concurso da PGE; funções de um solicitador acadêmico; abertura do escritório de advocacia; concurso para a PGE (1970); doutorado (1970); abertura do escritório com Norma Noschese; trabalho na Sul América; trabalho no escritório; pequena quantidade de mulheres advogando autonomamente; não prejuízo profissional pelo fato de ser mulher; acolhimento profissional na Sul América; proposição de seu nome para composição do 5º tribunal de Alçada como desembargadora; oposição do tribunal pelo fato de ser mulher; Tribunal de São Paulo e a presença de mulheres na magistratura; concurso para titularidade e o fato de ser mulher; primeira pessoa a se tornar doutora pela USP, na vigência das novas regras; mestrado; opção pela carreira acadêmica (1971): início tardio devido ao nascimento do filho (1961); trabalho como advogada no escritório de Júlio Mário; conciliação da vida acadêmica com a advocacia; escolha pela área de processo durante a graduação; vivência como professora universitária na PUC-SP durante a ditadura militar; lei da ação popular durante a ditadura militar: Seabra Fagundes; modificações legislativas durante o período militar; tema técnico escolhido para o doutorado: ação declaratória incidental; estudo, na livre docência, das garantias constitucionais; dedicatória de Pontes de Miranda à entrevistada; referência de Pontes de Miranda à entrevistada em sua obra Comentários ao código de processo civil; atividade como parecerista; teoria geral do processo: instituição como disciplina na USP, Antônio Carlos de Araujo Cintra; interesse pela disciplina; leitura de Elio Fazzalari; preparação, com Cândido Rangel Dinamarco, de material sobre o Código de processo civil de 1973; Alfredo Buzaid; idéia de escrever um livro sobre teoria geral do processo e convite a Antônio Carlos de Araújo Cintra; obra Teoria geral do processo em parceria com Cândido Rangel Dinamarco e Antônio Carlos de Araujo Cintra; doutorado: influência de leitura da obra de José Carlos Barbosa Moreira sobre questões prejudiciais para o doutorado, Carnelutti; inclusão de teoria geral do processo na grade da graduação; tese de livre docência sobre garantias constitucionais (1980); falta de sensibilização da doutrina para garantias constitucionais; processualistas: José Mendes Junior; José Frederico Marques; tese de livre docência: ida à Pádua, encontro com Cappelletti; abertura dos tribunais às garantias constitucionais, Alberto da Silva Franco; livro O processo constitucional em marcha; menção comum dos tribunais, atualmente, às garantias constitucionais; importância de ancorar o processo no direito constitucional; processo penal militar; apresentação de tese sobre tutela de interesses difusos em congresso em Curitiba (1982); obra de José Carlos Barbosa Moreira sobre diretos difusos; evento na FADUSP sobre direitos difusos: ausência de magistrados, Waldemar Mariz de Oliveira Junior, projeto de lei sobre interesses difusos feito pela entrevistada, Kazuo Watanabe e Waldemar Mariz de Oliveira Junior, apresentação do projeto de lei a Michel Temer, posicionamento do Ministério Público em relação à lei; Nelson Neri Júnior e a crítica à monopolização da ação civil pública pelo Ministério Público; alterações legais sugeridas pelo Ministério Público à lei de ação civil pública; sanção da lei 7347/1985; relação com Michel Temer; não envolvimento no processo de descompressão do regime militar; atuação na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB): conselheira em São Paulo, conselheira federal, criação da Escola Superior de Advocacia (2000), Rubens Approbato; Luiz Flávio Borges D’Urso; experiência negativa no Conselho Federal da OAB, interferência do Conselho na Escola Superior de Advocacia e afastamento da OAB; opinião sobre o exame da OAB; comparação do exame da OAB com o exame italiano; importância do exame; relação entre a OAB e o ensino jurídico; opinião sobre o papel do advogado; a experiência como parecerista; importância da qualificação do advogado: cursos de especialização e atualização; organização para a próxima sessão de entrevista.

2ª Entrevista: 01.12.2011
Comissão do anteprojeto da lei de ação civil pública: Associação dos Magistrados, desembargador Waldemar Mariz de Oliveira Junior, Kazuo Watanabe e Cândido Rangel Dinamarco, alterações ao projeto feitas pelo Ministério Público, aprovação do projeto; direitos difusos e coletivos; interesses individuais homogêneos, oriundos com o projeto de lei para o Código de defesa do consumidor; comissão do Código de defesa do consumidor, oriunda do Departamento do Ministério da Justiça encarregado da defesa do consumidor; Flávio Birrenbach; anteprojetos publicados no Diário Oficial e apresentação ao Congresso Nacional (1989); deputado Geraldo Alckmin; Antonio Herman Benjamin; comissão especial mista para a aprovação do Código de defesa do consumidor (1990), aprovação por unanimidade do Código de defesa do consumidor; Fernando Collor de Mello: vetos a partes do Código de defesa do consumidor; história do Código de defesa do consumidor no Brasil; composição da comissão de reforma do Código de processo civil; participação do IBDP na reforma do Código de processo civil; Ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira, Ministro Athos Gusmão Cardoso e apresentação de reforma dos projetos apresentados ao legislativo; relação entre trabalho acadêmico e parlamentar na América Latina e comparação com a Europa; participação de acadêmicos em reformas legislativas; projeto do novo Código de processo civil: aprovação no senado, Luiz Fux, formação da comissão; relação entre parlamento e academia no processo legislativo; projeto do novo Código de processo civil: Luiz Fux, Teresa Arruda Alvim Wambier, IBDP, anteprojeto inicial, Athos Gusmão Carneiro; projeto substitutivo à proposta de novo Código de processo civil: Carlos Carmona, Paulo Lucon, Cássio Scarpinella Bueno; trâmite na câmara dos deputados; comissão revisora do projeto do novo Código de processo civil: projeto aprovado no Senado, espera pela sanção presidencial; trabalho da comissão informal de reforma do anteprojeto do novo Código de processo civil; importância do intercâmbio entre parlamentares e a academia na tramitação legislativa; origem do IBDP: Alfredo Buzaid, Celso Neves, primeiro congresso internacional de direito processual, Enrico Tullio Liebman; ressurgimento do IBDP na década de 1980: presidência da entrevistada, jornadas brasileiras de direito processual, trabalho legislativo, José Carlos Dias, José Gregori; trabalhos legislativos do IBDP no novo Código de processo civil e na reforma do Código de processo penal; o IBDP e a proposta de Código de processos coletivos; Instituto Ibero-Americano de Direito Processual (IIDP) e o código modelo de processos coletivos; brasileiros na comissão do Código de processos coletivos: Ada Pellegrini, Kazuo Watanabe e Antônio Gidi; organização da disciplina de processos coletivos na pós-graduação da FADUSP; disciplina de processos coletivos na pós-graduação da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), organizada pelo desembargador Aluísio Gonçalves; proposta do anteprojeto do código brasileiro de processos coletivos; nova lei de ação civil pública: Márcio Thomaz Bastos, Secretaria de Reforma Judiciária, comissão de constituição e justiça da Câmara dos Deputados (2009-2010); comissão formada pelo Senado para atualização do Código de defesa do consumidor, sob a presidência de Herman Benjamin, com a participação da entrevistada e de Kazuo Watanabe; apresentação do projeto ao presidente do Senado, José Sarney; reinício do processo de tramitação legislativa; formação da comissão legislativa por juristas; audiência pública para reformulação do Código de processo civil; a exposição de motivos do Código Ibero americano de processos coletivos: Roberto Omar Berizonce, Angel Landoni Sosa, incidente envolvendo Antônio Gidi; apresentação de nova proposta de Código de processos coletivos por Antônio Gidi; publicação de livro de Antônio Gidi com críticas à entrevistada e a Aluísio Gonçalves de Castro Mendes: pedido de indenização por danos morais por parte da entrevistada; Escola Paulista de Direito; criação da Escola Superior de Advocacia quando foi vice-presidente da OAB-SP, na gestão de Rubens Approbato (1998-2000); obstáculos colocados à escola na gestão de Luiz Flávio Borges D’Urso; projeto pedagógico da Escola Superior de advocacia e organização de cursos; cursos ministrados na Escola Superior de Advocacia; linguagem jurídica; crítica à mercantilização do ensino do Direito no Brasil; ensino jurídico, qualificação dos professores e dos alunos; Escola Superior da Advocacia; relação entre a profissão de advogado e de professor com a tecnologia da informação; opinião sobre a internacionalização dos escritórios de advocacia; revista Análise e Advocacia e a avaliação anual dos escritórios; arbitragem e internacionalização das demandas; atividade como parecerista e mudança do mercado advocatício; mudança no perfil dos clientes com a internacionalização da economia brasileira; arbitragem; contato com juristas estrangeiros; enrico Tullio Liebman; Luís Eulálio Bueno Vidigal; Alfredo Buzaid; pesquisa para livre docência na Universidade de Pádua: Aldo Attardi, Mauro Cappelletti; Universidade de Milão: Giuseppe Tarzia, Edoardo Ricci; papel da entrevistada na penetração da doutrina brasileira na Itália; Frederico Carpi; recebimento do título doutor honoris causa pela Faculdade de Direito da Universidade de Milão (1998); International Association of Procedural Law e o intercâmbio com processualistas estrangeiros; aproximação de processualistas argentinos: Augusto Mario Morello, Roberto Omar Berizonce, Luis Torello Giordano, Ángel Landoni Sosa; participação nos congressos da International Association of Procedural Law e como vice-presidente deste; vice-presidência do IIDP; trabalho do IIDP na produção de códigos modelo; preocupação com reformas processuais racionalizadoras nos códigos modelos; implementação e aplicabilidade dos códigos modelo nos países; ingresso no IIDP (década de 1970); obstáculos enfrentados durante a carreira; produções importantes na trajetória da entrevistada: Teoria geral do processo, a formação de uma Escola processualística (junto com Kazuo Watanabe, Antônio Carlos de Araújo Cintra), Enrico Tullio Liebman, a Escola Paulista de Direito e a Escola Brasileira de Direito, contribuição para a evolução do direito processual em colaboração com outros processualistas e a formação de uma Escola brasileira de processo (início da década de 1990); juristas que participaram da formação da Escola Processual Brasileira: Celso Agrícola Barbi, José Carlos Barbosa Moreira, Luiz Guilherme Marinoni, Fredie Didier; função do jurista e do advogado na sociedade contemporânea; status social do advogado; qualidades identificadas em uma elite jurídica; importância do aporte e da atuação social do operador do direito; controle jurisdicional de políticas públicas; participação dos três poderes como protagonistas de políticas públicas; juristas que marcaram a trajetória da entrevistada: Enrico Tullio Liebman, Mauro Cappelletti, Elio Fazzalari, Andrea Proto Pisani, Michel Taruffo; discípulos da entrevistada na área processual: Antonio Magalhães Gomes Filho, Antônio Scarance Fernandes, Thereza de Assis Moura, Gustavo Badaró, Antônio Carlos Carmona, Paulo Lucon, Camilo Zufelato, Susana Henriques da Costa; Academia Paulista de Letras; produção literária da entrevistada: A menina e a guerra, A garota de São Paulo, Morte na USP, Femina, Cantos, A professora da USP, Conto brasileiro; características de um código de processo civil ideal.
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