Brasílio Sallum Júnior

Entrevista

Brasílio Sallum Júnior

Entrevista realizada no contexto do projeto “Memória das Ciências Sociais no Brasil”, desenvolvido com financiamento do Banco Santander, entre janeiro de 2016 e dezembro de 2020, com o objetivo de constituir um acervo audiovisual de entrevistas com cientistas sociais brasileiros e a posterior disponibilização dos depoimentos gravados na internet. Para ter acesso à transcrição e ao vídeo da entrevista clique aqui.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Entrevista em vídeo disponível na Sala de Consulta do CPDOC e trechos no portal.

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Celso Castro
Data: 22/1/2016
Local(ais):
São Paulo ; SP ; Brasil

Duração: 2h22min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Brasílio Sallum Júnior
Formação: Graduação em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (1970); doutorado em Sociologia pela Universidade de São Paulo (1979).
Atividade: Professor e pesquisador da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP (1973-1994); professor na Universidade de São Paulo (1974-atual); pesquisador do Centro de Estudos de Cultura Contemporânea – CEDEC (1995-atual); membro do comitê acadêmico da Associação Nacional de Pós-graduação em Ciências Sociais – ANPOCS (2000-2002); membro e coordenador do comitê assessor de Ciências Sociais do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq (2002-2005); membro do conselho deliberativo do Núcleo de Estudos em Políticas Públicas da Universidade Estadual de Campinas (2007-2011); coordenador da “Coleção de Sociologia” publicada pela Editora Vozes (2008-atual).

Equipe


Transcrição: Gabriela Franco Duarte;

Técnico Gravação: João Batista Teófilo Silva; Ninna Carneiro;

Temas

Antropologia;
Argentina;
Ato Institucional, 5 (1968);
Centro de Estudos de Cultura Contemporânea;
Chile;
Ciência política;
Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe;
Comunismo;
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq);
Crise de 1961;
Democracia;
Ditadura;
Economia;
Èmile Durkheim ;
Ensino secundário;
Ensino superior;
Exílio;
Família;
Fernando Collor de Mello;
Florestan Fernandes;
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo;
Golpe de 1964;
Governo Dilma Rousseff (2011-2016);
Governo Fernando Collor (1990-1992);
Impeachment;
Impeachment de Collor;
Imprensa;
Infância;
Intelectuais;
Itália;
José Carlos Pereira de Sousa;
Magistério;
Maria Isaura Pereira de Queiros ;
Marxismo;
Metodologia de pesquisa;
Migração;
Militância política;
Militares;
Partido Comunista Brasileiro - PCB;
Poder judiciário;
Política;
Política científica e tecnológica;
Pós - graduação;
Produção intelectual;
Questão agrária;
Redemocratização;
São Paulo;
Serviço Nacional de Informações;
Síria;
Sociologia;
Universidade de São Paulo;
Universidade Estadual de Campinas;

Sumário

Entrevista: 22.01.2016

Origens: a infância em Porto Alegre; a morte precoce do pai; os estudos no colégio jesuíta Anchieta; o percurso acadêmico – os cursos de graduação e pós-graduação; a profissão dos pais; a ascendência síria e a migração da família paterna para o Brasil; a ascendência italiana na linhagem materna; o trabalho no comércio e a desestabilidade financeira após a morte do pai; a graduação no Brasil: a opção pelo curso de Economia na graduação; as memórias sobre a Campanha da Legalidade de 1961; o manifesto político contra a Ditadura Militar na cerimônia de formatura do colegial; o desencanto com o curso de Economia no Brasil; a mudança para o Chile: o contato com os cepalistas; a decisão por fazer o curso no Chile; a entrega das cartas de recomendação e a bolsa na Universidad de Concepción; a conciliação dos estudos no Chile; a infraestrutura da universidade; as experiências políticas e acadêmicas possibilitadas pela conjuntura política do país vizinho; os contatos com J.J.C.C (Las Juventudes Comunistas de Chile) e o MIR (Movimento de Izquierda Revolucionaria); o episódio boliviano que causou o despertar para as questões de uma economia como política; o contato com a produção acadêmica do Florestan Fernandes na USP e a decisão de ir para São Paulo; a volta para o Brasil e a graduação na USP: a volta para Porto Alegre; os estudos para o vestibular, interesse e primeiro contato com a Sociologia; a admissão no curso de Ciências Sociais na USP e a vida em São Paulo; a grade curricular na USP e as aulas com o professor Florestan Fernandes; a antropologia física e a antropologia cultural na grade curricular; as participações extracurriculares na faculdade e as atividades políticas; a crise do curso em 1968 e a nova reforma curricular; a batalha da Maria Antônia e a mudança para a Cidade Universitária; a graduação após o AI5 (Ato Institucional 5): os professores afastados do curso de Ciências Sociais na USP, especialmente na Sociologia; os professores que optaram por deixar o país e o esvaziamento do departamento; pós-graduação e a influência do marxismo na graduação: os cursos de pesquisas com Maria Isaura Pereira de Queiroz e José Carlos Pereira durante a graduação, de onde surge o interesse pela área rural; a pós-graduação com o professor Luiz Pereira; as influências teóricas e os debates sociológicos das áreas rurais; a doutrina marxista do Florestan Fernandes e as gerações subsequentes; os relatos dos trabalhadores rurais; o convite para lecionar na USP e a opção pelo departamento de Sociologia; a entrada para o corpo docente na Universidade de São Paulo (USP): a tentativa de lecionar na Unicamp por questões financeiras; a entrevista com o SNI (Serviço Nacional de Informação) e a autorização para entrar na USP; a entrada para o doutorado e os problemas de saúde: a perda dos dados e da bolsa da pesquisa; o período de repouso por motivos de saúde; o aproveitamento da pesquisa para iniciar o doutorado; o debate da teoria marxista e o empirismo na pesquisa; a rotina de quimioterapia conciliada à docência; o interesse pela área política: teoria marxista no universo de análise política – o novo do debate sobre as relações Estado, capital e classe nas aulas da pós graduação; o contexto da transição para a democracia e uma reflexão sobre a postura de ter aderido ao Partidão (Partido Comunista); a coluna política na Folha de São Paulo; as dificuldades de conciliar as leituras políticas com a linha editorial do jornal; os estudos de política na Academia: os planos para novos projetos depois da conclusão do doutorado; o projeto que deu origem ao Banco de Dados POLI junto ao professor Eduardo Graeff; a conciliação do jornal com a Academia; a saída do centro de pesquisa social e Banco de Dados POLI e a mudança para o CEDEC (Centro de Estudos de Cultura Contemporânea); os centros de pesquisa e os recursos financeiros: a conciliação entre o CEDEC e a livre docência na USP; a desorganização dos centros de pesquisa da USP e a necessidade de se fazer grandes pesquisas fora da universidade; a falta de financiamento da administração das pesquisas nos núcleos universitários; a criação do Laboratório de Pesquisa Social (LAPS) do departamento de Sociologia; a nova lei de Ciência e Tecnologia; as agências financiadoras como a FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e a CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico); a Ciência Política e a Sociologia: a abordagem da Sociologia Política trazida no seu artigo “Labirintos: Dos generais à Nova República”; o debate da dinâmica das instituições e da sociedade dentro da Ciência Política e da Sociologia; a fragmentação dos modelos teóricos da Sociologia; a carência de explorações sobre novos vieses dos autores clássicos; o viés político em Durkheim e Weber; os estudos sobre o impeachment do Presidente Fernando Collor: o livro “O Impeachment de Fernando Collor” lançado em 2015; as diferenças entre os contextos do impeachment do Fernando Collor em 1992 e do pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff em 2015 – a democracia em questão; a instabilidade e fragmentação partidária atual; o protagonismo do Poder Judiciário; os resquícios da presença dos militares ainda no governo Collor; planejamentos e perspectivas para novos estudos sobre o Brasil: a aposentadoria para 2016; os planos para a realização de estudos comparados sobre as dinâmicas sócio-política que induzem à mudanças nas relações centro-periferia com recorte na Argentina, Brasil e México; as transformações nos países periféricos e o PIB per capita – o declínio do Brasil nos últimos anos.

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