Carlos Alberto Caroso Soares

Entrevista

Carlos Alberto Caroso Soares

Entrevista realizada no contexto do projeto “História Audiovisual das Ciências Sociais no Brasil”, desenvolvido com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq), entre dezembro de 2012 e dezembro de 2015, com o objetivo de constituir um acervo audiovisual de entrevistas com cientistas sociais brasileiros. clique aqui.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Entrevista em vídeo disponível na Sala de Consulta do CPDOC e trechos no portal.

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Celso Castro
Data: 5/8/2014
Local(ais):
Natal ; RN ; Brasil

Duração: 2h35min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Carlos Alberto Caroso Soares
Formação: Se tornou bacharel em Ciências Sociais pela UFBA (Universidade Federal da Bahia) em 1975, mestre em sociologia da cultura pela mesma instituição, em 1980. Fez mestrado (1980-1982) e doutorado (1982-1988) em Antropologia pela University of california Los Angeles (UCLA).
Atividade: Desde 1988 é professor da UFBA. Entre 2004 e 2013 foi diretor do Museu de Arqueologia e Etnologia(MAE -UFBA). Entre os anos de 2008 e 2010, foi presidente da Associação Brasileira de Antropologia (ABA). Desde 2009 é associado da Associação Portuguesa de Antropologia (APA) em Portugal. Membro do Comitê Organizador do World Council of Anthropological Associations-WCAA (2008-2014). É membro permanente da associação internacional Antropólogo Sem Fronteiras-ASF, da qual é presidente com mandato de 2013 a 2017. Segue as áreas de Antropologia da Saúde, memória social, povos e populações que se encontram em situação de vulnerabilidade socioambiental.

Equipe


Transcrição: Liris Ramos de Souza;

Conferência da transcrição: Natália Quinderé;

Técnico Gravação: Priscila Rodrigues Bittencourt; Ninna Carneiro;

Temas

Antropologia;
Bahia;
Ciências Sociais;
Direito;
Família;
Fundação Nacional do Índio;
Golpe de 1964;
Governo Luiz Inácio Lula da Silva (2003 - 2010);
Movimento estudantil;
Polônia;
Universidade da Califórnia;
Universidade Federal da Bahia;

Sumário

Entrevista: 5 de agosto de 2014

Origens familiares e infância em Açu, Rio Grande do Norte; lembranças do dia em que houve o Golpe Militar de 1964; ingresso no ensino clássico e envolvimento no movimento estudantil; entrada no curso de Direito, em 1970; abandono do curso de Direito e ida para São Francisco, Califórnia; regresso à Bahia; a conclusão da graduação em Ciências Sociais, com ênfase em Antropologia; o início de seu estudo sobre a questão indígena; a realização do laudo antropológico sobre os Pankararé, com orientação de Pedro Augustinho; a militância pelos direitos indígenas; a trajetória de Pedro Augustinho; a atuação da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) durante o Regime Militar; o discurso militar de segurança versus o discurso antropológico sobre os problemas locais; as situação acadêmica na Bahia dos anos 1970; a impossibilidade de realizar a dissertação de mestrado com os Pankararé, por motivo de segurança; o trabalho no pelourinho e a defesa da manutenção da população no local quando de sua restauração; a candidatura à bolsa Fullbright para doutorar-se em universidades norte-americanas; a escolha por doutorar-se na Universidade da Califórnia, Los Angeles (UCLA); a orientação de Allen Johnson; a impossibilidade de estudo no Raso da Catarina e, posteriormente, na fazenda Boaventura; revisitação de Sharecroppers of the Sertão; mudança de objeto de estudo para o campesinato na Polônia; o trabalho de resumir a tese de mestrado; os impedimentos que inviabilizaram sua ida para a Polônia; nova no objeto de estudo: migrantes poloneses no Pará; a ida à Polônia em 1991 para apresentar seu trabalho e a possibilidade de conhecer de perto a situação camponesa no país; o trabalho conjunto com Allen Johnson e com grupos de estudos na fazenda Boaventura; sua aproximação com a área de Antropologia da Saúde; a figura de Luiz Fernando Duarte; diálogo com a área de Saúde Coletiva; sua participação em um projeto de 12 anos em parceria multinacional; o trabalho com Naomar de Almeida no setor de Saúde Coletiva, para onde se transferiu a fim de abrir uma área de Ciências Sociais e Saúde; o regresso à UCLA como professor visitante; o retorno à Fazenda Boaventura em 2001; o convite de Naomar para participação em um conselho sobre a reabertura do Museu de Arqueologia e Etnologia da UFBA; a ocupação do posto de direção do museu em 2004; a Reunião Brasileira de Antropologia (RBA) de 1976 e seu primeiro contato com a Associação Brasileira de Antropologia (ABA); a entrada no conselho cientifico da ABA; a organização e realização da RBA de 1996; a experiência na presidência da ABA; sua atuação como representante da comissão organizadora do World Council of Anthropological Associations (WCAA); participação da criação dos Antropólogos sem Fronteiras (ASF); objetivos da ASF; atuação no Supremo Tribunal Federal (STF); o caso Raposa Serra do Sol; as idas aos julgamentos; formação de “lobby” para convencer os ministros em prol da questão quilombola; o caso da polêmica publicada na revista Veja e o dilema ético entre antropólogos naquele momento; os efeitos da criação de universidades iniciadas pelo governo Lula; propostas de inovações nos programas de graduação, a partir do BI, de cursos âncora e da licenciatura interdisciplinar; o projeto de implantação dos colégios universitários; o foco em grupos socialmente excluídos da região sul da Bahia; o desenvolvimento de contatos internacionais com a BI; a importância das reuniões cientificas e congressos; a UFSB como modelo inovador de universidade e a liderança de Neomar na reitoria; os livros que mais marcaram sua trajetória profissional.
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