Cláudio Chaves Beato Filho

Entrevista

Cláudio Chaves Beato Filho

Entrevista realizada no contexto do projeto “História Audiovisual das Ciências Sociais no Brasil”, desenvolvido com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq), entre dezembro de 2012 e dezembro de 2015, com o objetivo de constituir um acervo audiovisual de entrevistas com cientistas sociais brasileiros. Para ter acesso à transcrição e ao vídeo da entrevista clique aqui.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Entrevista em vídeo disponível na Sala de Consulta do CPDOC e trechos no portal.

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Celso Castro
Vanessa Matheus Cavalcante
Data: 9/6/2015
Local(ais):
Belo Horizonte ; MG ; Brasil

Duração: 2h10min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Cláudio Chaves Beato Filho
Formação: Graduado pela Universidade Federal de Minas Gerais (1982); Mestre no Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (1983-1986); doutor em sociologia pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (1988-1992).
Atividade: Estagiário na Fundação João Pinheiro (1993-1994); professor visitante na Universidade de Oxford (2005); professor visitante na Harvard DRCLAS; professor na Universidade Federal de Minas Gerais (1987-atualmente); professor adjunto na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (1984-1987); professor titular na Universidade Federal de Minas Gerais (2010-2011); membro do Banco Interamericano de Desenvolvimento (2012-atualmente); membro do World Bank (2013-atualmente).

Equipe


Transcrição: Elisa de Magalhães e Guimarães;

Técnico Gravação: Ninna Carneiro;

Temas

Aécio Neves;
América Central;
América Latina;
Armamentos;
Centros de pesquisa;
Ciências Sociais;
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior;
Corporativismo;
Crime organizado;
Criminalidade;
Criminologia;
Direitos humanos;
Ditadura;
Economia;
Engenharia;
Ensino primário;
Ensino secundário;
Ensino superior;
Estatística;
Filosofia;
Formação profissional;
Gênero;
Golpe de 1964;
Governo Fernando Henrique Cardoso (1995-1998);
Governo Fernando Henrique Cardoso (1999-2002);
Governo Luiz Inácio Lula da Silva (2003 - 2010);
História da ciência;
Infância;
Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj);
Intelectuais;
Intercâmbio científico e tecnológico;
Itália;
Matemática;
Metodologia de pesquisa;
México;
Minas Gerais;
Música;
Pesquisa científica e tecnológica;
Pobreza;
Polícia;
Política;
Políticas públicas;
Portugal;
Pós - graduação;
Produção intelectual;
Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania;
Rio de Janeiro (cidade);
Rio de Janeiro (estado);
Segunda Guerra Mundial (1939-1945);
Segurança pública;
Sistema prisional;
Sociologia;
Unidade de Polícia Pacificadora;
Universidade Federal de Minas Gerais;
Violência;

Sumário

Entrevista: 09.06.2015


Origens e trajetórias: a resistência do pai na Itália durante a 2ª Guerra Mundial; os estudos nos colégios estaduais; as viagens e mudanças constantes durante a infância; a permanência em Belo Horizonte aos 14 anos de idade; a visão cosmopolita da capital mineira e a sua influência no curso de Ciências Sociais; o curso de Ciências Sociais no contexto da Ditadura Militar; a concepção da matemática e os métodos quantitativos; a importância da Fundação João Pinheiro em Belo Horizonte; graduação e Mestrado: a preparação para a Música e o os estudos no curso de Engenharia; a influência da problematização matemática e a facilidade para os estudos de economia política; a interrupção do curso de Engenharia e o ingresso em Ciências Sociais; a mudança para o Rio de Janeiro e o mestrado na IUPERJ (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro); o interesse na área de Violência e Criminalidade; o estágio com o professor Antônio Luiz Paixão e a questão policial; a pesquisa de amplo reconhecimento no CRISP (Centro de Estudos em Criminalidade e Segurança Pública); a dissertação de mestrado sobre músicos sob a orientação do professor Edmundo Coelho; o tema do sistema prisional brasileiro; a Sociologia das Profissões e o sistema de especialização e o corporativismo; a fundação do Uakti; o falecimento do pai; criminalidade e Segurança Pública: a falta de debate entre as instituições acadêmicas de Ciências Sociais; as ideologizações que ocorrem nos eventos da área da Sociologia da Criminalidade e a falta de institucionalização de estudos de Segurança Pública; o debate da Sociologia sobre pobreza, crime e a masculinidade – os primeiros estudos empíricos; a produção de estudos sobre Direitos Humanos e a criação da CRISP a fim de produzir soluções acerca das questões da Segurança Pública; o formato dos programas de pós-graduação no Brasil: o debate atual de Segurança Pública brasileira e a falta da formação de massa crítica; a dificuldade da criação de uma pós-doutorado na Capes em criminologia devido ao formato da pós-graduação brasileira no sentindo de uma especialização em detrimento da interdisciplinaridade; o projeto sobre a avaliação do ensino de Políticas Públicas na América Latina – a importância da interdisciplinaridade; como o sistema da Capes investe na produção de professores e poucos gestores que contribuam para uma participação direta na sociedade; a formação dos profissionais de Ciências Sociais no Brasil; a produção de conhecimento no Brasil: as dissertações de mestrado e os intercâmbios acadêmicos; a importância de políticas públicas direcionadas às demandas de educação superior; a tese de doutorado sobre suicídio e o trabalho de campo no pronto-socorro – a visão médica, do sociólogo e a do policial; o entendimento sobre a construção de dados; o trabalho com a Sociologia da Ciência; a historiografia da ciência brasileira e as suas características individualistas; a divisão do trabalho em pesquisas e projetos; a criação do CRISP: a decisão pela área de Criminologia e Segurança Pública; o debate da filosofia da ciência dentro das Ciências Humanas; a criação do projeto de conhecimento aplicado e a construção de uma base de dados em Criminologia; o desenvolvimento de um mapeamento da criminalidade e de novas tecnologias; as contribuições para o Centro de Operação Criminal em reformulações organizacionais; o desenvolvimento e aplicabilidade do CRISP: a receptividade do projeto na universidade; as aulas ministradas pelos oficiais de justiça; a relação da polícia com a universidade; a parceria com o governador Aécio Neves; o atual foco acadêmico e o projeto no INCT (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia); a dificuldade para a captação de recursos; as parcerias com o governo de Estado; a estratégia de trabalho em “Redes de Desenvolvimento”; polícia e Política: a discussão sobre a polícia militarizada; a idéia da criação de uma nova Instituição Policial e os efeitos que a mesma acarretaria nas antigas Corporações Policiais com a competição no Mercado das Profissões; a implementação das UPPs no Rio de Janeiro; um panorama dos últimos anos das políticas de Segurança Pública no Brasil – Governos Fernando Henrique Cardoso e Luís Inácio Lula da Silva; o PRONASCI (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania) e o Fica Vivo!; políticas públicas: o geoprocessamento e as políticas focalizadas; os problemas na concretização das UPPs e da criminalidade no Rio de Janeiro; a importância das ações integradas e como a prevenção pode ser mais eficiente que a prisão; o sistema prisional brasileiro: a discussão da redução da maioridade penal; uma crítica às discussões poucos estudadas empiricamente e a debilidade na produção de dados e estatísticas; o sistema carcerário no Brasil e a administração prisional; a integração do conhecimento da América Latina: os centros de pesquisa universitários virados à solucionar os problemas sociais; os estudos sobre a questão do porte de armas e a criminalidade; a relação criminalidade e pobreza; a notoriedade do CRISP na América Latina através dos projetos de integração social e dos treinamentos e intervenções policiais; os trabalhos sobre gangues na América Central e o crime organizado no México; o Robert J. Sampson como referência na área de Sociologia da Criminalidade; a carência de uma integração com a América Latina e o contato limitado com a produção global de conhecimento no Brasil; a apresentação de um seminário em Coimbra e a relação com o antropólogo Boaventura de Sousa Santos.


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