Eliézer Rizzo de Oliveira

Entrevista

Eliézer Rizzo de Oliveira

Entrevista realizada no contexto do projeto “História Audiovisual das Ciências Sociais no Brasil”, desenvolvido com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq), entre dezembro de 2012 e dezembro de 2015, com o objetivo de constituir um acervo audiovisual de entrevistas com cientistas sociais brasileiros. clique aqui.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Entrevista em vídeo disponível na Sala de Consulta do CPDOC e trechos no portal.

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Celso Castro
Data: 6/5/2014
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 2h15min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Eliézer Rizzo de Oliveira
Formação: Bacharel em Ciências Sociais (USP) (1972), Mestre em Ciências Políticas (Unicamp)(1976), Doutor em Ciências Políticas pela Fondation Nationale des Sciences Politiques, Paris, França(1980).
Atividade: Professor Titular do Departamento de Ciência Política do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (1976-2003); Chefe de Gabinete da Reitoria da Unicamp (1986-1990); Diretor de Políticas de Ensino Superior do Ministério da Educação (1992); Secretário Executivo do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (1994-1996); Coordenador de Relações Institucionais e Internacionais da Unicamp (1994-1996) e Assessor da Liderança do PSDB na Câmara dos Deputados (1996-1997); Professor Adjunto (2000) e Titular (2003) em Ciências Políticas na Unicamp; Professor convidado no Center for Hemispheric Strategic Studies da National Defense University, Estados Unidos (2001); Professor convidado do Mestrado de Direito da Universidade Paulista, Campinas - SP (2001-2002); Professor Adjunto da Faculdade de Direito de Campinas da Universidade Presbiteriana Mackenzie (2008-); Diretor do Centro Brasileiro de Estudos da América Latina (CBEAL) - Memorial da América Latina - São Paulo (2004-2007); Professor das Faculdades Metropolitanas Integradas de Campinas (Metrocamp) (2005-2009).

Equipe


Transcrição: Carolina Gonçalves Alves;

Conferência da transcrição: Juliana Rodrigues de Oliveira Souza;

Técnico Gravação: Priscila Rodrigues Bittencourt; Ninna Carneiro;

Temas

América do Sul;
Anistia política;
Anos 1960;
Arquivos públicos;
Ato Institucional, 5 (1968);
Bibliografias;
Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil;
Ciências Sociais;
Ecumenismo;
Ensino fundamental;
Ensino militar;
Ensino superior;
Estados Unidos da América;
Exílio;
Família;
Forças Armadas;
Formação acadêmica;
França;
Governo Castelo Branco (1964-1967);
Humberto de Alencar Castelo Branco;
Igrejas protestantes;
Imprensa;
Metodologia de pesquisa;
Militância política;
Militares;
Ministério da Defesa;
Paulo Evaristo Arns;
Paulo Sérgio Pinheiros;
Pesquisa científica e tecnológica;
Política;
Pós - graduação;
Produção intelectual;
Protestantismo;
Regime militar;
São Paulo;
Segurança Internacional;
Teologia;
Universidade de São Paulo;
Universidade Estadual de Campinas;
Viagens e visitas;

Sumário

Entrevista: 6 de maio de 2014

Origens; as escolas; a mudança de cidade com a família; a escola presbiteriana; a passagem pela Faculdade de Teologia da Igreja Metodista do Brasil em São Bernardo do Campo; a crise devido aos eventos de 1968; a entrada na Universidade de São Paulo (USP);a graduação pós AI-5; os professores e a liberdade dentro das Ciências Sociais; a relação com os professores; a opinião politica; a militância por meio do movimento ecumênico mais voltado ao protestantismo; a lembrança de Dom Paulo Evaristo Arns; a escolha do tema para mestrado; o inicio do estudo na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) sobre os discursos do Presidente Castelo Branco; o interesse pela aproximação do meio universitário e as Forças Armadas; a estranheza pública na aproximação para o estudo sobre os militares; a motivação para se dedicar aos estudos sobre militares; o estudo na UNICAMP direcionado pelo Professor Paulo Sérgio; a pesquisa para a dissertação de mestrado; a aproximação com um grupo de militares; a amizade com oficiais das Forças Armadas; as entrevistas com militares reformados; as contradições do regime militar com relação aos próprios membros das Forças Armadas; a heterogeneidade nas Forças Armadas; o bom contato nas entrevistas com os oficiais reformados e aposentados; a neutralidade no uso de conceitos referentes ao início do Regime Militar e a opção dos conceitos usados na dissertação; a opinião política contra o regime; as especificidades e variedades de noções e concepções do Estado e suas ramificações; a aproximação e utilização de conceitos de Gramsci; a escassa bibliografia sobre o tema escolhido; as experiências novas para a pesquisa acadêmica em geral ao dialogar com instituições militares de ensino; a maior aproximação com as concepções de Max Weber; o doutoramento na França; as razões para a ida para França; a orientação de Rouquié e o ambiente acadêmico confortável; o convívio com os exilados políticos na França; o contato mais próximo com os debates sobre a anistia; as opções abertas com o doutoramento na França; os meios de informação sobre o Brasil no exterior; a volta para o Brasil, para a UNICAMP e a interação com a organização docente; o desenvolvimento do Núcleo de Estudos Estratégicos (NEE); outros personagens envolvidos com a criação do NEE; a repercussão do NEE; a explicação do nome e sua aplicação; os contatos com outros intelectuais latino-americanos; as dificuldades de permanência do Núcleo; a trajetória do NEE depois de outros cargos na UNICAMP; a riqueza dos projetos do Núcleo; a relação dos Estudos Estratégicos com os militares; a inovação dos temas estudados no NEE; o intercâmbio com as instituições militares; a falha do NEE em captar recursos; a expansão do interesse de outros cursos nos Estudos Estratégicos; outras relações institucionais; a Associação Brasileira de Estudos de Defesa (ABED); o acompanhamento da criação da ABED; as relações do NEE com outros núcleos de estudos; a passagem pelos Estados Unidos; as relações pessoais com figuras políticas; o grupo de discussão iniciado por José Viegas Filho; a Comissão dos Notáveis e as discussões abertas em torno da segurança internacional diante das novas conjunturas; a relação dos Estudos Estratégicos com o Ministério da Defesa; a ampliação na imprensa de pessoas dedicadas a assuntos militares e a decorrente supressão da opinião acadêmica sobre o assunto; o desaparecimento do temor de uma nova investida militar contra o Estado; a Comissão da Verdade e a resistência miliar a abrir os arquivos referentes ao período da ditadura; o fortalecimento dos Estudos Estratégicos; a memória de René Dreifuss; a real crença e o envolvimento nas teses e iniciativas no meio acadêmico; artigos sobre o Ministério da Defesa; conclusão e agradecimentos.
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