Euclides Quandt de Oliveira

Entrevista

Euclides Quandt de Oliveira

Entrevista realizada no contexto do projeto "História recente das comunicações no Brasil", desenvolvido pelo CPDOC em convênio com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), entre dezembro de 2004 e agosto de 2005. Coordenado pela pesquisadora Ignez Cordeiro de Farias, o projeto resultou na constituição de um acervo de entrevistas com o ex-ministro das Comunicações Euclides Quandt de Oliveira. A escolha do entrevistado se justificou por sua atuação como Presidente da Telebrás e Ministro das Comunicações.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Ignez Cordeiro de Farias
Ana Christina Saraiva Iachan
Data: 9/3/2005 a 21/3/2005
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 16h20min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Euclides Quandt de Oliveira
Nascimento: 23/11/1919; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Formação:
Atividade: Oficial da Marinha de 1941 a 1969 quando foi transferido para a reserva; adjunto da subchefia da Marinha no Gabinete Militar da Presidência da República (abril de 1964 a julho de 1965); presidente do Conselho Nacional de Telecomunicações- CONTEL (julho de 1965 a abril de 1967); diretor de Telecomunicações da Siemens do Brasil (1969 a 1972); presidente das Telecomunicações Brasileiras S.A.- Telebrás (1972 a 1974); Ministro das Comunicações de 1974 a 1979.

Equipe

Levantamento de dados: Ignez Cordeiro de Farias;Rosana Glória Barbosa;Ana Christina Saraiva Iachan;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Ignez Cordeiro de Farias;Ana Christina Saraiva Iachan;

Transcrição: Ignez Cordeiro de Farias;

Conferência da transcrição: Ignez Cordeiro de Farias;

Copidesque: Ignez Cordeiro de Farias;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Rosana Glória Barbosa;

Temas

Associações empresariais;
Aviação militar;
Centros de pesquisa;
Companhia Telefônica Brasileira;
Correios e Telégrafos;
Crise de 1955;
Crise de 1961;
Educação;
Empresa Brasileira de Telecomunicação;
Empresas privadas;
Empresas públicas;
Ernesto Geisel;
Escola de Guerra Naval;
Escola Naval;
Forças Armadas;
Góes Monteiro;
Golpe de 1964;
Humberto de Alencar Castelo Branco;
Informática;
Integralismo;
Marinha;
Ministério das Comunicações;
Pesquisa científica e tecnológica;
Radiodifusão;
Segunda Guerra Mundial (1939-1945);
Telecomunicações;
Telecomunicações Brasileiras S/A;
Televisão;
Viagens e visitas;

Sumário

1ª Entrevista: 09.03.2005
Data e local de nascimento; origem familiar; lembranças da infância e situação financeira da família após a morte do pai em 1933; formação escolar; o gosto pela matemática e pela leitura; escolha da carreira militar e incentivo da família de Américo Vieira de Melo para a entrada na Escola Naval (1937); repercussão do integralismo na Escola Naval (1938); vida como aluno da Escola Naval na ilha das Enxadas e na fortaleza de Villegagnon; viagens de instrução como estudante no navio-escola Almirante Saldanha (1937-1938) e no navio do Lloyd (1939); estágio na aviação naval (1939); viagem de instrução Rio-Montevidéu como guarda-marinha a bordo do navio Almirante Saldanha (1942); notícia do torpedeamento dos navios brasileiros na costa do Nordeste (Montevidéu, agosto de 1942); recepção calorosa aos oficiais brasileiros em Montevidéu; volta ao Brasil no navio-escola de setembro a outubro de 1942; criação da Força Naval do Nordeste em 5 de outubro de 1942; trabalho com criptografia no Serviço de Comunicações para a Força Naval do Nordeste no navio oficina Belmonte (1943); explicações sobre criptografia; participação no comando da Força Naval e ligações com a Força Aérea no período vivido no Belmonte; viagem no navio Carioca encarregado da artilharia e ataque anti-submarino; embarcado na corveta Rio Branco também encarregado da artilharia e ataque anti-submarino de 1943 a 1944; trabalho como voluntário em um destróier-escolta americano; relato de como conheceu sua futura esposa (1939); comentários sobre as dificuldades advindas do tempo e da distância para se encontrar com a noiva; casamento adiado para abril de 1945 devido a embarque em um navio americano de julho a setembro de 1944 e a posterior viagem para Miami; trabalho no navio destróier de escolta americano Alger, como auxiliar do encarregado de armamento de julho a setembro de 1944; outros comentários sobre o trabalho de cifragem e decifragem; viagem de treinamento para Miami encarregado do controle de avarias no navio; curso de propulsão elétrica de navios em Miami (1944); oficiais brasileiros homenageados nos Estados Unidos; comentários sobre a obra do escritor Samuel Eliot Morison sobre a Segunda Guerra Mundial; descrição da viagem de trem de Miami a Cleveland com suboficiais, sargentos e marinheiros brasileiros e o racismo americano na época; aulas de radar dadas pelo colega Hedno Vianna Chamoun (Miami, 1944); curso de motores diesel em Cleveland na General Motors Diesel School (1944); volta para o Brasil transferido para Recife como chefe de oficina de radar e de motores diesel; instalação de um radar na Corveta Carioca junto com o companheiro Laborieaux; volta dos aviões americanos da Europa para os Estados Unidos, no fim da Segunda Guerra Mundial; comentários sobre o início da vida de casado em Recife, notícia do estado de saúde debilitado de Góis Monteiro e a conseqüente transferência para o Rio de Janeiro (dezembro de 1945); servindo no Departamento Rádio da Diretoria de Navegação da Marinha (1946), recomendado pelo almirante Soares Dutra; organização, com os companheiros José Gurjão Neto, Eddie de Oliveira Coutinho e Hedno Vianna Chamoun, de uma escola de eletrônica para o Centro de Instrução da Marinha (1947- 1950); comentários sobre a necessidade de preparação do programa, currículo e material didático para o curso de eletrônica; curso técnico de ensino no Centro de Instrução Almirante Wandenkolk; designado como oficial de eletrônica da Força de Contratorpedeiro encarregado do projeto, instalação e manutenção de equipamentos; embarque como oficial de reparo eletrônico no Esquadrão de Contratorpedeiros; dinâmica do curso de eletrônica; trabalho no cruzador Tamandaré também como oficial de eletrônica (Filadélfia,1951); curso eletrônico especial de radares em Great Lakes, subúrbio de Chicago; ida de Góis Monteiro a Washington, para discutir os termos do Acordo Militar Brasil-Estados Unidos, e o entrevistado no cargo de tradutor de Góis Monteiro em Washington (1951); comentários sobre o conturbado período político da época de Vargas; volta para a Filadélfia com a família; no Brasil, e ainda no Tamandaré, é promovido a capitão de corveta e nomeado encarregado de comunicações do navio; explicações sobre a função de um encarregado de comunicações; integrante da Diretoria Eletrônica da Marinha na Ilha das Cobras (1954); comentários sobre a crise política de 1955; distância da atuação política do sogro Góis Monteiro; no comando do contratorpedeiro Bracuí (1956); viagem para analisar a parte de eletricidade e eletrônica do porta-aviões inglês Vengeance que o Brasil pretendia comprar (setembro de 1956); dificuldades em conseguir um estaleiro para o reparo do navio inglês devido à Guerra do Suez (1956); motivo da venda do Vengeance; comentários sobre mudanças geradas com o surgimento de novos equipamentos eletrônicos nos navios; visita ao navio holandês Karel Doorman, também comprado na Inglaterra; volta para o Brasil devido à morte de Góis Monteiro (outubro de 1956), trazendo o relatório de análise do porta-aviões; na Comissão de Construção de Navios na Europa (1957-1959); diretor da Escola de Marinha Mercante do Pará; comentários sobre sua atuação como diretor e sobre sua personalidade característica de planejador; participação na manobra conjunta de Exército, Marinha e Aeronáutica para o transporte de tropas no Amazonas e seu primeiro contato com o general Castelo Branco; no curso de Estado-Maior (1961); atuação nos correios como membro da 2ª Seção do Estado-Maior (seção de informações) durante a crise política de agosto de 1961; criação do Conselho Nacional de Telecomunicações (Contel) no governo Jânio Quadros; comentário sobre os entraves colocados pelas administrações municipais para o desenvolvimento das telecomunicações; dificuldades na aprovação do Código Brasileiro de Telecomunicações e a conseqüente organização do novo Conselho Nacional de Telecomunicações (Contel) em 1962; criação do Plano Nacional de Telecomunicações e da Empresa Brasileira de Telecomunicações (Embratel) em 1965; explicações sobre o trabalho na Força Patrulha Costeira Sul, em 1963; como oficial de logística do Comando em Chefe da Esquadra.

2ª Entrevista:10.03.2005
No curso de Comando e Estado-Maior na Escola de Guerra Naval (1961); no comando da Força Patrulha Costeira Sul (1963); distanciamento político e recusa à medalha de Ordem de Mérito Naval (1963); breve panorama de suas funções: na Diretoria de Eletrônica, como oficial de logística no Comando de Esquadra em 1964, como adjunto da Marinha no Gabinete Militar do governo Castelo Branco; no Contel (1965-1967) e volta para funções na Marinha como comandante do porta-aviões Minas Gerais; ligações com Ernesto Geisel, chefe do Gabinete Militar do governo Castelo Branco; a questão da aviação embarcada e as conseqüentes crises nos comandos da Marinha e da Aeronáutica; comentários sobre a divisão existente na Marinha entre os cargos em terra e os cargo embarcados; convite para o Departamento de Produção da Comissão de Construção de Navios no Brasil; as atividades do Departamento de Produção; pedido de transferência para a reserva como capitão-de-mar-e-guerra (1969); diferenças entre as promoções no Exército e na Marinha e a reforma no sistema das promoções das Forças Armadas feita pelo presidente Castelo Branco; posição de Castelo em relação à aviação embarcada; breves comentários sobre ameaça de golpe no governo Juscelino Kubitschek; a Revolta dos Marinheiros e sua posição diante do movimento de 1964; comentários sobre sua relação com Ernesto Geisel e Castelo Branco; atuação da Companhia Telefônica Brasileira (CTB), as concessões da mesma e a criação da Companhia Estadual de Telefones da Guanabara (Cetel) (1962); problemas de expansão enfrentados pela CTB; comparação entre o Contel e a atual Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel); organização e funções do Contel; criação do Ministério das Comunicações (1967) e sua função inicial; opiniões divergentes sobre a criação da Embratel e os problemas da CTB; posição do presidente do Contel, José Cláudio Beltrão Frederico e do presidente Castelo Branco na criação da Embratel; promoção a capitão-de-mar-e-guerra e a conseqüente nomeação para o Contel; as primeiras diretorias da Embratel; ligações e divergências entre o Contel e a Embratel e as prioridades estipuladas pelo Contel: instalação do chamado Tronco Sul e a instalação de um sistema de canais de ligações entre as cidades; necessidade da criação de uma indústria brasileira de telefonia e a criação da Associação Brasileira das Empresas Fabricantes de Equipamentos Telefônicos (Abrafet); o chamado autofinanciamento e a criação de empresas telefônicas locais e particulares; normas estipuladas pela Telebrás para as companhias telefônicas particulares e as tarifas cobradas por essas companhias; regulação do plano de autofinanciamento feito pelo Contel; breves comentários sobre a compra da CTB; normas para a radiodifusão (rádio e televisão); problemas enfrentados devido à concessão de rádio; influência dos Estados Unidos nas normas para a radiodifusão; o aparecimento da nova tecnologia: o satélite; criação do grupo Comsat e a entrada do Brasil no sistema de satélite.

3ª Entrevista:16.06.2005
O Contel, o Decreto-lei 200 e a criação do Ministério das Comunicações (1967); dificuldades enfrentadas pelo novo ministério em seus primeiros anos (1967-1969); comentários a respeito da Embratel sob a direção do general Francisco de Souza Galvão e a origem e a formação dos integrantes da empresa (1967); organização alcançada no Ministério das Comunicações com o ministro Hygino Caetano Corsetti (1969-1974); verbas para o Ministério das Comunicações e explicações sobre o Fundo Nacional de Telecomunicações; mudança dos órgãos públicos federais para Brasília e a permanência dos Correios no Rio de Janeiro; breve comentário sobre a transformação do Departamento de Correios e Telégrafos (DCT) em Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) (1969); implantação do Sistema Nacional de Telecomunicações; compra da CTB pela Embratel; comentários sobre a multiplicidade de empresas de telefonia e sobre a idéia de autofinanciamentos na CTB; dificuldades encontradas pelas companhias telefônicas locais em atender os pedidos de instalações devido à falta de crédito para o autofinanciamento; a falta de apoio da Embratel à CTB; comentários sobre as várias empresas telefônicas locais, a idéia de fazer uma ligação entre todos os estados brasileiros e a conseqüente idéia de criação da Telebrás; a secretaria geral encarregada de organizar as bases dessa nova organização da telefonia; comentário sobre a diferença entre telefone e terminais telefônicos; criação de um grupo de trabalho para elaborar e propor o anteprojeto de lei de criação da empresa holding do sistema telefônico nacional; transformação da Embratel em uma sociedade de economia mista e a criação da empresa Telecomunicações Brasileiras S.A. (Telebrás) (1972); funções e atuação da Telebrás; centros de treinamento criados pela Telebrás; breve comentário sobre a saída do entrevistado da Siemens (1972); congressos organizados pelo Contel, em 1966, sobre a área de telecomunicações; primeiro contato do entrevistado com Corsetti; convite para dirigir a divisão da CTB em São Paulo e o conseqüente desligamento da Siemens; convite para organizar a Telebrás; esforço para formar o sistema Telebrás; comentários sobre a entrega da gestão do Fundo Monetário de Telecomunicações (FMT) para a Telebrás; o plano de expansão do sistema telefônico da Telebrás; investimento em empresas telefônicas do governo e a contratação de profissionais para a expansão do sistema telefônico; encampação do serviço telefônico de Sergipe e a incorporação da Telergipe à Telebrás; o uso de satélite na comunicação interna brasileira (Belém-Brasília); criação do Grupo Executivo de Telecomunicações da Amazônia (Getam); entrada da Embratel no serviço internacional e o fim das concessões para empresas internacionais prestadoras de serviços de telefonia no Brasil; a importância do satélite para o desenvolvimento das telecomunicações; divergências entre Embratel e Correios relacionadas ao controle do telégrafo e telex; mudanças no governo (1969): Médici na presidência da República, Higino Corsetti no Ministério das Comunicações e Haroldo Correia de Matos na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos; posição contrária do entrevistado quanto à criação da empresa Telebrás Telégrafos S. A. (Teletel) (1974); divisão dos serviços de telegramas e telex entre os Correios e a Embratel; a contribuição da Rede Gentex, via telex, para a melhoria dos serviços telegráficos; desenvolvimento industrial exigido pela demanda das novas empresas telefônicas; comentários sobre as condições impostas para a integração da Companhia Telefônica de Pernambuco à Telebrás; ajuda na resolução de problemas entre a Telepar (Paraná) e a CTB (Rio Grande do Sul) relacionados à compra de equipamentos de telefonia automática.

4ª Entrevista: 21.03.2005
Relato sobre o incêndio vivenciado no Edifício Andraus (São Paulo, 1972); comentário sobre as primeiras criações da Embratel: a estação de satélite internacional, os troncos de microondas no Brasil e a instalação de centros de televisão para a distribuição por todo o país; implantação, pela Embratel, do Serviço Móvel Marítimo; explicações sobre o Sistema Computadorizado de Retransmissão de Mensagem (Sicram), serviço de repetição de mensagens telegráficas; instalação da Rede Telex (1970); comentários sobre a Política Nacional de Telecomunicações; as comunicações e a política de desenvolvimento do país; o Código Brasileiro de Telecomunicações (1962), o Contel e o primeiro Plano Nacional de Telecomunicações (1963); a importância do Decreto-lei 162, de 1967, e a federalização das telecomunicações; contribuições do ministro das Comunicações Higino Caetano Corsetti (governo Médici) para o desenvolvimento do sistema de telecomunicações; implantação da televisão em cores no Brasil (1972); a adoção no Brasil do sistema alemão, o PAL; comentários sobre o desinteresse das estações de televisão pela televisão em cores; esforço de Corsetti para promover a radiodifusão na Amazônia; explicações sobre a demora para a implantação da telefonia rural no Brasil; criação de empresas regionais de telefonia nos estados; redução dos custos com a entrada da Telebrás; cancelamento da cobrança da chamada cota de previdência; formação de um grupo de trabalho para criar a Telebrás; os planos diretores, formação e treinamento de pessoal e o estudo de novas técnicas; o Plano de Emergência feito pela CTB para a instalação de um milhão de telefones; utilização das cartas de intenção para a compra de material; os planos de trabalho e as prestações de contas anuais da Telebrás; crescimento na receita da CTB provocado pelo plano de um milhão de telefones (1971-1976); comentários sobre os congressos de telecomunicações; criação de associações de empresas de telefonia como a Telenordeste, a Tele-sul e a Telecentro; apoio da Telebrás à Tele-Brasil; cargos ocupados pelo entrevistado na Tele-Brasil; criação de centros de desenvolvimento científico para o desenvolvimento industrial; breve explicação sobre o surgimento de novas tecnologias no Brasil; a digitalização dos sistemas feita pelo Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Telebrás (CPqD); desenvolvimento do cartão telefônico brasileiro; a compra da Vesper pela Embratel; criação de grandes empresas telefônicas regionais; incentivos à indústria de telecomunicações no Brasil (1948); primeiro plano de expansão da CTB (de 1965 a 1966); na presidência da Telebrás, preocupado com estudos aprofundados sobre semieletrônicos e com a posterior CPA (Central por Programa Armazenado); breve explicação sobre o CPA espacial; comentários a respeito da participação brasileira em um simpósio internacional sobre a eletronização das companhias telefônicas, realizado em Munique, e a assimilação da experiência pela Telebrás; a Portaria 661, de 15 de agosto de 1975, fixando uma política industrial de telecomunicações, e o descontentamento do setor; relação política com Ernesto Geisel; interesse da Portaria 661 em viabilizar um sistema digital no Brasil; o problema do balanço de pagamentos provocando restrições às importações e ocasionado pela crise do petróleo; necessidade da nacionalização das indústrias de fabricação de CPAs existentes no país; atuação e crescimento da Ericsson no Brasil; fechamento da ITT e venda do controle da Standard Electric a Mário Garnero; a atuação de Mário Garnero na NEC; complementação da política industrial baixada pela Portaria 622/78, a Política de Compras do Sistema Telebrás, de 1° de junho de 1978; menção a empresas brasileiras fabricantes de materiais com técnicas atualizadas; apoio do CPqD às empresas de software; objetivos da Portaria 215 do Ministério das Comunicações (1981); visita a diversos países da Europa e ao Japão para conhecer suas companhias telefônicas; parceria do Ministério das Comunicações com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INEP) para fazer um satélite brasileiro para uso na educação; motivos do cancelamento do programa de implantação do satélite brasileiro durante o governo Geisel; observações sobre a relação entre os ministérios durante o governo de Ernesto Geisel; breves comentários sobre o Ministério das Comunicações e a censura nos meios de comunicação; comentários sobre o pedido de um plano de desenvolvimento feito pelo Ministério do Planejamento ao Ministério das Comunicações; nível de autonomia de José Antonio de Alencastro Silva (presidente da Telebrás de 1974 a 1985) e Adwaldo Cardoso Botto de Barros (presidente da Empresa de Correios e Telégrafos de 1974 a 1985) em relação ao Ministério das Comunicações; interesse do Ministério das Comunicações pela informática; o trabalho na Transit Semicondutores, em Belo Horizonte; a Lei de Informática (1984) e como assessor na Secretaria Especial de Informática (SEI); participação no grupo de trabalho vinculado à secretaria do Conselho de Segurança Nacional; divergências entre as telecomunicações e a SEI; incentivo do BNDES à industria nacional de computadores; a Marinha e o desenvolvimento tecnológico e o contato profissional com José Luiz Guaranys; como assessor na Splice do Brasil S.A. (Sorocaba, 1980-1986); na Rede Bandeirantes de Televisão; comentários sobre o declínio ocorrido no setor de comunicações na década de 1980; problemas ocasionados pela politização no setor de telecomunicações a partir de 1982; o entrevistado em relação à idéia de privatização do setor de telecomunicação nos governos Fernando Collor de Melo e Fernando Henrique Cardoso e sua posição atual em relação ao tema; breve comentário sobre sua posição religiosa.











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