Fábio Wanderley Reis

Entrevista

Fábio Wanderley Reis

Entrevista realizada no contexto do projeto “História Audiovisual das Ciências Sociais no Brasil”, desenvolvido com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq), entre dezembro de 2012 e dezembro de 2015, com o objetivo de constituir um acervo audiovisual de entrevistas com cientistas sociais brasileiros. Para ter acesso à transcrição e ao vídeo da entrevista clique aqui.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Entrevista em vídeo disponível na Sala de Consulta do CPDOC e trechos no portal.

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Celso Castro
Vanessa Matheus Cavalcante
Data: 8/6/2015
Local(ais):
Belo Horizonte ; MG ; Brasil

Duração: 2h50min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Fábio Wanderley Reis
Nascimento: 27/11/1937; Peçanha ; MG; Brasil ;

Formação: Graduado em Sociologia e Política e Administração Pública pela Universidade Federal de Minas Gerais (1956 – 1959); fez especialização em curso de pós-graduação em Sociologia na faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (1962-1963); mestre em Ciência Política pela Universidade de Harvard (1967 – 1970); doutor em Ciência Política pela Universidade de Harvard (1967-1974).
Atividade: Membro do Comitê de Política Econômica e Industrial na Federação das Indústrias na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (1964); membro da consultoria da Fundação Ford (1972-1979); membro do comitê de avaliação do Projeto Piauí (1973-1985); presidente da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (1980-1982); fellow na Universidade de Harvard (1974); presidente da comissão de assessores para ciência política (1977-1979); pesquisador visitante na Universidade de Notre Dame (1983); pesquisador associado no Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (1986); professor visitante na Universidade de São Paulo (1986); membro da direção e administração do Instituto Brasileiro de Estudos Contemporâneos (1997-2000); consultor no Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (2002-atualmente); presidente da Câmara de Ciências Sociais e Humanas na Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (1992-1993); professor emérito na Universidade Federal de Minas Gerais (1997 – atualmente); conselheiro no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (2005-2009).

Equipe


Transcrição: Liris Ramos de Souza;

Conferência da transcrição: Vanessa Matheus Cavalcante;

Técnico Gravação: Ninna Carneiro;

Sumário: Maíra Lemos;

Temas

Anos 1960;
Ato Institucional, 5 (1968);
Augusto Pinochet;
Autoritarismo;
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social;
Belo Horizonte;
Centro Brasileiro de Análise e Planejamento;
Chile;
Ciência política;
Ciências Econômicas;
Ciências Sociais;
Classes sociais;
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior;
Crise de 1955;
Direitos civis;
Ditadura;
Ensino médio;
Espionagem;
Estados Unidos da América;
Família;
Formação acadêmica;
Formação profissional;
Fundação Ford;
Gênero;
Governo João Goulart (1961-1964);
Guerra do Vietnã (1961-1975);
Informática;
Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj);
José de Magalhães Pinto;
Júlio Barbosa;
Magistério;
Metodologia de pesquisa;
Militância política;
Minas Gerais;
Modernismo;
Movimento negro;
Movimentos sociais;
Partido Accion Cristiana (Porto Rico);
Partido Comunista Brasileiro - PCB;
Partido Socialista Brasileiro - PSB;
Partidos políticos;
Questão agrária;
Regime militar;
Revolução Cubana (1956-1959);
Rio de Janeiro (cidade);
Samuel Huntington;
Sexualidade;
Sociologia;
Subdesenvolvimento;
União Democrática Nacional;
Universidade de Harvard;
Universidade Federal de Minas Gerais;

Sumário

Entrevista: 08.06.2015

Origens: a infância em Minas Gerais e a profissão dos pais; a parceria do pai com o Magalhães Pinto na fundação do Banco Nacional no final da Ditadura Militar; a dificuldade financeira na família da mãe; a mudança para Belo Horizonte; os estudos na capital mineira; a conclusão do ensino médio no Rio de Janeiro em 1955; as lembranças do Rio - a Novembrada de 1955;graduação: a volta para Belo Horizonte e a Faculdade de Ciências Econômicas; a decisão pelo curso de humanas; a conquista da monitoria de Sociologia já no primeiro ano do curso e o sistema de bolsas de pesquisa; a “Revista Brasileira de Ciências Sociais” criada pelo professor Júlio Barbosa; o curso de Sociologia e Política; as linhas teóricas e a carência metodológica; militância: a discussão política dentro da faculdade; a Revolução Cubana em pauta; os partidos políticos e os movimentos de ação popular; o Partido Comunista e as ações marginais; a palestra no PSB que resultou na filiação e nomeação como membro do diretório regional do partido; a prisão da irmã por militar no sindicato bancário; a militância da mãe pela UDN; trabalhos: o trabalho sobre sexualidade e alienação e a influência da Simone de Beauvoir; as mulheres da família e o trabalho na adolescência; a docência na monitoria e como professor efetivo de Sociologia; a experiência no Chile: o grupo da faculdade selecionado para a pesquisa na FLACSO; a experiência de cada um sobre a ditadura do Pinochet; a profissionalização e o conhecimento dentro da FLACSO; a influência do professor Johan Galtung na área de metodologia; a crítica à modernização da metodologia por via do uso dos computadores; o aspecto patológico da FLACSO; a forte influência da sociologia norte-americana;a pesquisa sobre o Subdesenvolvimento, Modernismo e Tradicionalismo Agrário: o atrito com o diretor e professor Peter Heintz; o circuito social da FLACSO na casa do amigo Antônio Otávio; o estudo acerca das relações de trabalho na área rural de Santiago; o Stanley H. Udy como referência bibliográfica e a sua atualidade perpetuada nos trabalhos recentes; a volta para o Brasil: o casamento; os estudos e o trabalho da mulher; o curso da Cepal no BNDS; a conjuntura política brasileira pré-Golpe Militar; a especificidade da Ditadura Militar brasileira; o reflexo do golpe dentro da universidade; a vista grossa dos alunos sobre o departamento de Ciências Política devido à parceria com a Fundação Ford; o episódio da ocupação militar no horário da sua aula; a falha do Estado Militar em reprimir as pesquisas universitárias e a fermentação intelectual na área de humanas; a falta de informação e organização do Regime; a dificuldade enfrentada por uma viagem previamente autorizada ao Chile; as pesquisas do contexto político brasileiro em 1964: a permanência do pai no Banco Nacional; a pesquisa sobre Cultura Política em 65; a tese em Harvard e a discussão de autoritarismo e classe social e o contexto do Golpe Militar;a FAFICH: a criação da FAFICH – a Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas; a migração dos mineiros para a pós-graduação no IUPERJ (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro); as dificuldades para a estruturação acadêmica e administrativa do curso; a dinamização e o surgimento de novos pólos econômicos e acadêmicos no Brasil; a permanência em Minas Gerais: o desconforto experimentado em terras estrangeiras; o envolvimento do seu orientador de Harvard no projeto Camelot de espionagem internacional; a decisão por permanecer em Belo Horizonte; a experiência posterior no CEBRAP (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) em São Paulo; a crítica à burocracia administrativa e ao padrão bacharelesco vivenciado em São Paulo; o doutorado nos Estados Unidos: o convênio com a Fundação Ford e a parceria com o Samuel P. Huntington; o legado da sua estadia em Harvard; os contatos com Alessandro Pizzorno, Karl Deutsch; a retomada dos clássicos da Teoria Política exigida por Harvard; a influência intelectual do Huntington na Teoria Política; o desconforto no exterior; a diferença cultural e os casos de inconveniência; a conclusão do doutorado: os movimentos sociais nos Estados Unidos; a guerra do Vietnã, os direitos civis e o maio de 68; as diferenças de comportamento dos norte-americanos e dos brasileiros; a volta para o Brasil após o Ato Institucional nº5; a sua tese Political Development and Social Class: Brazilian Authoritarianism in Perspective;a ANPOCS: a presidência na ANPOCS (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais); a Fundação Ford como pivô da incipiência da organização dos cientistas sociais acerca da Ditadura Militar; a fragilidade da categoria e a crítica às pesquisas na ANPOCS; a expansão do programa e os problemas de caráter burocrático e dinâmico dos conteúdos tanto na ANPOCS, quanto na Capes; os equívocos do sistema avaliativo da ANPOCS: os debates em torno da avaliação qualitativa; o acesso internacional limitado por barreiras nacionalistas; a Ciência Política no Brasil: a crítica severa quanto a questão da difusão de um conhecimento de qualidade; o atual esforço nomológico quantificante e idiográfico; a expansão dos programas de metodologia; a sofisticação dos debates no âmbito do sistema político atual.
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