Jane Felipe Beltrão

Entrevista

Jane Felipe Beltrão

Entrevista realizada no contexto do projeto “História Audiovisual das Ciências Sociais no Brasil”, desenvolvido com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq), entre dezembro de 2012 e dezembro de 2015, com o objetivo de constituir um acervo audiovisual de entrevistas com cientistas sociais brasileiros. Para ter acesso à transcrição e ao vídeo da entrevista clique aqui.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Entrevista em vídeo disponível na Sala de Consulta do CPDOC e trechos no portal.

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Celso Castro
Data: 17/10/2015
Local(ais):
Belém ; PA ; Brasil

Duração: 1h50min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Jane Felipe Beltrão
Formação: Graduada em História pela Universidade Federal do Pará (1970-1973); especializada em Antropologia Cultural pela Universidade Federal de Santa Catarina (1974-1975); especializada em administração universitária pela Organização Universitária Interamericana Quebec Canadá; mestre em Antropologia pela Universidade de Brasília (1976-1979); doutora em Historia pela Universidade Estadual de Campinas (1995-1999).
Atividade: Sócia efetiva da Associação dos Amigos do Arquivo Histórico Diplomático (1997-Atualmente); conselheira do Conselho Regional de Engenharia Arquitetura e Agronomia (2000-2002); colaboradora da UNESCO (2005); colaboradora da Fase Amazônia Oriental Programa Pará (2003-2004); sócia efetiva da Brazilian Studies Associaton (2000-Atualmente); sócia efetiva da Sociedade Brasileira de História da Ciência (2000-Atualmente); sócia da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (1976-Atualmente); sócia da Associação Nacional de História (1998-Atualmente); sócia da Associação Brasileira de Antropologia (1978-Atualmente); professor associado da Universidade Federal do Pará (1980-Atualmente) *Entrevista realizada no ano de 2015

Equipe


Transcrição: Lucas Andrade Sá Corrêa;

Conferência da transcrição: Dirceu Salviano Marques Marroquim ;

Técnico Gravação: Ninna Carneiro;

Temas

Alagoas;
Antropologia;
Arqueologia;
Atividade profissional;
Biologia;
Brasil;
Brasília;
Carreira acadêmica;
Centros de pesquisa;
Conselho Indigenista Missionário;
Cultura;
Direito;
Ditadura;
Doenças;
Educação;
Ensino superior;
Família;
Filiação partidária;
Formação acadêmica;
Formação profissional;
Funcionalismo público;
Fundação Nacional do Índio;
Golpe de 1964;
História;
Indios;
Infância;
Instituições de ensino;
Instrumentos de pesquisa;
João Pessoa;
Língua estrangeira;
Magistério;
Militância política;
Mulher;
Obras de referência;
Pará;
Pesquisa científica e tecnológica;
Política;
Política nacional;
Portugal;
Pós - graduação;
Regime militar;
Repressão política;
Santa Catarina;
São Paulo;
Sociologia;
Universidade de Brasília;
Universidade Estadual de Campinas;
Viagens e visitas;

Sumário

Entrevista: 17.10.2015

Origens; as raízes familiares e os estudos dos pais; a infância e os estudos em Belém; a movimentação política na escola e a repressão durante a Ditadura Militar; a política e o corpo docente do Colégio Paes de Carvalho e a relação dos outros colégios na cidade; a profissão dos pais e a condição financeira na infância; graduação; a entrada para a Universidade no curso de História; a decisão pelo curso de História em detrimento do curso de Direito; a profissão das irmãs; a precarização do curso de História; o campo de pesquisa historiográfica e documental sob a orientação dos professores Jean Hebbete, Rosa Azevedo e Edna Castro; os professores de Direito responsáveis pelo curso de História e a falta de incentivo à pesquisa acadêmica; a distância do prédio da Faculdade de Filosofia dentro do campus da UFPA em relação aos demais campi; a movimentação ativa do Centro Acadêmico dentro das políticas universitárias e a conciliação com a militância dos filiados partidários dentro do contexto político nacional; especialização em Antropologia; a mudança para Santa Catarina após a conclusão da graduação; a decisão de ir para o sul do país para continuar os estudos acadêmicos; a conciliação das aulas avulsas na Sociologia Jurídica do curso de Direito e o mestrado na Antropologia sob a orientação do professor Silvio Coelho; a bolsa de monitoria e a oportunidade de docência na Faculdade do Vale do Itajaí; o interesse pela Arqueologia e o diálogo com as áreas da Antropologia que são pouco articuladas no Brasil; a mudança de planos e a volta para o Pará; o apoio dos pais nos estudos das quatro filhas; mestrado; a mudança para Brasília e o mestrado na UnB; o tema da questão da mulher e a busca por um orientador complementada pelas avaliações das professoras Albertina e Carmen Barroso; o episódio da apresentação da sua pesquisa na Fundação Carlos Chagas em São Paulo à Heleieth Safiotti; a pesquisa sobre a produção de castanha entre os índios Parkatêjê no Pará; a defesa da tese; a entrada para a FUNAI; a volta para o Pará com a admissão na FUNAI em novembro de 1979; a breve estadia de 7 meses; a função que exercia na Divisão de Estudos e Pesquisa; o trabalho com os Wassu em Alagoas e os coronéis da FUNAI; a demissão dos colegas e a convivência com um coronel na coordenação do departamento; a justa causa do afastamento concluída 18 anos depois; a tentativa de trabalhar no CIMI (Conselho Indigenista Missionário); a proposta e o retorno para trabalhar na área de educação em Belém; a contratação como professora visitante em regime de 20 horas e o concurso de efetivação do cargo em regime de 40 horas; o Museu Goeldi e a Etnografia; a experiência na antropologia com os pesquisadores Arthur Napoleão Figueiredo e Eduardo Galvão no Pará; a relação da sociologia e da antropologia para a etnografia; os estudos etnográficos do Centro de Estudos Sociais e Culturais da Amazônia do Museu Goeldi; a obra Santos e Visagens do Eduardo Galvão e o conceito da aculturação dos povos indígenas; a situação dos índios Tenetehara atualmente; a relação com o Eduardo Galvão e Napoleão; as pesquisas com o Napoleão; a carreira docente; o emprego como professora universitária no departamento de História e Antropologia da UFPA; a divisão do departamento em dois departamentos independentes; a criação do programa do curso de Pós-Graduação em Ciências Sociais; a dissidência da Pós-Graduação em dois programas; o programa de Pós-graduação em Antropologia da UFPA; o novo programa da Pós-graduação; a interseção disciplinar com a genética e a arqueologia e a dissidência com a sociologia; a parceria com a biologia dentro do curso; a carreira seguida pelos recém-doutores da pós-graduação; o doutorado em História na Unicamp; o impacto da epidemia de cólera e a pesquisa no hospital; a possibilidade de uma pesquisa para o doutorado; o curso na Unicamp e a relação de ser uma estudante pós-carreira docente e a conciliação da história com a visão antropológica; a experiência no exterior e a opção por levar o filho para um país inglês; a experiência do doutorado no exterior; as pesquisa nos arquivos da cólera em Portugal; a antropologia portuguesa; a orientação do Michael Hall aos arquivos ingleses; a conclusão do doutorado; ABA – Associação Brasileira de Antropologia; a filiação na ABA; os postos na ABA; a verba insuficiente da Associação e os sócios inadimplentes; os financiamentos de pesquisa; os planejamentos da ABA em João Pessoa para 2016; as semelhanças e diferenças nos postos da Universidade e da ABA; a dificuldade de lidar com outros pesquisadores dentro da Associação; a rigidez estrutural das normas na Universidade; o crescimento da ABA; a estruturação dos congressos e simpósios no exterior e o fluxo de público e conhecimento no Brasil; os livros que mais impactaram o seu percurso acadêmico.
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