João de Pina Cabral

Entrevista

João de Pina Cabral

Entrevista realizada no contexto do projeto “Cientistas sociais de países de Língua Portuguesa: histórias de vida”, com financiamento do Programa de Cooperação em matéria de Ciências Sociais para os países da comunidade de Língua Portuguesa (Programa Ciências Sociais CPLP) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Para ter acesso à transcrição e ao vídeo da entrevista clique aqui.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Entrevista em vídeo disponível na Sala de Consulta do CPDOC e trechos no portal.

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Celso Castro
Karina Kuschnir
Data: 10/6/2010
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 2h42min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: João de Pina Cabral
Nascimento: 1/1/0001; Porto; ; Portugal;

Formação: Estudou antropologia social em Joanesburgo (BA Hons 1977, Univ. Witwatersrand, África do Sul). Mais tarde, doutorou-se em Oxford (1982) com uma tese sobre a visão do mundo camponesa do Alto Minho (trad. portuguesa de Paulo Valverde, D. Quixote, Lisboa 1989). Fez a sua Habilitação na Universidade de Lisboa em 2001.
Atividade: É um dos fundadores do curso de Antropologia do ISCTE, tendo sido investigador na Universidade de Southampton;Investigador Coordenador e Responsável pela Linha Temática “Identidades, Migrações e Religião” no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa;Foi Presidente fundador da Associação Portuguesa de Antropologia e foi membro fundador, Secretário (1995-1997) e Presidente (2003-2005) da Associação Europeia de Antropólogos Sociais. Integrou também o grupo fundador da Universidade Atlântica da qual foi Reitor em 1996-1997. Entre 1997 e 2004 foi Presidente do Conselho Científico do Instituto de Ciências Sociais, tendo dirigido a transformação do ICS em Laboratório Associado.Foi Malinowski Memorial Lecturer (London School of Economics and Political Science, 1992); Distinguished Speaker (Society for the Anthropology of Europe, AAA, 1992); Stirling Memorial Lecturer, (University of Kent, UK, 2003); Oração de Sapiência (Univ. Lisbon 1999); Aula Ernesto Veiga de Oliveira (ISCTE 2006) e proferiu as palestras inaugurais do Programa de Pósgraduação em Antropologia Social da UNICAMP (Brasil, 2006) e do Mestrado em Antropologia Social da Universidade de Barcelona (2007);É Membro Honorário da Associação Europeia de Antropólogos Sociais e do Royal Anthropological Institute. É Membro correspondente da Real Academia de Ciencias Morais e Politicas de Madrid e da Academia de Ciências de Lisboa.

Equipe


Transcrição: Maria Izabel Cruz Bitar;

Conferência da transcrição: Carlos Subuhana ;

Técnico Gravação: Marco Dreer Buarque;

Sumário: Tatiane Carla Oliveira da Silva;

Temas

África;
África do Sul;
Antropologia;
Assuntos familiares;
Ciências Sociais;
Claude Lévi-Strauss ;
Comunidade dos Países de Língua Portuguesa;
Congressos e conferências;
Criminalidade;
Europa;
Formação acadêmica;
Igrejas protestantes;
Literatura;
Moçambique;
Museu Nacional;
Obras literárias;
Paternalismo;
Portugal;
Protestantismo;
Psicologia;
Revolução dos Cravos (1974);
Televisão;
Teologia;

Sumário

Entrevista: 10.06.2010

Revolução dos Cravos (1974); o acompanhamento da revolução à distância, na África do Sul; a decisão de não voltar para Portugal, para terminar o curso de antropologia; os motivos da sua ida para a África do Sul; o interesse pelas ciências sociais; a influência da vocação teológica do pai na opção pelas ciências sociais e os momentos marcantes para essa escolha; as experiências na África do Sul; a convivência com o apartheid; o papel das igrejas protestantes como mediadoras dos movimentos de libertação e o engajamento do pai nesse processo; a expulsão de seu pai de Moçambique e os estudos na Europa; a decisão pela antropologia; como o curso de psicologia o levou a fazer ciências sociais; as primeiras aulas de antropologia, com Hammond-Tooke; as aulas com Lévi-Strauss; a experiência marcante proporcionada pelo trabalho sobre terminologia do parentesco, no curso de antropologia;os primeiros contatos com os estudos etnográficos; referenciais teóricos no curso de ciências sociais; a saída da África: a decisão de ir estudar na Europa e sua volta para Portugal; os estudos sobre Portugal rural:resultado da necessidade de refletir sobre o Portugal do século XX e a identidade portuguesa; a influência da telenovelas brasileiras em Portugal e a utopia tropical;a institucionalização da antropologia em Portugal, no ano de 1980; doutorado em Oxford e a decisão de estudar Portugal; a necessidade de internacionalização das ciências sociais; a participação na criação do curso de bacharelado em ciências sociais em Portugal e a comparação com a formação do cientista social hoje; Influências da antropologia brasileira em Portugal; o descobrimento tardio das ciências sociais do Brasil por parte dos portugueses; o convite para dar aulas em Moçambique em 2000 e 2001; a opção por fazer investigação no Brasil e não em Moçambique; experiência etnográfica no Brasil e em Macau; a questão do termo “lusotopia”; obras de ficção escritas por ele: a diferença de escrever literatura e escrever academicamente; a relação entre a ficção e o tempo presente; a ficção como outra forma de falar da teoria antropológica; o seu livro Erros Velhos; O segregacionismo racial na África; questões sobre a colonização portuguesa; outra menção as experiências vividas na África na época do apartheid; a questão da criminalidade na África do Sul;o primeiro congresso Luso-Afro e a organização do segundo congresso, realizado no ISCTE (Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa); contato com pessoas do Museu Nacional no Rio de Janeiro; referenciais teóricos:destaque para o livro Tristes tropiques de Lévi-Strauss e a necessidade de uma etnografia que proporcionasse uma movimentação de campo;o cientista social na atualidade; a antropologia como uma reflexão sobre o mundo e como um elemento de transformação; os desafios e os impactos das ciências sociais: esta como um elemento marcante, de transformação pessoal; paternalismo na tradição antropológica; transformações nas ciências sociais.




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