José Eduardo Campos de Oliveira Faria

Entrevista

José Eduardo Campos de Oliveira Faria

Entrevista realizada no contexto do projeto “História Oral do Campo Jurídico em São Paulo”, desenvolvido entre setembro de 2011 e dezembro de 2012, com financiamento da presidência da Fundação Getulio Vargas. O projeto tem como objetivo a constituição de um banco de depoimentos (registrados em áudio e vídeo), que deverá ser disponibilizado na internet e, eventualmente, servirá como fonte para a publicação de um livro. Para ter acesso à transcrição e ao vídeo da entrevista clique aqui.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Entrevista em vídeo disponível na Sala de Consulta do CPDOC e trechos no portal.

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Angela Moreira Domingues da Silva
Emerson Ribeiro Fabiani
Vitor Martins Dias
Data: 18/11/2011
Local(ais):
São Paulo ; SP ; Brasil

Duração: 4h16min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: José Eduardo Campos de Oliveira Faria
Nascimento: 1/1/0001; São Paulo; SP; Brasil;

Formação: possui graduação em Direito pela Universidade de São Paulo (1972), mestrado em Direito pela Universidade de São Paulo (1977), doutorado em Direito pela Universidade de São Paulo (1981) e pós-doutorado pela Winsconsin University (Estados Unidos, 1984).
Atividade: professor titular do Departamento de Filosofia e Teoria Geral do Direito, da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.É professor visitante da Fundação Getúlio Vargas, desde 2004.

Equipe


Transcrição: Maria Izabel Cruz Bitar;

Conferência da transcrição: Angela Moreira Domingues da Silva;

Técnico Gravação: Bernardo de Paola Bortolotti Faria;

Sumário: Bruna Angotti;

Temas

Ação Católica Brasileira;
Afonso Arinos de Melo Franco;
Alceu Amoroso Lima;
Alfredo Buzaid;
Barbosa Lima Sobrinho;
Café;
Carlos Chagas;
Carlos Lacerda;
Claude Lévi-Strauss ;
Claudio Lembo;
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior;
Cunha Bueno;
Democracia cristã;
Direito;
Distensão política (1974-1979);
Ditadura;
Economia;
Eleições presidenciais;
Ernesto Geisel;
Evandro Lins e Silva;
Evaristo de Moraes Filho (jurista e membro da ABL);
Fernando Collor de Mello;
Fernando Henrique Cardoso;
Florestan Fernandes;
Força Expedicionária Brasileira (1943-1945);
Francisco Dornelles;
Frei Betto (Carlos Alberto Libânio Christo);
Fundação Ford;
Geraldo Alckmin;
Getúlio Vargas;
Goffredo Telles Júnior;
Golbery do Couto e Silva;
Golpe de 1964;
Governo Getúlio Vargas (1951-1954);
Impeachment;
Impeachment de Collor;
Industrialização;
Inflação;
Israel Dias Novaes;
Jornal O Estado de São Paulo;
Jornalismo;
José Guilherme Merquior;
José Sarney;
José Serra;
Luiz Inácio Lula da Silva;
Luiza Erundina de Sousa;
Márcio Moreira Alves;
Marcos Freire;
Mário Covas;
Mário Henrique Simonsen;
Migração;
Miguel Reale;
Mikhail Gorbachev;
Militância política;
Ministério das Relações Exteriores;
Nelson Jobim;
O Globo;
Olavo Egydio Setubal;
Orlando Geisel;
Participação política;
Partido dos Trabalhadores - PT;
Paulo Brossard;
Paulo Evaristo Arns;
Paulo Maluf;
Petrônio Portella;
Poder judiciário;
Política;
Regime militar;
Rodovia Transamazônica;
Sábato Magaldi;
San Tiago Dantas;
Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene);
Tancredo de Almeida Neves;
Ulysses Guimarães;
Urbanização;
Wanderley Guilherme dos Santos;

Sumário

Entrevista: 18.11.2011
Origens familiares; transição familiar do campo para a cidade; crise do café; família de professores universitários; Universidade de São Paulo (USP); herança da transição urbana familiar; processo de industrialização brasileiro; Congresso de Ibiúna (1968); conjuntura nacional e influência na formação familiar, acadêmica e política; transição brasileira: urbanização, migração, industrialização; diversificação da economia; expansão do setor financeiro; geração na transição dos valores rurais aos valores urbanos; participação política familiar; profissões de seus familiares; opção pelo direito e pela docência e influência paterna e familiar; trajetória familiar na USP; aversão de seus avós e bisavós ao divórcio; tradição católica da família; influência das mudanças familiares em sua sensibilidade perceptiva; pertencimento a geração intermediária e sensibilidade para perceber as mudanças sociais; vivência de mudanças no Brasil contemporâneo; participação de sua família na política; Ação Católica; Democracia Cristã; Alceu Amoroso Lima; Queiroz Filho; ruptura de grupos político-religiosos coesos (1960); cargos públicos ocupados por membros de sua família; mudanças geracionais e no Brasil; trajetória na universidade; início da carreira de jornalista, como repórter (1967/1968); trajetória como jornalista: coberturas realizadas, cargos ocupados, Jornal da Tarde e O Estado de São Paulo, relação entre o jornalismo e a carreira acadêmica; experiência familiar e transformações geracionais; perfil familiar; filiação de membros da família ao partido democrata e à União Democrática Nacional (UDN) e carreira política dos avós; posicionamento familiar anti-varguista; convocação de seu pai para compor a Força Expedicionária Brasileira (FEB); oposição a Getúlio Vargas em São Paulo; as eleições presidenciais de 1989: oposição de São Paulo a Brizola e sua conseqüência política; editorial n’O Estado de São Paulo sobre os cinqüenta anos da morte de Getúlio Vargas; convivência de políticos em seu ambiente familiar; cisão familiar em relação ao Golpe de 1964; exílio de familiares pós golpe de 1964; exemplos do cisma familiar pós golpe de 1964; relação entre sua família e a Igreja; trajetória escolar e experiência na rede pública; moradia na infância; colégio vocacional da rede pública; experiência escolar; André Malraux; Moliére; teatro de arena; estímulo dos professores; Maria Aparecida Viggiani Bicudo; carreira jornalística; prêmios Esso recebidos; influência dos professores do colégio em sua escolha pela carreira jornalística; gratidão à rede pública de ensino; relação com o pai e formação escolar; envolvimento com a política; trabalho de sua esposa com José Mindlin na Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo (a partir de 1975); Flávio Bierrenbach; José Celso de Mello Filho; Vladmir Herzog; Marco Antônio Rocha; Ruy Mesquita; não aceitação, pela família, de sua militância política; distensão política (1975); posicionamento político do pai; tia fundadora do Partido dos Trabalhadores (PT); relação com a leitura e com os livros; autores lidos na adolescência: Fiódor Dostoiévski, Charles Dickens; Gilbert Keith Chesterton; exemplo da influência da literatura em sua família; carreira profissional do pai; importância dos livros na sua formação: Monteiro Lobato, Manuel Bonfim; leituras estimuladas pelo pai; leituras estimuladas pelo professores: Karl Marx, Émile Durkheim, Max Weber, Antonio Gramsci, São Tomás de Aquino, Immanuel Kant; disciplinas cursadas no ensino médio; influência dos jornalistas com quem trabalhou nas escolhas de leitura; a leitura de obras de economia: Joseph Shumpeter, John Maynard Keynes; vivência na redação do Jornal O Estado de São Paulo; comparação deste com o Jornal O Globo; Frederico Heller; seminários na redação d’ O Estado de São Paulo; Rolf Kuntz; distribuição do tempo em vivência na redação do Jornal e militância estudantil; importância dos seminários na redação do Jornal para sua formação crítica; carreira como professor universitário (início entre 1973 e 1974); tempo de carreira como jornalista e professor universitário; disciplinas ministradas na pós-graduação: sociologia da cultura jurídica, epistemologia jurídica; cobertura jornalística da campanha presidencial alternativa liderada por Ulysses Guimarães (1974); Ernesto Geisel; Orlando Geisel; conciliação entre trabalho como executivo do setor financeiro, estudos na USP, interlocução com a secretaria da cultura e o jornalismo; cobertura da campanha presidencial de Ulysses Guimarães; concessão de entrevista exclusiva de Ulysses Guimarães ao final das eleições; Carlos Castello Branco; Evandro Carlos de Andrade; Carlos Chagas; Ulysses Guimarães: escolha pela concessão de entrevista exclusiva ao entrevistado; Barbosa Lima Sobrinho; Tancredo Neves; postura necessária do jornalista; experiências vividas na redação do Jornal e no jornalismo: incidente com deputados cassados (Cunha Bueno e Arnaldo Cerdeira), incidente com presidente da república alcoolizado, expectador de negociações políticas entre partidos rivais; senador Marcos Freire; relação com Raymundo Faoro; experiência no caderno de leitura do Jornal da Tarde; Missão Portella: Petrônio Portella, a participação de Raymundo Faoro, Dom Paulo Evaristo Arns, Cláudio Lembo, a distensão política, Ernesto Geisel e Golbery do Couto e Silva; incidente sobre o posicionamento da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em relação à distensão política: Raymundo Faoro, José Eduardo Prado Kelly, Miguel Seabra Fagundes e Evaristo de Moraes Filho; relação de amizade com Raymundo Faoro; discurso de Raymundo Faoro na OAB (1978); censura aos jornais durante a ditadura militar e estratégias para burlá-la; Rolf Kuntz; Carlos Brickmann; Fernando Morais; Miguel Jorge; Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA); exemplos de como burlou a censura: incidentes envolvendo o então presidente Artur da Costa e Silva; General Afonso Augusto de Albuquerque Lima; matérias jornalísticas censuradas: sobre os autênticos do MDB e o deputado Chico Pinto, Marcos Freire, artigo sobre manipulação de dados no cálculo da inflação, o ministro Mario Henrique Simonsen e a participação do senador Paulo Brossard; incidente com Paulo Brossard, Afonso Arinos de Melo Franco e Goffredo Telles Junior, na residência de Israel Dias Novaes; Prêmio Esso; 1º prêmio (1968) por matéria sobre o primeiro transplante cardíaco brasileiro; 3º Prêmio Esso (1975): “Agricultura no Brasil”; dedicação ao jornalismo econômico: estudos sobre desenvolvimento, Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), agricultura e preço agrícola, matéria sobre a transamazônica; 2º Prêmio Esso: “ A Tragédia de São Paulo” sobre o edifício Joelma (prêmio Esso de equipe, 1974); acompanhamento do incêndio do Edifício Joelma; Murilo Felisberto; jornalismo do The New York Times; matéria sobre o edifício Joelma; os três prêmios Esso ganhos; pausa na experiência com o jornalismo e início do trabalho como editorialista; relação com a redação do jornal e com a universidade; experiências cotidianas na redação do jornal: Mikhail Gorbachev, Cauby Peixoto, Luís Inácio Lula da Silva, José Serra; experiência no cotidiano universitário: relação com os alunos, acompanhamento de gerações, postura em relação aos alunos; ditadura Salazarista; General Humberto Delgado; postura d’O Estado de São Paulo em relação à política portuguesa; presença de comunistas na redação do d’O Estado de São Paulo: Miguel Urbano Rodrigues; presença de comunistas na prefeitura de Olavo Setúbal; Cândido Malta; Mario Covas; Márcio Moreira Alves; Tancredo Neves; Ulysses Guimarães; ajuda de Paulo Maluf a Mario Covas; relação entre Luís Inácio Lula da Silva e José Sarney; professores cassados na ditadura militar: José Artur Gianotti; Fernando Henrique Cardoso; utilização da experiência jornalística na universidade; distanciamento moral estimulado pelo jornalismo; objetividade do conhecimento científico de Karl Popper; preocupação ética e moral e postura universitária; escolha pelo curso de direito; estranhamento da faculdade de direito; falta de rigor metodológico dos professores durante a graduação; experiência como aluno da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (a partir de 1968); jornalistas que influenciaram sua formação: Rolf Kuntz, Frederico Heller, Robert Appy; frequência na Faculdade de Direito da USP; Florestan Fernandes; Fernando Henrique Cardoso; Alexandre Corrêa; leituras feitas nos seminários d’O Estado de São Paulo: ciência política, filosofia política, Thomas Hobbes, Jean Jacques Rousseau, Hans Kelsen, Herbert Hart; Mino Carta; compra da redação do Jornal da Tarde pela Editora Abril; trabalho no Jornal da Tarde com: Fernando Morais, Miguel Jorge, Zeca Neves; Rolf Kuntz, Bento Prado; José Artur Gianotti; estímulo à leitura dos autores clássicos; contraste entre o curso de direito e as leituras feitas nos seminários da redação d’O Estado de São Paulo; entrevista com Celso Furtado e frequência na Sudene; estudo de temas morais e éticos, a filosofia do direito e justiça distributiva; reflexão sobre legitimação do poder; doutorado sobre retórica política; opção pela pós graduação e desistência de realização da pós graduação no exterior; fragmentação de departamentos e carreiras e necessidade de impedir que a direita dominasse a universidade; Luís Antônio da Gama e Silva; Alfredo Buzaid; José Artur Gianotti; Fernando Henrique Cardoso; ocupação das vagas deixadas por professores exilados; Luís Pereira; Florestan Fernandes; influência de professores para a não realização de pós graduação fora do Brasil; a importância de pensar o Brasil a partir do Brasil; leituras importantes para compreender o Brasil; Werner Baer; Jacques Lambert e Dois brasis; Carvalho Pinto; Plínio de Arruda Sampaio; Diogo Gaspar; Assessoria de planejamento (Asplan); experiência como jornalista; cobertura do movimento estudantil (1967-1968); participação no congresso de Ibiúna (1968); ocupação da Faculdade de direito do Largo de São Francisco (1968); Centro de Estudos e Pesquisa no Ensino do Direito; Fundação Ford, Rockfeller, Fulbright; departamento de filosofia do direito da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco; Miguel Reale; início da carreira docente como assistente de Miguel Reale; Marcello Caetano; vaga de Goffredo da Silva Teles; concurso para departamento de filosofia da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco; Tércio Sampaio Ferraz Junior; primeiros passos como docente (entre 1974 e 1975); curso de especialização ministrado em Brasília; Gilmar Mendes; envolvimento na Universidade; mestrado (1974-1977); doutorado (1978-1981); tese sobre desenvolvimento e transição política; tese de livre docência (1982); disputa da titularidade (1998): incidente de “racha” do departamento; 50 anos da USP: publicação de teses ilustrando o pensamento da USP, escolha de sua tese Eficácia jurídica e violência simbólica para publicação; ida para os Estados Unidos para realização do pós-doutorado (1983-1984); David Trubek; Joaquim Falcão e a escolha pela Winsconsin University; opção pela carreira acadêmica; priorização da carreira acadêmica; carreira no Banco Itaú; Olavo Setúbal; experiência na área de fomento à pesquisa:coordenação da área de ciências humanas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp); representante da área de direito do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Cnpq), avaliador de cursos de pós-graduação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES); presidente da comissão de sindicância; Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho do Rio Grande do Sul; imersão na carreira acadêmica; experiência no Largo de São Francisco e estímulo a ministrar aulas em outras faculdades brasileiras; experiências vividas como palestrante: temas debatidos nas palestras, Hans Kelsen, Universidade Federal do Mato Grosso, ex-alunos bem sucedidos nas carreiras jurídicas e políticas; curso ministrado na Universidade de Brasília (UNB); ex alunos ministros do STF; idas ao Rio Grande do Sul; projeto com o Ministério Público do Rio Grande do Sul; viagens como palestrante a convite de centros acadêmicos e frutos destas viagens; ampliação da carga horária na academia; saída da “linha de frente do jornalismo”; Ruy Mesquita; início da carreira como editorialista n’O Estado de São Paulo; experiência como executivo financeiro no Banco Itaú; compra do Banco América pelo Banco Itaú; família Villela; Olavo Setúbal: engenheiro pela politécnica, ajuda na construção da Cidade Universitária; transformação do Banco Federal de Crédito no Itaú; equipe formada por Olavo Setúbal no Banco Itaú; relação entre os jovens engenheiros do Banco Itaú e Bancários do Banco América; “agências pioneiras”; processo de automatização bancária; pioneirismo do Banco Itaú no uso de computadores; processo de normatização do Banco Itaú; convite para ser funcionário do banco Itaú; início do trabalho na área de tecnologia do Itaú, Itaútec; trabalho no Banco Itaú: criação da legislação interna, mediação da relação entre engenheiros e bancários, aplicação da legislação do Banco Central no Itaú, vivência como bancário; Steve Jobs; Bill Gates; Olavo Setúbal: automação bancária no Brasil; investimento em tecnologia brasileira; planos de cursar doutorado fora do Brasil; convite para assessorar Olavo Setubal na presidência do Banco Itaú em 1978; fim do mandato de Olavo Setúbal na prefeitura de São Paulo e retorno ao Banco Itaú; conversa com Olavo Setúbal sobre o cargo de assessor: exposição do posicionamento político, planos para o doutorado, negociação salarial, financiamento do pós doutorado, vivência como militante de esquerda; relação entre Olavo Setúbal e Ruy Mesquita; relação com Olavo Setubal; financiamento de PHD (Philosophy Doctor) pelo banco Itaú; negociações para o cargo de assessor no Banco Itaú; relação com Olavo Setúbal: comparação da relação com seu pai, ida de Olavo Setúbal para o Itamaraty, Olavo Pereira Nunes; apoio de Olavo Setúbal a Tancredo Neves; veto de Ulysses Guimarães à indicação de Olavo Setubal para Ministro da Fazenda do governo Tancredo Neves; Francisco Dornelles; ministério a ser ocupado por Olavo Setúbal no governo de Tancredo Neves; como foi feito o projeto de gestão de Olavo Setúbal no Ministério das relações exteriores; escolha de embaixadores para composição do Gabinete no Itamaraty; José Sarney; candidatura de Olavo Setúbal ao governo de São Paulo: incidentes de chantagem política; responsabilidade do cargo de assessor; criação do Instituto Cultural Itaú; diálogos de Olavo Setúbal com: dirigentes do Partido dos Trabalhadores (PT), o movimento social, personalidades políticas, Fernando Henrique Cardoso, Pedro Stédile; almoço de Olavo Setúbal com Pedro Stédile; Frei Betto; Milú Villela; relação com Olavo Setúbal e ampliação das atividades profissionais para além da academia; lei de informática e consolidação de uma tecnologia brasileira; trabalho como assessor de Olavo Setúbal e continuidade da carreira acadêmica; Ruy Mesquita: comparação com Olavo Setúbal, origem aristocrática, participação de Júlio de Mesquita Filho em processos revolucionários de 1932 a 1964, “vontade imperial” da família Mesquita, criação do Jornal da Tarde; relação com Ruy Mesquita: produção de artigos políticos, trabalho como editorialista político, trabalho como consultor para assuntos jurídicos/educacionais e pessoais, protagonismo de Ruy Mesquita: lutas políticas na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, campanhas anti-ditatoriais no n’O Estado de São Paulo; articulação e crítica ao golpe de 1964, apoio a candidato à presidência da República pelo O Estado de São Paulo; Ruy Mesquita: relação com ministros e presidentes, Carlos Lacerda, formação clássica em Ciências Humanas, amizade com Fernando Henrique Cardoso, José Artur Gianotti, paralisia infantil, ida com o pai Júlio de Mesquita Filho para a Europa buscar professores para constituição da USP, Claude Lévi-Strauss, Roger Bastide; convívio com Giannino Carta e Cláudio Abramo, criação do Jornal da Tarde, frequência na Faculdade de Filosofia e de Direito e experiência como aluno, convívio com professores que frequentavam o Jornal e sua casa; seção literária d’O Estado de São Paulo: Antônio Cândido, Sábato Magaldi, Décio de Almeida Prado; Ruy Mesquita: capacidade jornalística e presença diária no jornalismo, visita a presidentes em Brasília e de presidentes à sua casa, visita de Lula e Fernando Henrique Cardoso; relação do entrevistado com Ruy Mesquita e Olavo Setúbal; relações de trabalhos e afetivas n’O Estado de São Paulo e no Itaú; reflexões acerca do poder e de sua influência sobre aqueles com quem trabalhou; papel desempenhado no Itaú e no Itaú Cultural; comparação entre sua relação no Itaú e a de Joaquim Falcão na Fundação Roberto Marinho; preocupação com a relação entre direito e economia; influência de Rolf Kuntz e Frederico Heller nas leituras de economia; entrevista com Alfred Hayek e Gunnar Myddal, prêmios Nobel da economia em 1974; escolha da Sudene como objeto jornalístico; cargo de subeditor de economia n’O Estado de São Paulo; influência de Olavo Setúbal no interesse por estudar moeda e crédito; constituinte e discussões econômicas; temas trabalhados na universidade: poder, legitimidade, discurso político, crise de governabilidade, Comissão Trilateral; escolha de Roberto Setúbal para a presidência do Banco Itaú e ida de Olavo Setúbal para o Conselho de Administração; ida do entrevistado para o exterior para reuniões acadêmicas híbridas pelo Banco Itaú: influência nas leituras realizadas, Ralf Dahrendorf, leitura acadêmica, produção de papers; frequências periódicas no Instituto Internacional de Sociologia do Direito; redação da obra Direito e economia na democratização brasileira; tese de titularidade: Direito e economia na sociedade globalizada; influência na sua produção acadêmica, das leituras de Joseph Shumpeter, John Maynard Keynes, Joan Robinson, Rolf Kuntz e Michal Kalecki; produção de relatórios e apresentação de seminários sobre a relação entre direito e economia no período da transição democrática; gosto pela economia e influência de Rolf Kuntz na sua formação; importância de Rolf Kuntz para o pensamento econômico brasileiro: formação em administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas, frequência nas reuniões de Davos, estudos de filosofia política, tese de livre docência O poder como direito, migração da filosofia para a economia, amizade com Pérsio Arida; carreira marcada por três blocos de discussão: poder e legitimação do poder, transição política e relação entre direito e economia; participação no processo de impeachment de Fernando Collor de Melo ao lado de José Carlos Dias, Flávio Bierrenbach, Evandro Lins e Silva, Fábio Konder Comparato, Márcio Thomaz Bastos; reunião para articulação do processo de Impeachment; rumores de possível golpe de Estado no Brasil no período Collor; ingovernabilidade econômica do governo Collor e razões do impeachment; geração que ocupou importantes espaços de poder: Flávio Bierrenbach, Márcio Thomaz Bastos, José Carlos Dias, Miguel Reale Junior, Evandro Lins e Silva, Dalmo Dallari; Goffredo da Silva Telles Junior: Carta aos Brasileiros; relato sobre a Carta aos Brasileiros (1977); relação do entrevistado com grupo de juristas notáveis; Flávio Bierrenbach: participação política, autênticos do PMDB; Marcio Thomaz Bastos: relação com o PT; Evandro Lins e Silva; participação junto com juristas do processo de impeachment de Fernando Collor de Melo; José Geraldo Rodrigues de Alckmin, ministro do STF e a reforma do judiciário; derrubada da reforma do judiciário: participação de José Carlos Dias, André Franco Montoro, Accioly Filho, Flávio Bierrenbach, Márcio Thomaz Bastos, Miguel Reale Júnior; Nelson Jobim: relação com Flávio Bierrenbach, José Carlos Dias e Miguel Reale Júnior; relação desse grupo de juristas entre si, desde os tempos de política no Centro Acadêmico XI de Agosto: aproximação dos deputados Almino Affonso e Rogê Ferreira, militância em torno dos direitos humanos, militância na Comissão de Justiça e Paz; Dom Paulo Evaristo Arns; Comissão de Justiça e Paz: a participação de José Carlos Dias, Flávio Bierrenbach como advogados de presos políticos e consultores em diferentes setores do governo Paulo Egydio; relação com Olavo Setúbal e influência na sua trajetória e carreira; Olavo Setubal e sua relação com Luísa Erundina; episódio envolvendo Olavo Setubal e banqueiro brasileiro; importância do jeito de ser de Olavo Setúbal para o entrevistado; episódio envolvendo sua titularidade; vivências no jornalismo e importância para o crescimento pessoal e amadurecimento profissional; matéria feita na década de 1970 sobre Mario Palmério, autor de Vila dos confins, a política mineira e as eleições para a prefeitura de Uberaba: importância que a experiência teve para a sua formação pessoal; Confluência das experiências profissionais e inter-relação de umas com as outras; influência de professores em sua carreira; Rolf Kuntz; Olavo Setúbal; preocupação com os limites éticos e morais; frase dita por Joan Robinson que o faz refletir sobre sua trajetória; Wanderley Guilherme dos Santos; José Guilherme Merquior; a importância de saber os limites; momento em que decidiu ser professor: a influência de Otto Maria Carpeaux em palestra sobre Max Weber; relação com os alunos e expectativas em relação a eles; conduta como jornalista; características que tornam notável um profissional do direito; San Tiago Dantas; Raymundo Faoro; Bento Prado; José Artur Gianotti; considerações finais; fala sobre trajetória e importância dada à atitude interrogativa;

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