José Pedro Coelho Santiago

Entrevista

José Pedro Coelho Santiago

Entrevista realizada no contexto do projeto “Trajetória e pensamento das elites do agronegócio”, desenvolvido entre setembro de 2011 e dezembro de 2012, com financiamento da presidência da Fundação Getulio Vargas. O projeto tem como objetivos a constituição de um banco de depoimentos (registrados em áudio e vídeo), que deverá ser disponibilizado na internet e, eventualmente, servirá como fonte para a publicação de um livro.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Mário Grynszpan
Ana Carolina Bichoffe
Data: 30/8/2012
Local(ais):
São Paulo ; SP ; Brasil

Duração: 2h37min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: José Pedro Coelho Santiago
Formação: Engenheiro agrônomo.
Atividade: Diretor da O.I.A – Organização Internacional Agropecuária; um dos sócios fundadores da Associação da Agricultura Orgânica; diretor da Associação de Certificação Instituto Biodinâmico (IBD).

Equipe


Transcrição: Fernanda de Souza Antunes;

Conferência da transcrição: Ana Carolina Bichoffe;

Técnico Gravação: Ítalo Rocha Viana;

Sumário: Gabriel Cardoso;

Temas

Agricultura;
Agroindústria;
Agronomia;
Atividade profissional;
Ato Institucional, 5 (1968);
Casamento;
Comércio;
Cooperação internacional;
Ditadura;
Ecologia;
Ensino primário;
Ensino secundário;
Ensino superior;
Escola Superior de Agricultura Luís de Queirós;
Família;
Formação escolar;
História;
Jornalismo;
Liberdade de expressão;
Matemática;
Mercado;
Militância política;
Ministério da Agricultura;
Música;
Pecuária;
Pesquisa científica e tecnológica;
Política;
Psicanálise;
Repressão política;
São Paulo;
Universidade de São Paulo;
Zoologia;

Sumário

Entrevista: 30/08/2012

Origens familiares; as viagens com o pai nas férias escolares; a carreira do pai no Instituto de Zootecnia, de Secretaria da Agricultura, em São Paulo; comentários sobre a saúde dos pais; a chegada da mãe em São Paulo; comentários sobre o pai ser referência nos estudos do gado Zebu; a família paterna; as viagens do pai aos centros criadores de gado no mundo; o interesse por História; a formação do pai em agronomia pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ) da Universidade de São Paulo; a família materna; a participação da mãe no programa de calouros do apresentador Ary Barroso, na Rádio Cruzeiro do Sul do Rio de Janeiro; o interesse da mãe por música; o nascimento do entrevistado; a importância do bairro do Sumaré, em São Paulo, na formação do entrevistado; o trabalho do pai no bairro da Água Branca, em São Paulo; comentários sobre a formação escolar do entrevistado; os anos de colégio Rio Branco; o cursinho preparatório para o vestibular; o interesse por psicanálise, sobretudo pelo psicanalista Erich Fromm; a decisão pelo curso de agronomia; o ingresso na ESALQ/USP, em Piracicaba, em 1969; o início do trabalho como professor particular de matemática; comentários sobre os professores marcantes na faculdade; as amizades feitas na faculdade; a militância política na faculdade; a política na família; o interesse pela leitura na infância; a ida ao Teatro de Arena para ver a peça O Filho do Cão; o posicionamento político do entrevistado a partir de leituras; o Ato Institucional número 5 (AI-5) e a oposição à Ditadura militar; as discussões políticas na faculdade e a participação no Centro Acadêmico Luiz de Queiroz; comentários sobre o transporte de panfletos contrários à Ditadura, de Piracicaba a São Paulo, em uma época de muita repressão; a ida, ainda na faculdade, para a área de comercialização agrícola; o primeiro trabalho na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp); a publicação de um artigo no Jornal do Engenheiro Agrônomo em parceria com Cláudio Braga Ribeiro Ferreira; o convite de Cláudio Ferreira para o cargo de assessor do diretor técnico da Ceagesp; o ingresso na Associação de Engenheiros Agrônomos; comentários sobre a formação da chapa para concorrer à direção da Associação de Engenheiros Agrônomos; a vitória da chapa do entrevistado; a convergência política dos integrantes da Associação de Engenheiros Agrônomos; a virada da Associação de Engenheiros Agrônomos para a agricultura alternativa, como forma de se expressar; a organização do Primeiro Congresso Paulista de Agronomia; a palestra de abertura do congresso proferida pelo engenheiro agrônomo José Lutzenberger; comentários sobre a repercussão do prêmio de agrônomo do ano dado a José Lutzenberger pela Associação de Engenheiros Agrônomos de São Paulo; a formação do Grupo de Agricultura Alternativa dentro da Associação de Engenheiros Agrônomos, atual Associação de Agricultura Orgânica; a eleição do entrevistado para compor a direção da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Brasil (FAEAB); comentários sobre a divulgação da agricultura orgânica no Brasil; o aprendizado sobre a agricultura orgânica; a importância da agrônoma Ana Maria Primavesi para a agricultura orgânica no Brasil; a importância do agrônomo Yoshio Tsuzuki; a Associação de Agricultura Orgânica, criada em 1989, que sucedeu o Grupo de Agricultura Alternativa; a criação da feira de agricultura orgânica no Parque da Água Branca, em São Paulo; comentários sobre a produção de orgânicos por parte de pequenos produtores; o início da agricultura orgânica por parte dos grandes produtores; a importância do engenheiro agrônomo Alexandre Harkaly e a criação do Instituto de Biodinâmica (IBD); comentários sobre a importância de Roberto Rodrigues no Ministério da Agricultura; a lei de orgânicos; a atuação do entrevistado como presidente da câmara setorial de agricultura orgânica no Ministério da Agricultura, de 2004 a 2009; comentários sobre o espaço conquistado pela agricultura orgânica; as dificuldades da agricultura orgânica em aceitar os transgênicos; as viagens do entrevistado para ver e conversar sobre agricultura orgânica no Brasil e em outros países; comentários sobre as certificações de produtos orgânicos; as certificações do IBD em outros países, como China, Índia e Tailândia; comentários sobre o preço dos produtos orgânicos; comentários sobre a pouca pesquisa em agricultura orgânica; comentários sobre o pequeno mercado de orgânicos e o desconhecimento do consumidor sobre a produção de orgânicos; as dificuldades da agricultura orgânica no Brasil; comentários sobre espaço físico necessário à agricultura orgânica, em resposta a crítica à produção de orgânicos; comentários sobre o fato da agricultura orgânica não ser só um modo de produção, mas também um estilo de vida; a importância de uma vida mais ecológica; comentários sobre a contradição dentro da agricultura orgânica; as certificações e o acompanhamento aos produtores certificados; comentários sobre o que é necessário para se obter a certificação; a importância de dar segurança a operação de certificação; a importância da questão social para a certificação; comentários sobre a certificação de origem; o primeiro casamento do entrevistado, em 1973; comentários sobre os filhos e suas áreas de atuação; comentários sobre a atividade jornalística; o trabalho na revista Guia Rural Abril, da Editora Abril; o interesse pela escrita; o trabalho na TV Cultura, no programa São Paulo Rural; a defesa das pautas sobre ecologia e agricultura orgânica; comentários sobre a incursão de grandes produtores na agricultura orgânica; comentários sobre o futuro da agricultura orgânica.
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