Leo Amaral Penna

Entrevista

Leo Amaral Penna

Entrevista realizada no contexto do projeto "Memória do setor de energia elétrica: fase pré-operacional da Eletrobrás (1953 a 1962)", na vigência do convênio entre o CPDOC-FGV e o Centro da Memória da Eletricidade no Brasil (1987-88). Informações sobre o acervo produzido no contexto deste projeto podem ser obtidas em "Programa de História Oral da Memória da Eletricidade: catálogo de depoimentos" (Rio de Janeiro, Centro da Memória da Eletricidade no Brasil, 1990). A entrevista foi também utilizada no livro ENTRE-VISTAS: abordagens e usos da história oral. / Marieta de Moraes Ferreira (Coordenação); Alzira Alves de Abreu... [et al]. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 1998. 316p. il. Este livro possui apenas trechos de algumas entrevistas e está disponível para download: clique aqui. A escolha do entrevistado se justificou por ser engenheiro ligado ao setor de energia elétrica e por ter feito parte da diretoria de planejamento e engenharia da Eletrobrás.
Forma de Consulta:
Entrevista datilografada disponível na Sala de Consulta do CPDOC.

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Margareth Guimarães Martins
Ana Maria Ladeira Aragão
Data: 23/7/1987 a 17/12/1987
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 13h0min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Leo Amaral Penna
Nascimento: 20/4/1907; Niterói; RJ; Brasil;

Formação: Escola Nacional de Engenharia.
Atividade: Engenheiro ligado ao setor de Energia Elétrica do país; trabalho na Caeeb; diretoria de Planejamento e Engenharia da Eletrobrás; presidente do comitê coordenador de Estudos Energéticos da região Sul.

Equipe

Levantamento de dados: Margareth Guimarães Martins;Elisa Maria de Oliveira Müller;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Margareth Guimarães Martins;Elisa Maria de Oliveira Müller;

Transcrição: Israel Beloch;

Conferência da transcrição: Verena Alberti;

Copidesque: Verena Alberti;Lenice Araújo de Oliveira;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Margareth Guimarães Martins;

Temas

American and Foreign Power Company;
Central Energética de São Paulo;
Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica;
Eletrobrás;
Empresas estrangeiras;
Energia elétrica;
Intervenção estatal;
Leo Amaral Pena;
Ministério da Agricultura;
Política energética;

Sumário

1ª entrevista: Origem familiar; escolaridade; passagem pela Escola Politécnica; comentários sobre a Revolução de 1930; as Empresas Elétricas Brasileiras; comentários sobre o ensino de engenharia; o mercado de trabalho em engenharia; a American and Foreign Company (Amforp): Chegada do grupo ao Brasil, organização e estrutura no Brasil e no exterior; a Companhia Auxiliar de Empresas Elétricas Brasileiras (CAEEB); a Eletric Bond and Share Company; efeitos da crise de 1929 sobre o grupo Amforp; a Ebasco Corporation; tranferência de tecnologia.

2ª entrevista: Estrutura e organização do grupo Eletric Bond and Share no Brasil e no exterior: Amforp, Brazilian Eletric Power Company (BEPCO), Ebasco Services, CAEEB; efeitos da crise de 1929 no grupo Amforp; rotina de trabalho na CAEEB; divisão de mercado entre os grupos Light e Amforp no Brasil; processi de compra das concessionárias e relação das empresas do grpo Amforp no Brasil.

3ª entrevista: O grupo Amforp no Brasil : implantação, organização, compra de concessões; comentários sobre a Companhia Brasileira de Energia Elétrica (CBEE); atuação do grupo Amforp no estado de São Paulo; comentários sobre Armando de Sales Oliveira; a usina de Marimbondo; a interligação de sistemas elétricos no interior de São Paulo; o problema da padronização de frequências; comentários sobre o Código das Águas; comentários sobre a Companhia HIdro Elétrica do Sâo Francisco (Chesf); papel de Octávio Marcondes Ferraz na unificação de frequências no Brasil; a política de investimento das empresas de energia elétrica estrangeiras no Brasil; o problema da remuneração do capital dos serviços elétricos; o critério do custo histórico; a questão tarifária; comentários sobre a Companhia Força e Luz do Paraná; observações sobre a usina de Chaminé; descrição da usina de Bananeiras; o grupo Amforp no Brasil: Observações sobre a demanda máxima e a capacidade geradora, participação de técnicos nacionais e estrangeiros, salários, atuação como formador de engenheiros; rotina e prática de trabalho do entrevistado e demais engenheiros na CAEEB e em suas operadoras; comentários sobre a estrutura administrativa das empresas do grupo Amforp; a atuação do grupo Amforp nos serviços de carris, de abastecimento de água, de esgotos e telefones; comentários sobre Guilherme Guinle; papel dos advogados brasileiros no grupo Amforp; o caráter monopolista dos serviços de eletricidade; o relacionamento das empresas de energia elétrica com os consumidores; a qualidade dos serviços oferecidos pelo grupo Amforp no Brasil; o racionamento; comentários sobre a Divisão de Águas do Ministério da Agricultura e do Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica.

4ª entrevista: Ascensão profissional do entrevistado na CAEEB; considerações sobre a Chesf; a questão da unificação de frequências; a interligação da The Pernambuco Tramways Power Company com a usina de Paulo Afonso; considerações sobre os serviços elétricos nos Estados Unidos; a intervenção do Estado no setor de enrgia elétrica ; considerações sobre o Código de Águas; as diversas especialidades de engenheiros da CAEEB; considerações sobre a usina de Peixoto; observações sobre a Ebasco Services; as fontes de financiamento externo das empresas do grupo Amforp no Brasil; observações sobre a encampação da Companhia de Energia Elétrica Rio-Grandense e da The Pernambuco Tramways Power Company; referências à Comissão Estadual de Energia Elétrica do estado do Rio Grande do Sul; relacionamento das empresas do grupo Amforp com os consumidores; o racionamento; as relações públicas desenvolvidas pelo grupo Amforp; relacionamento das empresas do grupo Amforp com os governos estaduais e municipais; considerações sobre as Centrais Elétricas de São Paulo (Cesp); atuação dos departamentos de água e energia (DAEs) estaduais; observações sobre a Eletrobrás.

5ª entrevista: Relacionamento das operadoras do grupo Amforp com a Divisão de Águas do Ministério da Agricultura, com o Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica e com os consumidores; observações sobre a atuação dos governos estaduais e municipais no setor de energia elétrica; comentários sobre os contratos feitos por concessionárias de energia elétrica baseados na cláusula-ouro; observações sobre a legislação federal para o setor de energia elétrica: o Código de Águas e o Decreto-Lei n° 852, de 11/11/1938; comentários sobre os contratos assinados entre o grupo Amforp e as prefeituras municipais; a questão da fiscalização das concessionárias pelos órgãos públicos; comentários sobre o papel das concessionárias estrangeiras; a questão da fixação das tarifas; relato sobre a propaganda realizada pelo grupo Amforp visando ao aumento do consumo de energia elétrica; o problema da importação de material.

6ª entrevista: O grupo Amforp no Brasil: organização, estrutura, empresas concessionárias, funcionamento das concessionárias, papel das CAEES, orçamento, crescimento da demanda máxima atendida pelas empresas concessionárias; as questões tarifária e de financiamento; a experiência do entrevistado como diretor das empresas do grupo Amforp no Brasil; o relacionamento da CAEEB com a Ebasco Services; rotina de trabalho do entrevistado; o relacionamento do grupo Amforp com a Divisão de Águas do Ministério da Agricultura, o Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica e o Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica (DNAEE).

7ª entrevista: A função de diretor nas empresas do grupo Amfop no Brasil; administração das empresas do grupo Amforp; atuação da Canambra Engineering Consultants Limited; interligação dos sistemas do grupo Amforp no Brasil com os sistemas públicos: Chesf e CEmig; unificação de frequências; o conceito de complementação térmica e a questão do uso de diversas fontes de energia elétrica; relação entre as empresas do grupo Amforp e as empresas públicas no que diz respeito ao mercado; o caráter monopolista dos serviços de energia elétrica; referências à atuação dos comitês coordenadores energéticos das regiões Sudeste, Nordeste e da Amazônia.

8ª entrevista: Análise do papel dos departamentos estaduais de água e energia elétrica: sua qualificação técnica e seu relacionamento com o grupo Amforp, especialmente o Departamento de Águas e Energia Elétrica no Estado de São Paulo e a Comissão de Energia Elétrica do Estado do Rio Grande do Sul (CEE); observaçõessobre o relacionamento entre os grupos Light e Amforp; a Comissão da Indústria de Material Elétrico (Cime) (1944 a 1946): participação do entrevistado, descrição das atividades, contatos e conclusões; considerações sobre a intervenção do Estado no setor de energia elétrica; os serviços elétricos e a segurança nacional; o caso da Revolução Constitucionalista de 1932 e seus efeitos sobre os serviços elétricos.

9ª entrevista: Participação do entrevistado no Conselho Estadual de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo; considerações sobre o planejamento estatal; observações sobre o Departemento de Águas e Energia do Estado de São Paulo; o Sindicato da Indústria de Energia Hidrelétrica de São Paulo; relações do grupo Amforp com as missões Abbink e Cooke; fontes de financiamento externo do grupo Amforp, cotações das ações do grupo Anforp no Brasil; a unina de Peixoto; a usina de Chaminé; a importação de equipamentos; a ampliação da usina de Bananeiras; o desempenho do grupo Amforp no Brasil ; o problema das alterações ambientais; a questão dos combustíveis: lenha, óleo combustível, óleo diesel; avaliação das fontes alternativas de energia; a energia nuclear.

10ª entrevista: Comentários sobre os projetos elaborados pela Assessoria Econômica da Presidência da República para o setor de energia elétrica (1953 a 1954); perfil de Octávio Marcondes Ferraz ; os limites de atuação do grupo Amforp no Brasil e a compra de energia elétrica das empresas públicas; a qeustão da unificação de frequência no Brasil; a Semana de Debates promovida pelo Instituto de Engenharia de São Paulo (1956); justificativa de implantação da Eletrobrás; o relacionamento do grupo Amforp com o governo do estado do Rio Grande do Sul ; a encampação da Companhia de Energia Elétrica Rio-Grandense (CEERG) no governo de Leonel Brizola e os efeitos de tais atitudes para a economia brasileira.

11ª entrevista: Criação do Ministério das Minas e Energia; a origem dos investimentos no setor de energia elétrica após a criação da Eletrobrás: os recursos gerados pelas tarifas e os empréstimos externos; a atuação da Eletrobrás na coordenação do setor de energia elétrica no país; a compra das empresas do grupo Amforp pela Eletrobrás, em 1964, e a atuação do entrevistado no processo de incorporação de tais empresas; a trajetória da CAEEB após a compra das empresas do grupo Amforp pela Eletrobrás; os efeitos da desapropriação de empresas norte-americanas para a economia brasileira e a necessidade de indenização.

12ª entrevista: A situação dos empregados da CAEEB após a venda à Eletrobrás; atuação do entrevistado na diretoria de planejamento e engenharia da Eletrobrás durante a gestão do presidente Mario Bhering; a relação da Eletrobrás com as associadas dos estados; o papel dos estudos realizados pela Canambra e pelos comitês coordenadores de estudos energéticos regionais no planejamento e na coordenação da Eletrobrás; os entendimentos entre a Eletrobráse a Cesp na questão do fornecimento de energia à Grande São Paulo; a mudança de frequência no Riode Janeiro e as negociações da Eletrobrás com a Light , a Companhia Siderúrgica Nacional, de Volta Redonda, e a empresa de Antônio Ermínio de Morais.

13ª entrevista: A relação do entrevistado com Mario Bhering; avaliação do papel da Cemig; o papel do grupo Amforp na formação dos quadros da Cemig; estrutura e organização da Eletrobrás na primeira gestão de Mario Bhering; a atuação de Lucas Garcez na diretoria da Eletrobrás; o relacionamento da Eletrobrás com a Ceso; considerações sobre as diferenças entre a administração pública e a privada nos serviços elétricos; o relacionamento da Eletrobrás com o Ministério de Minas e Energia; o suprimento de energia elétrica a Brasília; comentários sobre a implantação de Itaipu Binacional ; o estudo de Octávio Marcondes Ferraz para o aproveitamento de Sete Quedas.

14ª entrevista: A constituição e os trabalhos da CAnambra e dos comitês coordenadores de estudos energéticos regionais a partir de 1963; a estrutura da Canambra e sua articulação com as concessionárias estaduais; a organização do Comitê Coordenador de Estudos Energéticos da Região Centro-Sul; comparação entre os estudos da Canambra e aqueles desenvolvidos pela Light e a Amforp; a questão da complementação térmica e o estudo das minas de carvão, realizado pela Canambra e pelo Comitê Coordenador de Estudos Energéticos da Região Sul; atuação do entrevistado como presidente desse mesmo comitê.

15ª entrevista: O Comitê Coordenador de Estudos Energéticos da Amazônia: o conceito de aproveitamento integral de um rio , o potencial hidrelétrico do rio Amazonas, a atuação do entrevistado como presidente do comitê, as firmas de engenharia contratadas para o estudo (critérios de escolha, divisão de trabalho e quadro técnico), a fiscalização pela Eletrobrás, o estudo de mercado; o Comitê Coordenador de Estudos Energéticos da Região Nordeste: os estudos hidrométricos do rio São Francisco, a interligação com o rio Tocantins para o fornecimento de energia elétrica ao nordeste, a participação da Sudene; o Plano 90 da Eletrobrás.
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