Mauro Thibau

Entrevista

Mauro Thibau

Entrevista realizada no contexto do projeto "Memória do setor de energia elétrica: fase pré-operacional da Eletrobrás (1953 a 1962)", na vigência do convênio entre o CPDOC-FGV e o Centro da Memória da Eletricidade no Brasil (1987-88). Informações sobre o acervo produzido no contexto deste projeto podem ser obtidas em "Programa de História Oral da Memória da Eletricidade: catálogo de depoimentos" (Rio de Janeiro, Centro da Memória da Eletricidade no Brasil, 1990). A entrevista foi também utilizada no livro ENTRE-VISTAS: abordagens e usos da história oral. / Marieta de Moraes Ferreira (Coordenação); Alzira Alves de Abreu... [et al]. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 1998. 316p. il. Este livro possui apenas trechos de algumas entrevistas e está disponível para download: clique aqui. A escolha do entrevistado se justificou por sua participação na elaboração do Plano de Eletrificação de Minas Gerais e sua atuação como Ministro das Minas e Energia em 1964, entre outros.
Forma de Consulta:
Entrevista datilografada disponível na Sala de Consulta do CPDOC.

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Margareth Guimarães Martins
Ana Maria Ladeira Aragão
Data: 4/11/1987 a 31/5/1988
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 8h20min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Mauro Thibau
Nascimento: 10/7/1923; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Formação: Escola Nacional de Engenharia.
Atividade: Engenheiro; trabalhou na Caeeb; participou da elaboração do Plano de Eletrificação de Minas Gerais; foi diretor da Cemig; ministro das Minas e Energia em 1964.

Equipe

Levantamento de dados: Margareth Guimarães Martins;Ana Maria Ladeira Aragão;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Margareth Guimarães Martins;Ana Maria Ladeira Aragão;

Conferência da transcrição: Plínio de Abreu Ramos;

Copidesque: Elisabete Xavier de Araújo;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: José Luciano de Mattos Dias;

Temas

Centrais Elétricas de Minas Gerais;
Ciência e tecnologia;
Eletrobrás;
Energia elétrica;
Engenharia;
Escola Nacional de Engenharia;
Estado Novo (1937-1945);
Getúlio Vargas;
Golpe de 1964;
Integralismo;
Juscelino Kubitschek;
Lucas Lopes;
Mauro Thibau;
Minas Gerais;
Ministério das Minas e Energia;
Política energética;
Revolta comunista (1935);
Revolução Constitucionalista (1932);
Revolução de 1930;
Segunda Guerra Mundial (1939-1945);

Sumário

1a Entrevista: Nascimento no Rio de Janeiro; profissão dos pais e avós: tradição na carreira médica; a opção pela engenharia; a infância e a adolescência passadas na Tijuca, os primeiros estudos no Instituto São José; os esportes e o grêmio literário; a duração das várias etapas da vida escolar; os colegas; a situação da mulher; a vida social; os estudos no Instituto São José: a rotina do horário, transporte; lembranças das revoluções de 1930 e 1932 e da Intentona de 1935; a difusão do integralismo; a ênfase patriótica do Estado Novo: as paradas de 7 de setembro e a participação do entrevistado como estudante; os esportes e as atividades religiosas no Instituto São José; o prestígio do curso universitário...................................................................................................................................1 a 27

2a Entrevista: O curso complementar no Colégio Lafayette; a escolha da carreira; o vestibular: exames orais e escritos; as aulas na Escola de Engenharia; a entrada no CPOR e as atividades do entrevistado durante a Segunda Guerra Mundial; a convocação para dar cursos na Escola de Especialistas da Aeronáutica; o convite de John Cotrim para o trabalho de estagiário na CAEEB; os cursos de artilharia na fortaleza de São João e a decepção com a carreira militar; o curso de engenheiro e o mercado de trabalho para os formados; a formação dos engenheiros e as dificuldades com a especialização; os colegas da Escola de Engenharia no setor de energia elétrica; as repercussões da Segunda Guerra Mundial mo Brasil; integralistas e comunistas; a circulação das notícias da guerra; opinião sobre Getulio Vargas; a política na Escola de Engenharia; a oferta de empregos; a importância da CAEEB para a formação dos profissionais do setor elétrico no Brasil..........................................................................27 a 57

3a Entrevista: O convite para trabalhar como estagiário na CAEEB; os colegas estagiários; descrição das tarefas: medição de descargas de rios, sondagens geológicas, construção de usinas; a carreira de engenheiro assegurada na CAEEB; a importância da empresa para a formação de profissionais; a composição da diretoria; a presença de norte-americanos nos quadros de engenheiros; as dificuldades das empresas de energia elétrica com o congelamento de tarifas no governo Dutra; o trabalho com engenheiro: estudos preliminares para a construção de reservatórios em Minas e no Paraná; a divisão do projeto de engenharia entre profissionais brasileiros e americanos; a importação de equipamentos e materiais ......................................................................................................................................................57 a 68

4a Entrevista: Trajetórias profissionais dos vários colegas estagiários e engenheiros; a estrutura da Amforp e a organização de suas subsidiárias: o controle pela holding e os diretores comuns; a importância da CAEEB no conjunto do grupo; a situação de seus diretores; os serviços de engenharia; a especialização segundo os setores: civil e hidráulica, usinas térmicas; a rotina de trabalho na sede da empresa e a permanência do entrevistado no Rio de Janeiro após os trabalhos em Minas e no Paraná; a interrupção dos investimentos; as transferência de conhecimentos através do treinamento e experiência profissional..............................................................................................................................68 a 78

5a Entrevista: As diferenças entre os grupos Light e Amforp quanto à experiência de trabalho no Brasil; o caráter mais aberto da CAEEB; a experiência na Cia. Força e Luz de Minas Gerais; os problemas com o baixo salário na CAEEB; o retorno ao Rio de Janeiro; a interrupção dos investimentos e o racionamento de energia; as diferenças entre os sistemas regionais; a continuação dos estudos de viabilidade; a demissão da CAEEB; a experiência como engenheiro comercial da Goodyear; o convite feito por John Cotrim e Lucas Lopes para trabalhar na Comissão do Vale do São Francisco: a função de engenheiro assistente; a amplitude dos objetivos da comissão e a realidade do possível: os projetos de eletrificação e de irrigação; a participação na elaboração do Plano de Eletrificação de Minas Gerais; perfil de Lucas Lopes; o contexto político do Plano: a eleição de Milton Campos; a seleção da equipe que elaborou o Plano.....................................................................................................................78 a 98

6a Entrevista: A origem do Plano de Eletrificação, os contatos entre Rodrigues Seabra, secretário de Viação e Obras Públicas de Minas Gerais, e Lucas Lopes; o contrato com a Companhia Brasileira de Engenharia; o alcance da elaboração do Plano, a divisão das tarefas; o governo Juscelino e Minas e a continuidade do Plano de Eletrificação; a situação dos transportes e do abastecimento de energia elétrica em Minas Gerais; perfil de Juscelino; os problemas com as especificações do Plano, a confirmação de suas estimativas; a incorporação das antigas usinas ao Plano e a construção das novas; o debate sobre a intervenção do Estado no setor de energia elétrica; a importância da questão das tarifas; a dinâmica da estatização; o confronto entre as situações de Minas Gerais e Rio Grande do Sul: a concepção e as fontes de investimento; o enfoque empresarial da Cemig, o egime de sociedade anônima; as relações da Cemig com o governo do estado; perfil de Júlio Soares, diretor da Cemig; as efeitos do Plano em Governador Valadares; considerações sobre a estatização do setor de energia elétrica.........................................................................................................................................................98 a 117

7a Entrevista: Problemas pessoais envolvidos na participação no prosseguimento do Plano de Eletrificação: compromissos profissionais privados; convite para a diretoria da Cemig; demissão da Comissão do Vale do São Francisco e da Servix-Engenharia; ida para Minas Gerais em 1952; caracterização do projeto da Cemig; o convite de Lucas Lopes aos outros diretores; a ausência de interferências políticas para a constituição da diretoria da Cemig; a repercussão nos meios políticos locais; a organização da empresa e os passos seguintes na implementação do Plano..............117 a 128

8a Entrevista: A organização da diretoria da Cemig; projetos de engenharia e construção das usinas; a diretoria de operações e a incorporação das usinas ao controle da Cemig; a diretoria de suprimento e compras; os contatos com o exterior; o trabalho de resistência às indicações políticas; a situação das firmas de engenharia nacionais e a contratação das firmas estrangeiras; a transferência de know-how através do treinamento e contatos com os técnicos estrangeiros; a formação dos quadros de engenheiros; as ligações com a Universidade; a criação de Furnas e a permanência do entrevistado na Cemig; o relacionamento com o governo e a distribuição da dotação; o Plano de Eletrificação após a saída de Juscelino do governo do estado; a compra das ações da Cemig pelas cidades incorporadas à rede de distribuição; interferências de Magalhães Pinto; o relacionamento com o governo federal: o período Juscelino; a criação do Ministério das Minas e Energia; os profissionais da diretoria de operações da Cemig; os empreiteiros nacionais e a construção das usinas; a transferência de know-how estrangeiro; a compra de equipamentos; a indústria brasileira de bens de capital; as fontes de recursos da Cemig: governo do estado, Banco Mundial; o autofinanciamento e as tarifas; as tarifas especiais para indústrias e a importância da qualidade do fornecimento de energia; o BNDE e o setor elétrico; a construção de Furnas.............................................................................................................................128 a 166

9a Entrevista: A participação no movimento de 1964; a estratégia comunista para a tomada do poder; a divisão dos grupos que pensavam em resistir: a iniciativa militar e a precariedade da organização; os contatos em São Paulo; a reação popular ao golpe de 1964; as primeiras tentativas de ordenação política: estabilização da ordem e retorno à vida democrática; o ministério Castelo Branco; a desarticulaçãodos grupos civis após a vitória do movimento; o general Golbery e a criação do SNI; a escolha do entrevistado para o Ministério das Minas e Energia; as atividades sindicais no setor elétrico em 1963.....................................................................................................................................................166 a 177

10a Entrevista: A situação do Ministério das Minas e Energia em 1964; a falta de organização; o trabalho de estruturação do Ministério; a revogação da encampação das refinarias privadas; o caso da Amforp; o curso na Escola Superior de Guerra; o problema da remuneração das empresas de eletricidade e a situação da Light; o valor das tarifas; o baixo impacto econômico dos gastos com energia elétrica; a necessidade de remuneração dos investimentos no setor elétrico; as dificuldades de administração do racionamento; a participação na Comissão Consultiva da Matriz Energética Brasileira................177 a 193
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