Robert Lewis Rowland

Entrevista

Robert Lewis Rowland

Entrevista realizada no contexto do projeto “Cientistas sociais de países de Língua Portuguesa: histórias de vida”, com financiamento do Programa de Cooperação em matéria de Ciências Sociais para os países da comunidade de Língua Portuguesa (Programa Ciências Sociais CPLP) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Para ter acesso à transcrição e ao vídeo da entrevista clique aqui.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Entrevista em vídeo disponível na Sala de Consulta do CPDOC e trechos no portal.

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Karina Kuschnir
Thais Blank
Data: 13/9/2010
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 2h25min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Robert Lewis Rowland
Formação: Estudou Letras clássicas (1963-1965) e Economia e Ciências Sociais (1965-1967) na Universidade de Cambridge.
Atividade: Foi Professor Extraordinário de História Econômica na Faculdade de Economia do Porto (1975-1979); Professor Catedrático Convidado de Sociologia (1979-82) e Antropologia (1982-2009) no ISCTE, Lisboa e Professor Catedrático de História Social Européia no Instituto Universitário Europeu, Florença (1987-95). Além disso, foi pesquisador e/ou professor visitante no Instituto Joaquim Nabuco (Recife), CEBRAP (São Paulo), EHESS (Paris) e nas Universidades Autónoma de Barcelona, de Pisa, e Universidade de São Paulo.

Equipe


Transcrição: Julia Ribeiro Aguiar ;

Conferência da transcrição: Julia Lanzarini;

Técnico Gravação: Marco Dreer Buarque;

Sumário: Sérgio Pereira de Faria Junior;

Temas

Antropologia;
Assuntos familiares;
Centro Brasileiro de Análise e Planejamento;
Centros de pesquisa;
Ciências Sociais;
Comunidade dos Países de Língua Portuguesa;
Congressos e conferências;
Economia;
Estruturalismo;
Fascismo;
Florestan Fernandes;
Formação acadêmica;
História do Brasil;
História social;
Identidade nacional;
Inglaterra;
Instituto Joaquim Nabuco;
Itália;
Língua portuguesa;
Luiz Jorge Werneck Vianna;
Obras de referência;
Pesquisa científica e tecnológica;
Região Nordeste;
Revolução de 1930;
Sociologia;
Universidade de Cambridge;

Sumário

Entrevista: 13.09.2010

A questão da sua identidade; origens familiares; primeiros estudos na Inglaterra; a especialização em estudos clássicos em Cambridge; o interesse em poesia oral do nordeste brasileiro; o trabalho de campo no Brasil sobre os cantadores de viola e cordel, em 1965, com estadia no Instituto Joaquim Nabuco; a mudança do objeto de pesquisa: do nordeste do Brasil para o sul da Itália; os interesses nos estudos europeus; a entrada na posição de Lecturer with responsibility for interdisciplinary studies na Escola de Estudos Europeus da Universidade de East Anglia (1970-1975); a sociologia em Cambridge; o contato com Edmund Leach e as perspectivas estruturalistas; os interesses pela relação entre antropologia e história social; a reestruturação do curso de história social na Universidade de East Anglia, introduzindo a antropologia na grade; obras consideradas importantes por Rowland; o contato com Florestan Fernandes e Luis Werneck no Brasil; a vinda para o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP), onde passou seis meses estudando a questão da Revolução de 1930; o fracasso do departamento interdisciplinar na East Anglia e a posterior volta ao Brasil; a queda do fascismo italiano em 1974; a ida da Inglaterra para Portugal, para ser professor de história econômica na Faculdade de Economia do Porto; o projeto de criação do departamento de ciências sociais na Faculdade de Economia; a continuidade das ciências sociais no Iscte; a ida de Rowland para o Iscte (Lisboa), a convite do Professor Sedas Nunes; a docência em metodologia das ciências sociais; a introdução da cadeira de Antropologia das Sociedades Complexas dentro do curso de sociologia e a relação com a história; o convite para a criação de um centro de pesquisa no Instituto Gulbenkian, em Oeiras (Portugal); a passagem do Iscte para a Universidade Nova de Lisboa; o projeto de criação de um departamento de antropologia na Universidade Nova; a crise do Iscte e a criação de duas novas licenciaturas, antropologia e administração social; pensamentos sobre o curso de ciências sociais; o processo de Bolonha (2000), nos países europeus, e suas implicações; a utilidade social e a imagem pública das ciências sociais em Portugal; repensando as ofertas de curso nas ciências sociais e seu papel em termos de sua presença social; os ex-alunos formados pelas primeiras turmas do Iscte no final dos anos 90; as influências de Moses Finley, Edmund Leach, e os professores da faculdade de economia; iniciativas isoladas no Brasil de uma sociologia luso-afro; a ida como professor para o Instituto Universitário Europeu, em Florença; os contatos com brasileiros pesquisadores em Portugal; o convite, por Lilia Schwarcz, para fazer um curso de antropologia histórica na USP; as relações históricas entre Brasil e Portugal e a construção de identidade brasileira; a participação no congresso Luso-Afro-Brasileiro; as discussões sobre a criação de uma associação em ciências sociais dos países de língua portuguesa; a relação entre línguas e produção de teoria; o uso da língua portuguesa como meio de comunicação e produção teórica; a presidência da Associação Portuguesa de Antropologia (APA); a criação do Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA); a necessidade de fomentar pesquisas conjuntas entre Portugal e Brasil; a comunicação de cientistas sociais de língua portuguesa e o estabelecimento de laços entre os estudiosos de diferentes países..................p.1-42.




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