Rosa Maria de Figueiredo Perez

Entrevista

Rosa Maria de Figueiredo Perez

Entrevista realizada no contexto do projeto “Cientistas sociais de países de Língua Portuguesa: histórias de vida”, com financiamento do Programa de Cooperação em matéria de Ciências Sociais para os países da comunidade de Língua Portuguesa (Programa Ciências Sociais CPLP) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Para ter acesso à transcrição e ao vídeo da entrevista clique aqui.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Entrevista em vídeo disponível na Sala de Consulta do CPDOC e trechos no portal.

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Helena Maria Bousquet Bomeny
Data: 15/12/2010 a 8/4/2011
Local(ais):
Lisboa ; PT ; Portugal

Duração: 3h15min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Rosa Maria de Figueiredo Perez
Formação: Licenciatura em Filologia Clássica pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa (1976);Licenciatura em Ciências Etnológicas e Antropológicas pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa(1979);Doutoramento em Antropologia no Departamento de Antropologia do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, ISCTE (1992).
Atividade: Iniciou a atividade acadêmica na Universidade Nova de Lisboa - FCSH (1979-1980) e leciona no Departamento de Antropologia do ISCTE desde 1983. Realiza trabalho de campo na Índia desde 1983. Investiga os estudos coloniais e pós-coloniais, as questões acerca de nacionalismo e subalternidade, construções e representações do feminino. Nos últimos dez anos tem sido professora visitante na Universidade de Brown, EUA. É consultora da European Science Foundation (Asia Committee, Pool of Reviewers e EHRI) e da Comissão Européia para as relações Europa-Índia.

Equipe


Transcrição: Maria Izabel Cruz Bitar;

Conferência da transcrição: Carlos Subuhana ;

Técnico Gravação: Arbel Griner; Bernardo de Paola Bortolotti Faria; Marco Dreer Buarque; Ítalo Rocha Viana;

Sumário: Thais Blank;

Temas

África;
Antropologia;
Assuntos familiares;
Assuntos pessoais;
Atividade acadêmica;
Brasil;
Burocracia;
Carreira acadêmica;
Casamento;
Ciências Sociais;
Cinema;
Comunidade dos Países de Língua Portuguesa;
Cultura;
Dança;
Discriminação social;
Doenças;
Educação pré-escolar;
Ensino médio;
Ensino primário;
Estados Unidos da América;
Família;
Formação acadêmica;
Formação escolar;
História de vida;
India;
Infância;
Instituições acadêmicas;
Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa ;
Letras;
Língua portuguesa;
Metodologia de pesquisa;
Moçambique;
Mulher;
Obras de referência;
Pesquisa científica e tecnológica;
Portugal;
Professores estrangeiros;
Projetos sociais;
Revolução dos Cravos (1974);

Sumário

1ª entrevista: 15.12.2010

A infância e a formação escolar; origens familiares; o papel das mulheres na família; a experiência no jardim de infância João de Deus; a repressão na escola primária; a experiência no liceu; formação universitária; a escolha por cursar Licenciatura em Filologia Clássica na Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa; os professores marcantes; os motivos que a levaram a se interessar pela Índia; ingresso no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (Iscsp); a primeira viagem para a Índia como antropóloga no doutoramento no Instituto Universitário de Lisboa (Iscte), em 1983; o projeto de doutorado; a decisão de trabalhar com os intocáveis na Índia; a experiência de trabalho de campo na aldeia Djuval, Índia; o processo burocrático para conseguir trabalhar com os intocáveis; a discriminação sofrida por ter se aproximado dos intocáveis; a dificuldade de manter uma objetividade no trabalho de campo com os intocáveis; a questão da intocabilidade; os movimentos de resistência dos dalit; a volta a Índia dez anos depois, em 2004; as conquistas dos movimentos de resistência; trajetória pessoal; a relação mantida à distância com o futuro marido enquanto fazia pesquisa de campo na Índia; o isolamento na Índia; o casamento e o nascimento do filho; trajetória acadêmica; as aulas ministradas na Universidade Nova, em Lisboa, como assistente de José Carlos Gomes da Silva, em 1979; o ingresso no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa- Iscte em 1984; as aulas ministradas na Universidade de Brown, nos Estados Unidos, a partir de 2000; a formação do departamento de antropologia no Iscte; a importância do trabalho de campo em sua pesquisa; a pesquisa em um templo hindu de Goa com dançarinas; a pesquisa sobre a antropologia em cinema; as questões da antropologia portuguesa; a aprendizagem no trabalho de campo; a escolha pelos terrenos; a antropologia feita nas margens, a importância dos Subaltern Studies; a volta ao terreno; a Revolução dos Cravos; a participação no 25 de abril; os referenciais teóricos; Spivak; Homi Bhabha; Partha Chatterjee e Dipesh Chakrabarty; países de língua portuguesa; a relação com o Brasil; a primeira visita em 1994; a relação com Moçambique; as descobertas na África; o curso ministrado em Moçambique.


2ª Entrevista: 08.04.2011

Surgimento de oportunidade para trabalhar em Goa; contato com as devadasis; a questão do colonialismo português; estranhamento por parte dos nativos de Goa à sua pessoa; processo de codificação de seu corpo ao ser integrada às devadasis; a relação das devadasis com a sensualidade; receio da disseminação de tuberculose entre os intocáveis de Gujarate; intervenção nos hábitos dos nativos ao introduzir o uso do sabonete em seu meio; conflito entre a necessidade pessoal de proteção contra doenças e o ofício como antropóloga; retomada do estudo sobre os intocáveis em Goa; surpresa com a descoberta da verdadeira realidade dos intocáveis em Goa; investimento do governo indiano no estudo sobre as ciências cognitivas; convite para participar do Indian Institute of Technology (IIT) de Gandhinagar; processo de conceitualização da experiência etnográfica; impactos desta nova pesquisa na sua carreira acadêmica no Instituto Superior de Ciências do Trabalho na Empresa (Iscte); desprendimento da ideia de Portugal como componente essencial para a sua trajetória; tentativa de uma nova geração de estudantes de ir além dos limites da antropologia portuguesa, a qual tornou-se muito presa no âmbito doméstico; defesa em favor de um diálogo cada vez mais extenso entre a antropologia e as outras ciências; o impacto do livro O Bosque proibido em sua vida; a relação entre o cinema indiano e a diáspora indiana; a figura de Tara Gandhi; os projetos sociais de Tara Gandhi; realização de um documentário sobre Tara Gandhi; apreciação pelo trabalho com seus alunos; a Faculdade de Ciência e Tecnologia (FCT) como financiadora do trabalho de campo dos alunos; a relação atual com o Brasil; alunos que estudam países lusófonos; dificuldade em conciliar a vasta quantidade de alunos que a almejam como sua orientadora.
Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados