Severino Elias Ngoenha

Entrevista

Severino Elias Ngoenha

Entrevista realizada no contexto do projeto “Cientistas sociais de países de Língua Portuguesa: histórias de vida”, com financiamento do Programa de Cooperação em matéria de Ciências Sociais para os países da comunidade de Língua Portuguesa (Programa Ciências Sociais CPLP) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Vídeo, com consulta no portal. Clique aqui para acessar o vídeo.

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Helena Maria Bousquet Bomeny
Guilherme Mussane
Arbel Griner
Data: 10/8/2011
Local(ais):
Salvador ; BA ; Brasil

Duração: 2h19min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Severino Elias Ngoenha
Formação: Bacharel em Teologia pela Universidade Urbaniana de Roma e Doutor em Filosofia da História pela Universidade Gregoriana de Roma, desde 1990.
Atividade: Professor na Universidade Pedagógica e na Universidade Eduardo Mondlane. Professor Convidado pelas Universidades italianas de Bolonha e de Roma III. Professor convidado pela Universidade Estadual de Bahia, no Brasil. Professor Associado pela Universidade de Lausanne, na Suiça.

Equipe


Transcrição: Lia Carneiro da Cunha;

Conferência da transcrição: Gabriela Mayall;

Técnico Gravação: Thais Blank; Bernardo de Paola Bortolotti Faria;

Sumário: Ninna Carneiro;

Temas

África;
Brasil;
Ciências Sociais;
Descolonização;
Desigualdade social;
Discriminação racial;
Educação;
Epistemologia;
Etnias;
Evasão escolar;
Família;
Filosofia;
Formação acadêmica;
França;
Fundação Ford;
Identidade nacional;
Igreja Católica;
Instituições acadêmicas;
Intelectuais;
Intercâmbio cultural;
Moçambique;
Nacionalização;
Política;
Política educacional;
Portugal;
Religião;
Teologia da libertação;

Sumário

Entrevista: 10.08.2011

Origens familiares; as etnias moçambicanas; a formação do irmão e das irmãs; a escolarização em Moçambique; investimento dos governos africanos na educação após os processos de independência; a necessidade de adequar a educação de um país com as suas necessidades; a Teologia da Libertação; a nacionalização do ensino moçambicano após a independência, em 1975; o primeiro contato com a Teologia da Libertação e a decisão de entrar no seminário; o estranhamento da família e amigos com a sua entrada no seminário; a disparidade socioeconômica em relação aos outros seminaristas; a época no seminário de padres; a ruptura com a “Geração de Oito de Março” e o abandono da faculdade de bioquímica; o problema do abandono escolar em Moçambique; a questão da moçambicanidade; a ida à Roma para estudar no Vaticano; o reconhecimento como africano em Roma; a força da identidade moçambicana; a filosofia africana; o debate filosófico “afro-africano”; o convite para a elaboração dos programas de filosofia de Moçambique; afastamento da igreja católica; o ambiente burguês da igreja em Roma; o desvinculamento gradual da igreja; a tese de mestrado; os anos de doutoramento; ida para Paris: o ambiente de estudo; o pós-doutoramento na Universidade de Vincennes; o casamento; retorno à Moçambique na década de 90; convite para lecionar na Unidade de Formação e Investigação em Ciências Sociais (UFICS), em Maputo; o ambiente acadêmico de Moçambique após a independência; o papel da Fundação Ford no financiamento do UFICS; África e as ciências sociais; a interpretação das ciências sociais europeias sobre a África; a fundação do Council for the Development of Social Science Research in África (Codesria); a criação do Centro de Estudos Africanos, em Moçambique; a ligação entre o UFICS e a França; a missão suíça em Moçambique; a relação com André Clerc; conflito entre André Clerc e Janet Mondlane por causa de Eduardo Modlane;a identidade africana; o primeiro livro escrito, centrado em Moçambique; teorias africanas do período da pós-independência; a criação do Southern African Development Coordination Conference (SADCC) para combater o apartheid; a posição sócio-política de Moçambique na África Austral; interlocução intelectual com Portugal e Brasil; a carência de debates epistemológicos; a diferença entre o conceito de raça no Brasil e em Moçambique; o surgimento das teorias “periféricas”; a posição como figura pública; o papel dos intelectuais na sociedade moçambicana; a dificuldade de um diálogo direto com as autoridades moçambicanas; ausência de maiores debates intelectuais em Moçambique; os desafios do sistema educacional moçambicano; o papel da “Geração Oito de Março” na reestruturação da educação moçambicana; o problema da qualificação do ensino; a necessidade de uma ligação maior entre a educação e as necessidades da sociedade moçambicana; a falta de utopias no mundo atualmente.
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