Wanderley Guilherme dos Santos III

Entrevista

Wanderley Guilherme dos Santos III

Entrevista realizada no contexto do projeto “Cientistas sociais de países de Língua Portuguesa: histórias de vida”, com financiamento do Programa de Cooperação em matéria de Ciências Sociais para os países da comunidade de Língua Portuguesa (Programa Ciências Sociais CPLP) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Para ter acesso à transcrição e ao vídeo da entrevista clique aqui.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Entrevista em vídeo disponível na Sala de Consulta do CPDOC e trechos no portal.

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Helena Maria Bousquet Bomeny
Fernando Lattman Weltman
Arbel Griner
Data: 21/7/2011 a 7/10/2011
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 3h9min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Wanderley Guilherme dos Santos
Nascimento: 13/10/1935; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Formação:
Atividade: Pesquisador do Laboratório de Estudos Experimentais (Leex) da Universidade Candido Mendes em Ipanema e Professor do Iuperj. Atualmente é professor pesquisador da Ucam.

Equipe


Transcrição: Jonas Dias da Conceição;

Conferência da transcrição: Gabriela Mayall;

Técnico Gravação: Thais Blank; Bernardo de Paola Bortolotti Faria; Marco Dreer Buarque;

Sumário: Ninna Carneiro;

Temas

Alvaro Vieira Pinto;
América Latina;
Anos 1960;
Assuntos familiares;
Atividade profissional;
Brasil;
Cândido Mendes de Almeida;
Ciência política;
Ciências Sociais;
Cooperação acadêmica;
Crise de 1954;
Diretórios acadêmicos;
Ditadura;
Ensino superior;
Estado e sociedade;
Estados Unidos da América;
Filosofia;
Formação acadêmica;
Formação escolar;
Formação profissional;
Fundação Ford;
Fundação Getulio Vargas;
Governos militares (1964-1985);
Identidade;
Infância;
Instituições acadêmicas;
Instituto Superior de Estudos Brasileiros;
Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj);
Intelectuais;
Intercâmbio cultural;
Intervencionismo;
Ligas camponesas (1955-1964);
Militância política;
Movimento estudantil;
Obras de referência;
Participação política;
Pensamento filosófico;
Pensamento político;
Pensamento social;
Pesquisa científica e tecnológica;
Política;
Pós - graduação;
Produção intelectual;
Psicologia;
Serviço Social do Comércio;
Teatro;

Sumário

1ª Entrevista: 21.07.2011

As origens familiares; juventude em Vila Isabel; os colégios que frequentou; o gosto pela leitura; a busca por um emprego; o interesse pelo teatro; a inclinação inicial pela psicologia durante o curso científico; a aproximação com o professor de filosofia do colégio; a participação num grupo de teatro amador; o início da faculdade de Filosofia; o impacto da crise de agosto de 1954 nas suas convicções políticas; o primeiro semestre; o trabalho como professor particular; o desencantamento com a psicologia; o envolvimento com a faculdade; o segundo semestre do curso; a importância da educação “de vida” aprendida em Vila Isabel; o ambiente universitário; a atuação no diretório acadêmico; as perspectivas de emprego após a graduação; a dificuldade conciliar o trabalho no diretório acadêmico e os estudos; a expectativa de se tornar assistente do professor Álvaro Vieira Pinto após a faculdade; os conflitos com a direção da universidade; a nomeação de Eremildo Luiz Vianna como diretor; o inquérito administrativo do “Clube da Cueca”; o trabalho no Serviço Social do Comércio (SESC); convite do professor Vieira Pinto para ir trabalhar no Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB), em 1960; a ida para o SESC em meados de 1959;o Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB); os conflitos internos no ISEB no início dos anos 60; a proposta original do ISEB em se afastar do ambiente universitário; o estudo sobre a história da filosofia no Brasil; a demissão do SESC em 1963;o engajamento político no início da década de 60; a identificação com a corrente nacionalista; envolvimento com as Ligas Camponesas; o crescente interesse em estudar o pensamento político-social brasileiro com um olhar filosófico; o Instituto Universitário de Pesquisa do Rio de Janeiro (IUPERJ); encontro com o ex-colega de ISEB Gilberto Paim; contato com Cândido Mendes e a proposta para refazer o ISEB; convênio entre a Universidade Cândido Mendes e a Fundação Ford para criar a IUPERJ; a primeira geração de professores do mestrado da IUPERJ; a conformação do programa da IUPERJ ao padrão americano, em 1970; o período de 1967 a 1970 passado na universidade de Stanford; a identidade como cientista político; a reestruturação da grade horária da IUPERJ; a convivência com o momento político da época, de ditadura militar.

2ª Entrevista: 07.10.2011

A criação do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ); os programas de convênios da Fundação Ford; a ida aos Estados Unidos financiada pela Fundação Ford; o início das atividades no IUPERJ com programas de mestrado; o direcionamento acadêmico do IUPERJ; o primeiro grupo de cientistas sociais que integrou o IUPERJ; os objetivos iniciais do IUPERJ; o caráter de intervencionismo político da IUPERJ; a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (ANPOCS); o papel da IUPERJ na criação da ANPOCS; acordo com os departamentos acadêmicos de São Paulo; a proposta inicial da ANPOCS; a interseção entre política e filosofia; o envolvimento com política desde a época na faculdade; escritos políticos nos anos 60;influências intelectuais; admiração pela obra de Jean-Gabriel de Tarde; contato com pensadores brasileiros; passagem pela Fundação Getúlio Vargas; os contatos acadêmicos com países da América Latina; a tendência ensaística dos trabalhos acadêmicos sul-americanos; interlocução com países de língua portuguesa; os caminhos futuros das ciências sociais no Brasil; a tendência da pesquisa micro; a carência de um diálogo entre a dinâmica social e a dinâmica intelectual brasileira; reflexões sobre a sociedade brasileira atual; diferenças entre a produção intelectual acadêmica e a produção direcionada ao público em geral; os desafios do Brasil pós-1988; ausência de estudos sócio-políticos em profundidade sobre temas pertinentes à nova fase do Brasil; a identidade intelectual; o professor Álvaro Borges Vieira Pinto; a importância da perspectiva interdisciplinar nas ciências humanas.




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