Alcides de Souza Amaral

Entrevista

Alcides de Souza Amaral

Entrevista realizada no contexto do projeto "As faces do mago da economia: atuação e legado de Mario Henrique Simonsen", desenvolvido em convênio com a Cia. Bozano, Simonsen e a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), entre 2000 e 2001, com o objetivo de publicar um livro de depoimentos sobre Mario Henrique Simonsen - MÁRIO Henrique Simonsen: um homem e seu tempo, depoimentos ao CPDOC/ Organizadores Verena Alberti, Carlos Eduardo Sarmento, Dora Rocha. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 2002. 310p. il. O entrevistado foi selecionado por ter tido contatos freqüentes com Mario Henrique Simonsen depois de outubro de 1979, quando Mario Henrique Simonsen se tornou membro do conselho do Citicorp, a holding controladora do Citibank, banco em que o entrevistado trabalha há 46 anos.
Forma de Consulta:
Entrevista publicada em livro.
Referência completa: MÁRIO Henrique Simonsen: um homem e seu tempo, depoimentos ao CPDOC/ Organizadores Verena Alberti, Carlos Eduardo Sarmento, Dora Rocha. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 2002. 310p. il.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Verena Alberti
Ignez Cordeiro de Farias
Data: 27/3/2001
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 1h50min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Alcides de Souza Amaral
Nascimento: 23/6/1936; São Paulo; SP; Brasil;

Formação: Formou-se em Jornalismo pela Faculdade de Jornalismo Cásper Libero da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), em 1961. Fez curso intensivo de Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), em 1978.
Atividade: Bancário, ingressou no Citibank, em São Paulo, em 1955, como funcionário de contas correntes, galgando diversos postos na organização (gerente da filial de Curitiba, de 1971 a 1972; de Brasília, em 1973; de Belo Horizonte, de 1974 a 1975, e responsável pelo gerenciamento do setor público e das instituições financeiras e do relacionamento com a área governamental, de 1984 até os anos 1990), até chegar a presidente do Citigroup do Brasil, em 1998. Foi também repórter-redator dos diários associados de São Paulo, entre 1963 e 1967.

Equipe

Levantamento de dados: Ignez Cordeiro de Farias;Verena Alberti;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Ignez Cordeiro de Farias;Verena Alberti;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Virgínia Sena Barradas;

Temas

Bancos comerciais;
Bancos estrangeiros;
Economia;
Golpe de 1964;
Governo Ernesto Geisel (1974-1979);
Mário Henrique Simonsen;
Mercado;
Mercado financeiro;
Petróleo;
Política econômica;

Sumário

Entrevista: 27.03.2001.
Origem familiar; formação escolar; a opção pelo curso de jornalismo; início da vida profissional: trabalho no escritório de cobrança Carlos Scheel e no Citicorp, para onde foi em 1955; o trabalho de redator nos "Diários Associados", onde trabalhou até 1967; legado jornalístico de Cásper Líbero importância do jornalismo na formação da personalidade do entrevistado; o Citibank e o sistema bancário brasileiro nas década de 1950; perspectiva do Golpe militar de 1964 no meio jornalístico; formação econômica autodidata; treinamento para a bolsa de valores de São Paulo, para onde foi em 1966, e caracterização do mercado financeiro neste período; criação do personal bank no Brasil em 1969, pelo Citibank; o curso de operador de bolsa pela Bolsa de Valores do Rio de Janeiro; bancos estrangeiros no Brasil a partir da década de 1970; abertura do mercado nacional aos bancos estrangeiros, a partir da constituição de 1988; criação do primeiro do primeiro cartão de crédito no Brasil, pelo Citibank e associação deste banco com Itaú e Unibanco na década de 1970; Citibank: compra do Banco Crefisul, área de operação na década de 1970 e crescimento desde então; crescimento do crédito bancário a partir da década de 1970; relatório que apresentou a Mário Henrique Simosen para obtenção de financiamento do Fundo de Financiamento da Exportação (Finex) para o Citibank, durante a gestão de Simonsen como ministro da Fazenda (1974-1979); descontentamento do empresariado com a política econômica adotada por Mário Henrique; especulação financeira no período Geisel; financiamento de empresas estatais; crescimento do Citibank no decorrer da década de 1970 e em princípios da década de 1980: as crises do petróleo e a crise da dívida externa; as negociações da dívida externa com os bancos nas décadas de 1980 e 1990; o endividamento externo na década de 1970: governo federal, estados e estatais; entrada de Mário Henrique Simonsen no conselho do Citicorp em 1979 e amplitude de sua contribuição com esta instituição; participação do entrevistado no comitê de negociação da dívida entre 1991 e 1994 como representante do Citibank Brasil; convivência profissional e pessoal com Mário Henrique Simonsen entre 1991 e 1994: inteligência e humildade de Simonsen; desenvolvimento da doença de Simonsen; Simonsen: inteligência, integridade e ecletismo; experiência como presidente em exercício do Citibank durante 3 meses em 1994, quando coordenou a venda do Crefisul; assunção da presidência do Citibank Brasil (1998); identificação pessoal com Mário Henrique Simonsen: falta de grandes ambições políticas e materiais; caracterização de Simonsen como formador de opinião após sua saída do governo; críticas sofridas pelo Citibank por financiar empresas estatais na década de 1970, durante o governo militar.
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