Arthur João Donato

Entrevista

Arthur João Donato

Entrevista realizada no contexto do projeto "As faces do mago da economia: atuação e legado de Mario Henrique Simonsen", desenvolvido em convênio com a Cia. Bozano, Simonsen e a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), entre 2000 e 2001, com o objetivo de publicar um livro de depoimentos sobre Mario Henrique Simonsen - MÁRIO Henrique Simonsen: um homem e seu tempo, depoimentos ao CPDOC/ Organizadores Verena Alberti, Carlos Eduardo Sarmento, Dora Rocha. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 2002. 310p. il. Como empresário, presidente do Sinaval e da Firjan, o entrevistado acompanhou diversas conjunturas e políticas econômicas desde o fim da década de 1950 até os anos 1990, tendo tido contato com Mario Henrique Simonsen, em diferentes oportunidades.
Forma de Consulta:
Entrevista publicada em livro.
Referência completa: MÁRIO Henrique Simonsen: um homem e seu tempo, depoimentos ao CPDOC/ Organizadores Verena Alberti, Carlos Eduardo Sarmento, Dora Rocha. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 2002. 310p. il.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Verena Alberti
Carlos Eduardo Barbosa Sarmento
Data: 2/5/2001
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 1h45min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Arthur João Donato
Nascimento: 16/8/1922; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Falecimento: 21/12/2002; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Formação: Formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil, atual UFRJ, em 1945 e completou o curso de doutorado em Direito Público na mesma faculdade em 1948.
Atividade: Exerceu a advocacia em causas trabalhistas e cíveis até 1960; Presidente das Indústrias Reunidas Caneco S.A.(Estaleiro Caneco) de 1960 a 1990 e novamente em 1992; Presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Naval (SINAVAl) de 1961-1963, de 1965 a 1967 e de 1970 a 1973; Representante dos Empregadores no Conselho de Administração do Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Marítimos e 1964 a 1966; Representante do Empresariado na Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro (JUCERJA) de 1975 a 1979; Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN) de 1980 a 1995; À Época da entrevista, era Vice-Presidente da Confederação Nacional das Indústrias (tendo exercido a presidência em 1998).

Equipe

Levantamento de dados: Verena Alberti;Carlos Eduardo Barbosa Sarmento;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Verena Alberti;Carlos Eduardo Barbosa Sarmento;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Viviane de Fátima Magalhães;

Temas

Confederação Nacional da Indústria;
Economia;
Governo João Goulart (1961-1964);
Indústria naval;
Inflação;
Jânio Quadros;
Mário Henrique Simonsen;
Petróleo;
Plano de Metas (1956-1960);
Planos econômicos;

Sumário

Entrevista: 02.05.2001
Fita 1-A: Origens familiares e atividades industriais da família; exploração de madeira no Norte do Espírito Santo; formação escolar; motivos da escolha por advocacia e início da vida profissional; reativação das Indústrias Reunidas Caneco S.A. (estaleiro Caneco) em decorrência do Plano de Metas (1956-1960); início da atividades nas empresas da família; comentário sobre a eleição para a presidência no Sindicato da Indústria de Construção Naval (Sinaval-1961-1963/1965-1967/1970-1973); divisão das atividades industriais entre Rio de Janeiro (indústria naval) e São Paulo (indústria automobilística); primeira atuação na Junta Comercial do Rio de Janeiro (Jucerja-1964-1966).
Fita 1-B: Desenvolvimento da indústria naval durante o governo Juscelino Kubitschek; defasagem da indústria naval nacional em relação à indústria naval estrangeira; integração entre a Marinha e a indústria naval nacional; motivos da entrevista com o Presidente Jânio da Silva Quadros (Jan-Ago/1961); agitações grevistas na indústria naval durante o governo do Presidente João Belchior Marques Goulart (1961-1964); a entrevista com Jânio Quadros; apoio dos governos militares à indústria naval e desenvolvimento desta nos anos 1970; primeiros contatos com Mário Henrique Simonsen; influência de Mário Henrique na mudança da visão do empresariado quanto a economia como ciência.
Fita 2-A: Mário Henrique na Confederação Nacional da Indústria (CNI); Mário Henrique como porta-voz do empresariado junto ao governo durante a criação do Plano de Ação Econômica do Governo (PAEG); apoio de Mário Henrique à fusão entre Rio de Janeiro e Estado da Guanabara (1974); reflexos da fusão do Estado sobre a Federação de Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan); motivos da indicação do almirante Floriano Peixoto Faria Lima para o governo do Rio de Janeiro (1975-1979); apoio de Mário Henrique, enquanto ministro, à economia do Rio de Janeiro, principalmente ao setor de construção naval; descontentamento empresarial em relação à política contencionista adotada por Mário Henrique a partir de 1976; crise do petróleo e contenção da inflação; relacionamento entre Mário Henrique e o empresariado carioca; preocupação em fazer-se entender ao público, que de forma geral, era bastante variado.
Fita 2-B: atuação de Mário Henrique como orador em ocasiões formais ou informais; saída do governo: retorno ao exercício intelectual; considerações sobre o nível de conhecimento de Mário Henrique; prestígio intelectual de Mário Henrique; opinião sobre o grupo político do governo brasileiro hoje; condições de crescimento científico e econômico para o Brasil; ausência de uma personalidade no meio econômico que substitua Mário Henrique enquanto pensador e consultor.
Entrevista: 02.05.2001

Fita 1-A: Origens familiares e atividades industriais da família; exploração de madeira no Norte do Espírito Santo; formação escolar; motivos da escolha por advocacia e início da vida profissional; reativação das Indústrias Reunidas Caneco S.A. (estaleiro Caneco) em decorrência do Plano de Metas (1956-1960); início da atividades nas empresas da família; comentário sobre a eleição para a presidência no Sindicato da Indústria de Construção Naval (Sinaval-1961-1963/1965-1967/1970-1973); divisão das atividades industriais entre Rio de Janeiro (indústria naval) e São Paulo (indústria automobilística); primeira atuação na Junta Comercial do Rio de Janeiro (Jucerja-1964-1966).
Fita 1-B: Desenvolvimento da indústria naval durante o governo Juscelino Kubitschek; defasagem da indústria naval nacional em relação a indústria naval estrangeira; integração entre a Marinha e a indústria naval nacional; motivos da entrevista com o Presidente Jânio da Silva Quadros (Jan-Ago/1961); agitações grevistas na indústria naval durante o governo do Presidente João Belchior Marques Goulart (1961-1964); a entrevista com Jânio Quadros; apoio dos governos militares à indústria naval e desenvolvimento desta nos anos 1970; primeiros contatos com Mário Henrique Simonsen; influência de Mário Henrique na mudança da visão do empresariado quanto a economia como ciência.
Fita 2-A: Mário Henrique na Confederação das Indústrias Nacionais (CNI); Mário Henrique como porta-voz do empresariado junto ao governo durante a criação do Plano de Ação Econômica do Governo (PAEG); apoio de Mário Henrique à fusão entre Rio de Janeiro e Estado da Guanabara (1974); reflexos da fusão do Estado sobre a Federação de Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan); motivos da indicação do almirante Floriano Peixoto Faria Lima para o governo do Rio de Janeiro (1975-1979); apoio de Mário Henrique, enquanto ministro, à economia do Rio de Janeiro, principalmente ao setor de construção naval; descontentamento empresarial em relação à política contencionista adotada por Mário Henrique a partir de 1976; crise do petróleo e contenção da inflação; relacionamento entre Mário Henrique e o empresariado carioca; preocupação em fazer-se entender ao público, que de forma geral, era bastante variado.
Fita 2-B: atuação de Mário Henrique como orador em ocasiões formais ou informais; saída do governo: retorno ao exercício intelectual; considerações sobre o nível de conhecimento de Mário Henrique; prestígio intelectual de Mário Henrique; opinião sobre o grupo político do governo brasileiro hoje; condições de crescimento científico e econômico para o Brasil; ausência de uma personalidade no meio econômico que substitua Mário Henrique enquanto pensador e consultor.
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