Augusto Ernesto Santos Silva

Entrevista

Augusto Ernesto Santos Silva

Entrevista realizada no contexto do projeto “Cientistas sociais de países de Língua Portuguesa: histórias de vida”, com financiamento do Programa de Cooperação em matéria de Ciências Sociais para os países da comunidade de Língua Portuguesa (Programa Ciências Sociais CPLP) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Vídeo, com consulta no portal. Clique aqui para acessar o vídeo.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Helena Maria Bousquet Bomeny
Celso Castro
Data: 9/5/2013
Local(ais):
Porto ; ; Portugal

Duração: 2h5min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Augusto Ernesto Santos Silva
Nascimento: 20/8/1956; Porto; ; Portugal;

Formação: Licenciou-se em História pela Universidade do Porto em 1978. Em 1992 concluiu um Doutorado em Sociologia pela ISCTE (Instituto Universitário em Lisboa.
Atividade: É professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Porto, onde ingressou em 1981. Na política foi eleito deputado à Assembleia da República em 1995. Foi Secretário de Estado da Administração Educativa (1999-2000) e Ministro da Educação (2000-2001) e da Cultura (2001-2002), nos governos de António Guterres. Posteriormente, assumiu os cargos de Ministro dos Assuntos Parlamentares (2005-2009) e da Defesa Nacional (2009-2011), com José Sócrates.

Equipe


Transcrição: Lia Carneiro da Cunha;

Conferência da transcrição: Juliana Rodrigues de Oliveira Souza;

Técnico Gravação: Thais Blank; Ítalo Rocha Viana; Ninna Carneiro;

Temas

Anos 1970;
Anos 1980;
Atividade profissional;
Bibliografias;
Ciência política;
Ciências Sociais;
Comunismo;
Crises econômicas;
Cultura;
Democracia;
Ditadura;
Economia;
Ensino superior;
Família;
Formação acadêmica;
Formação escolar;
Formação profissional;
História;
Ideologia;
Industrialização;
Intelectuais;
Intercâmbio científico e tecnológico;
Letras;
Magistério;
Metodologia de pesquisa;
Mídia;
Militância política;
Militares;
Ministério da Cultura;
Ministério da Defesa;
Ministério da Educação;
Obras de referência;
Partidos políticos;
Pierre Bourdieu ;
Política;
Portugal;
Redemocratização;
Revolução dos Cravos (1974);
Serviço militar;
Social democracia;
Socialismo;
Sociologia;

Sumário

Entrevista: 09.05.2013

Origens; a formação acadêmica inicial e o curso de graduação em História; a intenção de melhor contribuir para as questões sociais; a sociologia como um ponto distante em Portugal; a formação familiar; os estudos primários e secundários; a divisão política na família; as opções políticas e ambiente acadêmico; a distância no secundário do Partido Comunista Português; o conservadorismo do pai e a ligação do irmão mais velho com o Partido Comunista; a descrença na revolução democrática vinda da parte dos militares; o recrutamento militar obrigatório; a Revolução de 1974; as ações dentro da Faculdade de Letras; a lembrança dos professores; a falta de densidade e qualidade no curso de Historia; a normalização da democracia portuguesa em 1976; as divergências quanto à gestão imposta; a formação em História; a atividade profissional como professor antes do fim da faculdade; a grande inclinação para a mídia; o campo cultural como mais influente para a explicar a aversão a ditadura; a aproximação com a mídia pela preferência de argumentação e escrita; a ligação do trotskismo com as preferências pessoais; as transformações pós-revolução de 1974; as mudanças do ponto de vista cotidiano depois de 25 de abril de 1974; a leitura constante e a transição do trotskismo à social democracia; a entrada como professor em Introdução às Ciências Sociais; a alternativa à sociologia ao lecionar na Faculdade de Economia; o caminho do interesse nas Ciências Sociais e o distanciamento da História Social; a continuação dos estudos; a substituição do mestrado por provas de aptidão científica e pedagógica; cursos no decorrer da década de 1980 e o afastamento da Historia e aproximação da sociologia; a diferença teoria dos portugueses com relação a outros países; a influência de Pierre Bourdieu; a influência de autores brasileiros na constituição do campo sociológico português; a tradição das Ciências Sociais portuguesas; a grande aproximação da economia às ciências sociais; o Manual de metodologia das ciências sociais; o interesse acadêmico pelos temas referentes à sociologia da cultura; a sociologia da cultura como uma explicação sociológica de processos sociais a partir de padrões comportamentais; a utilização de teoria política na atuação politica; as Ciências Sociais e a política; a relação da sociologia com o ato de governar; a diferença ideológica da adolescência para a maturação da atuação política; a gerência acadêmica; as contribuições na imprensa; a desconfiança em relação aos autores clássicos; as incoerências da intelectualidade proposta por Bourdieu; o entendimento do dever do intelectual em interferir na imprensa; as atividades políticas; a licença da Faculdade de Economia durante o período de responsabilidades governamentais; o Ministério da Educação e Ministério da Cultura; a seguinte passagem pelo Ministério da Defesa; a preferência pelo Ministério da Cultura; a produção e posição intelectual no governo; os pontos positivos e a boa interação da sociologia com a ação política; a ação política e a sociologia; os confrontos ideológicos de acordo com as necessidades de atuação política; a conjuntura internacional como liquidadora do governo do Partido Socialista; a saída do governo ainda ligado ao Partido Socialista; o retorno a vida docente; as leituras para retomar a atividade intelectual; o doutoramento; o título obtido no ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa; a ligação com os colegas de profissão e mestres provenientes do mesmo instituto; o interesse pelos estudos da industrialização em meio rural da cidade do Porto do ponto de vista cultural e simbólico; a sociologia da cultura como ferramenta para a análise de comportamentos sociais; influências bibliográficas e opiniões políticas; diferentes preferências bibliográficas; os Manuscritos Econômico-Filosóficos de Karl Marx; a sociologia da religião de Max Weber; o momento de Portugal pós-crise econômica de 2008; o entendimento de uma reação excessiva ao governo português; a diferenciação da opinião política a opinião intelectual; conclusão e agradecimentos.


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