Celso Furtado III

Entrevista

Celso Furtado III

Entrevista realizada no contexto do projeto "Memória do BNDES", desenvolvido pelo CPDOC em convênio com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Ela foi utilizada como subsídio para a produção do livro “O BNDES e o Plano de Metas – 1956-61” / José Luciano de Mattos Dias. Rio de Janeiro, BNDES/CPDOC, 1996. A escolha do entrevistado se justificou por seu papel destacado no encaminhamento e discurso do projeto de desenvolvimento brasileiro nas décadas de 1950 e 1960.
Forma de Consulta:
Entrevista em vídeo disponível na Sala de Consulta do CPDOC.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
José Luciano de Mattos Dias
Alexandra de Mello e Silva
Data: 19/11/1992
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 1h6min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Celso Monteiro Furtado
Nascimento: 26/7/1920; Pombal; PB; Brasil;

Falecimento: 20/11/2004; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Formação: Faculdade de Direito da Universidade do Brasil (1944). Doutorado em Economia na Faculdade de Direito e Ciências Econômicas de Sorbonne (França, 1948). London School of Economics (Inglaterra, 1947). Pós-graduação no King`s College, Inglaterra (1957-58).
Atividade: Integrou a Força Expedicionária Brasileira- FEB (1945). Trabalhou no DASP e na Fundação Getúlio Vargas (FGV). Integrou também a Comissão Econômica para a América Latina- CEPAL, órgão das Nações Unidas (1949-1957). Presidiu na década de 1950, o grupo misto CEPAL-BNDES, que elaborou um estudo sobre a economia brasileira que servia de base para o Plano de Metas do governo Juscelino Kubitschek. Foi Diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE, atual BNDES). Participou da criação, em 1959 da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE), tendo sido superintendente da mesma. Foi Ministro de Planejamento no Governo João Goulart, entre 1962 e 1963. Ocupou diversos cargos nas Universidades de Yale, Harvard e Colúmbia (EUA), Cambridge (Inglaterra) e Sorbonne (França), durante as décadas de 1960 e 1970. Em 1985 foi convidado a participar da Comissão do Plano de Ação do Governo Tancredo Neves, e logo em seguida é nomeado Embaixador do Brasil junto à Comunidade Econômica Européia (CEE). Foi ministro da Cultura entre 1986 e 1988. Foi eleito para a Academia Brasileira de letras (ABL) em 1997.

Equipe


Técnico Gravação: Célia Maria Leite Costa; Marco Dreer Buarque;

Sumário: Tiago Coelho Fernandes;

Temas

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social;
Brasília;
Celso Furtado;
Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe;
Estado Nacional;
Golpe de 1964;
Governo Jânio Quadros (1961);
Inflação;
Juscelino Kubitschek;
Planejamento econômico;
Plano de Metas (1956-1960);
Região Nordeste;
Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene);

Sumário

O trabalho na Comissão Econômica para a América Latina (Cepal): pesquisa de planejamento; formação do grupo misto Cepal-BNDE; inspiração para técnicas de planejamento: caso francês, aplicação à realidade latino-americana; comentários sobre a dinâmica da entrada de capitais externos na América Latina; a equipe do grupo misto; critérios para o estabelecimento de metas pelo grupo; relação do planejamento estatal com iniciativa privada; implementação do Plano de Metas (1956-1960); desenvolvimento da consultoria técnica no Brasil; comentários sobre a construção de Brasília e seus reflexos econômicos; breve comentários sobre Juscelino Kubitschek; volta para o Brasil após período de estudos na Inglaterra (1958): convite para o BNDE, preocupação com o Nordeste; estudos sobre o Nordeste; criação e funcionamento da Sudene; o sistema de incentivos fiscais durante o governo Jânio Quadros; coesão da equipe e casos de polêmicas internas do BNDE; visão do entrevistado sobre inflação; prioridade do BNDE de financiamento no setor público; a dinâmica da tomada de decisões nas instâncias deliberativas da política econômica; diferenciação entre técnica e política na Sudene; comentários sobre o Estado brasileiro: tradição de trabalhos sérios e respeitosos, ruptura de 1964, degradação da vida institucional, surgimento de atitudes anti-estatais; importância do Estado no desenvolvimento político, social e econômico.
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