Djenal Nobre Cruz

Entrevista

Djenal Nobre Cruz

Entrevista realizada no contexto do projeto "História do Movimento Negro no Brasil", desenvolvido pelo CPDOC em convênio com o South-South Exchange Programme for Research on the History of Development (Sephis), sediado na Holanda, a partir de setembro de 2003. A pesquisa tem como objetivo a constituição de um acervo de entrevistas com os principais líderes do movimento negro brasileiro. Em 2004 passou a integrar o projeto "Direitos e cidadania", apoiado pelo Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex) do Ministério da Ciência e Tecnologia. As entrevistas subsidiaram a elaboração do livro "Histórias do movimento negro no Brasil - depoimentos ao CPDOC." Verena Alberti e Amilcar Araujo Pereira (orgs.). Rio de Janeiro: Pallas; CPDOC-FGV, 2007. A escolha do entrevistado se justificou por seu papel destacado no movimento negro do Sergipe desde a década de 1980.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Entrevista em áudio disponível na Sala de Consulta do CPDOC.
Entrevista em vídeo disponível na Sala de Consulta do CPDOC.
Entrevista publicada em livro.
Referência completa: Histórias do movimento negro no Brasil - depoimentos ao CPDOC. Verena Alberti e Amilcar Araujo Pereira (orgs.). Rio de Janeiro: Pallas; CPDOC-FGV, 2007.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Verena Alberti
Amilcar Araujo Pereira
Data: 2/7/2005
Local(ais):
Brasília ; DF ; Brasil

Duração: 0h45min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Djenal Nobre Cruz
Nascimento: 17/1/1956; Aracaju; SE; Brasil;

Formação: Formado em Pedagogia (2001).
Atividade: Militante do Movimento Negro, em Sergipe, na década de 1980. Coordenador de políticas de promoção da igualdade racial, da Prefeitura de Aracaju, desde 2003.

Equipe

Levantamento de dados: Amilcar Araujo Pereira;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Verena Alberti;Amilcar Araujo Pereira;

Transcrição: Amilcar Araujo Pereira;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes; Marco Dreer Buarque;

Sumário: Gabriel Cardoso;

Temas

Atividade profissional;
Cultura;
Discriminação racial;
Ensino superior;
Família;
Literatura;
Marxismo;
Militância política;
Movimento cultural;
Movimento negro;
Movimentos sociais;
Música;
Obras de referência;
Obras literárias;
Partido dos Trabalhadores - PT;
Partidos políticos;
Pedagogia;
Política;
Políticas públicas;
Racismo;
Representações;
Sergipe;

Sumário

Entrevista: 02.07.2005

Fita 1-A: Origem; a influência do ambiente cultural na casa do entrevistado; a relação do pai com políticos locais; o interesse por cultura, notadamente poesia durante a juventude; a militância política; a influência do livro Poemas de Angola, de Agostinho Neto, na sua descoberta como negro; a primeira formação dentro do movimento negro no Grupo de Artes Cênicas Castro Alves, sob a liderança de Severo Darcelino; as diferenças político-ideológicas com Severo Darcelino; a primeira formação política marxista e a mudança no olhar e na forma de pensar a sociedade; a forma precursora de encarar o racismo no grupo de Severo Darcelino; a influência da avó e da cidade de Laranjeiras no debate racial; o surgimento da União dos Negros de Aracajú (UNA), em 1986, hoje Sociedade Afro-Sergipana (Sase); a filiação e a fundação do Partido dos Trabalhadores (PT) em Sergipe; o ressurgimento da questão racial dentro do movimento cultural em Sergipe; a importância dos blocos afros dentro do assumir negro sergipano; a inclusão do candomblé nas discussões e ações do movimento negro sergipano; comentários sobre a importância de levar a luta do movimento negro para dentro do partido político e dos espaços de representação.
Fita 1-B: A atuação como Secretário Estadual de Combate ao Racismo do PT do Sergipe; comentários sobre o aparecimento de lideranças negras na política; a não pretensão do entrevistado em ser candidato político; comentários sobre as diferentes fases de luta do movimento negro; breve comentário sobre duas vertentes do movimento negro: o hip hop e o reggae; o trabalho do entrevistado como coordenador de Promoção da Igualdade Racial da prefeitura de Aracaju; a formação técnica em Nutrição; o concurso público estadual prestado e o trabalho com alternativa de alimentos para a população das comunidades rurais; comentários sobre a entrada na universidade, no curso de Pedagogia; o contato com a obra de Agostinho Neto através da livraria de Bosco Rolemberg, em Aracaju; as discussões e a efervescência cultural em torna da livraria; comentários sobre a atividade profissional da família e sua participação no movimento negro.
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