Gerhard Julius Liesegang

Entrevista

Gerhard Julius Liesegang

Entrevista realizada no contexto do projeto “Cientistas sociais de países de Língua Portuguesa: histórias de vida”, com financiamento do Programa de Cooperação em matéria de Ciências Sociais para os países da comunidade de Língua Portuguesa (Programa Ciências Sociais CPLP) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O projeto teve vigência de dois anos (2008/2009). Para ter acesso à transcrição e ao vídeo da entrevista clique aqui.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Entrevista em vídeo disponível na Sala de Consulta do CPDOC e trechos no portal.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Guilherme Mussane
Data: 12/8/2008
Local(ais):
Maputo ; -- ; Moçambique

Duração: 1h46min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Gerhard Julius Liesegang
Nascimento: 2/10/1940; -; --; Alemanha;

Formação: Graduação em Cîências Sociais pela Universidade de Colônia.
Atividade: Docente de História de África e de Moçambique de 1977 a 1981 e de 1986 até ao presente e de metodologia de investigação de 2004 a 2008 da Universidade Eduardo Mondlane em Moçambique. De 1980 a 1986 colaborador a tempo parcial do Arquivo Histórico de Moçambique em trabalho de campo (especialmente em Gaza, Inhambane, Niassa, Nampula). Colaborador de programas arqueológicos das universidades de Frankfurt (Frobenius-Institut) e Bayreuth,: Mali (1974), Tanzânia (1974, 1977) e na Nigéria do Norte (1990-1991, 1994) e na área da História social da Guerra da Universidade de Hannover (1994-95). Supervisor de mais de 40 teses de licenciatura sobre história de Moçambique.

Equipe

Levantamento de dados: Guilherme Mussane;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Guilherme Mussane;

Transcrição: Maria Izabel Cruz Bitar;

Conferência da transcrição: Carlos Subuhana ;

Técnico Gravação: Marco Dreer Buarque; Ítalo Rocha Viana;

Sumário: Ítalo Rocha Viana;

Temas

África;
Antropologia;
Assuntos familiares;
Ciências Sociais;
Comunidade dos Países de Língua Portuguesa;
Ensino;
Formação acadêmica;
História;
História de vida;
Mary Douglas ;
Moçambique;
Obras de referência;
Produção intelectual;

Sumário

Entrevista: 12.08.2008

Origens; recordações familiares; a fuga para o oeste; os primeiros passos escolares; anos de formação; o interesse pelas Ciências Sociais; menção ao ingresso na Universidade de Colônia, em 1959; comentários sobre os estudos da professora Sigrid Westphal-Hellbusch, da Universidade de Berlim; a escolha por fazer o doutorado orientado por Isaac Schapera; os estudos na Europa: Berlim, Colônia e Londres; Raymond Firth, Isaac Schapera e Mary Douglas, como personagens importantes na sua formação; a função de assistente de professor; o interesse pela África, História e movimentos culturais; o contato com Margot e Jorge Dias, em Portugal; referência a algumas publicações: “Contribuição ao estudo das histórias dos Nguni de Gaza no sul de Moçambique, 1820-1895” e “Resposta das questões sobre os Cafres ou notícias etnográficas sobre Sofala do fim do século XVIII”; a ida para Moçambique, onde permaneceu entre 1969 e 1971; menção ao primeiro contato com moçambicanos, quando estava em Lisboa; a relação com Antônio Rita Ferreira; breve comentário sobre o encontro com Luís Bernardo Honwana; considerações a respeito da universidade em Moçambique nessa época: o controle ideológico exercido por Portugal; investigações sobre a História africana; o regresso à Alemanha para o Frobenius Institut; o regresso a Moçambique; menção à equipe formada por Ganhão, historiador em Moçambique; observações acerca da Universidade Eduardo Mondlane e sua estrutura acadêmica; as mudanças no ensino de Moçambique: as diferenças nas universidades dos anos logo após a independência para a época da entrevista (agosto de 2008); o Centro de Estudos Africanos e sua a paralisação após a morte de Ruth First, em 1985; menção à criação do novo curso de História; referência aos problemas institucionais; estudos sobre comportamentos em Moçambique; a investigação da história pré-colonial de Gaza; a presença dos estudos de Junod na sua obra; comentários sobre suas impressões sobre a investigação; referenciais teóricos e o cientista social na atualidade; ideias sobre o comportamento territorial; o antigo aluno Luís Covane, como exemplo: era, à época da entrevista, Vice-ministro da Cultura em Moçambique; mudanças na produção científica e na estrutura acadêmica por volta de 1985; opinião com relação à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e as distintas relações de poder entre estes países; as relações entre as ciências.
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