Gregório Bezerra

Entrevista

Gregório Bezerra

Entrevista realizada no contexto da pesquisa "Trajetória e Desempenho das Elites Políticas Brasileiras", parte integrante do projeto institucional do Programa de História Oral do CPDOC, em vigência desde sua criação, em 1975. A entrevista foi realizada a fim de colher informações para a publicação do livro "Getúlio: uma história oral" (Record, 1986). Esta entrevista subsidiou a elaboração da tese de doutorado de Dulce Pandolfi, publicada no livro Camaradas e companheiros: memória e história do PCB (Rio de Janeiro, Relume-Dumará; Fundação Roberto Marinho, 1995). A escolha do entrevistado se justificou porque participou da Aliança Nacional Libertadora (ANL) e foi deputado federal, representando o estado de Pernambuco.
Forma de Consulta:
Entrevista em áudio disponível na Sala de Consulta do CPDOC.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Dulce Chaves Pandolfi
Data: 1/2/1983
Local(ais):
Recife ; PE ; Brasil

Duração: 0h45min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Gregório Bezerra
Nascimento: 13/3/1900; -; -; Brasil;

Falecimento: 21/10/1983; São Paulo; SP; Brasil;

Formação: Em 1922 alistou-se no exército; alfabetizou-se aos 25 anos e em 1929 entrou para a Escola de Sargentos.
Atividade: Foi instrutor da Companhia de Metralhadoras Pesadas na Vila Militar e instrutor de esportes no Rio de Janeiro. Em Recife, filiou-se em 1930, ao Partido Comunista Brasileiro (PCB). Em 1935, liderou o levante militar promovido pela Aliança Nacional Libertadora (ALN), movimento também conhecido como “Intentona Comunista”. Condenado a 28 anos de prisão, foi levado, primeiro par Fernando de Noronha e, depois para o Rio de Janeiro, no presídio Frei Caneca, onde dividiu cela com o ex-comandante da Coluna Prestes e Secretário Geral do Partido Comunista do Brasil, Luís Carlos Prestes. Com o fim do Estado Novo, foi anistiado e elegeu-se constituinte (depois Deputado Federal), em 1946 por Pernambuco na legenda do PCB, sendo o deputado constituinte mais votado do Estado. Teve seu mandato cassado em 1948, juntamente com todos os parlamentares comunistas. Viveu na clandestinidade por nove anos, organizando núcleos sindicais no Paraná e em Goiás. Foi preso imediatamente após o golpe militar brasileiro de 1964, quando tentava organizar a resistência armada dos camponeses ao golpe em apoio ao Governo Federal de Jaó Goulart, e Estadual de Miguel Arraes de Alencar. Foi torturado, condenado a 19 anos de reclusão e teve seus direitos políticos cassados por força do Ato Institucional nº1. Foi libertado em 1969 juntamente com outros 14 presos políticos, em troca da devolução do embaixador estadunidense no Brasil Charles Burke Elbrich, seqüestrado por um grupo de oposição armada. Viveu no México e na então União Soviética. Com a promulgação da anistia, voltou ao Brasil dez anos depois, e logo entrou em divergência com o seu partido (o PCB), desligando-se de seu quadro. Gregório apoiou o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e, nessa legenda, candidatou-se, em 1982, à Câmara dos Deputados, ficando como suplente.

Equipe

Levantamento de dados: Dulce Chaves Pandolfi;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Dulce Chaves Pandolfi;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Plínio de Abreu Ramos;

Temas

Aliança Nacional Libertadora (1935);
Campanha do petróleo (1948-1953);
Estado Novo (1937-1945);
Getúlio Vargas;
Governo Provisório (1930-1934);
Gregório Bezerra;
Integralismo;
Legislação trabalhista;
Luís Carlos Prestes;
Partido Comunista Brasileiro - PCB;
Plano Cohen (1937);
Revolta comunista (1935);
Revolução de 1930;

Sumário

Fita 1: Sua participação na Revolução de 1930; destacado em unidade do Exército sediada em Minas; uma revolução de massa; a negativa de Luis Carlos Prestes em participar do movimento revolucionário; omissão do PCB; lutou em 1932 ao lado do Governo Provisório; fortalecimento do poder político de Vargas após a derrota paulista; surgem em todo país focos de conspiração golpista; inquietações militares; ambiente de insurreição nos quartéis; ANL; pontos principais do programa da Aliança; projeção popular da pregação aliancista; expectativa de guerra mundial; ascensão do fascismo na Europa; posições conservadoras contra a ANL; preparo da Revolução de 1935; a presença do PCB no movimento; retraimento da pequena burguesia; ação revolucionária em Natal, Recife e Rio de Janeiro; unidades militares envolvidas; derrota da Revolução fortalece o poder de Vargas; a repressão; Vargas aproxima-se do integralismo; Plano Cohen; PCB ao lado de José Américo; o povo acreditava nas eleições; Vargas tinha medo de perder; participação integralista no golpe de estado; intentona integralista; legislação trabalhista de Vargas; suas origens na carta fascista de Mussolini; as duas fases do Estado Novo; Vargas e o nacionalismo; apoio nacional a Vargas contra o nazi-fascismo; a repressão do Estado Novo comparada à de 1964; apoio do PCB a Cristiano Machado em 1950; Vargas e a campanha do petróleo; posição dos comunistas no segundo governo; mudança de orientação às vésperas do golpe; o partido no governo Dutra; Jango poderia ter resistido; o oportunismo de Vargas; na constituinte, Vargas não cumprimentava os parlamentares comunistas; se Vargas teve algum contato pessoal com Prestes, foi por trás dos bastidores.
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