Jarbas Passarinho I

Entrevista

Jarbas Passarinho I

Entrevista realizada no contexto do projeto "As faces do mago da economia: atuação e legado de Mario Henrique Simonsen", desenvolvido em convênio com a Cia. Bozano, Simonsen e a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), entre 2000 e 2001, com o objetivo de publicar um livro de depoimentos sobre Mario Henrique Simonsen - MÁRIO Henrique Simonsen: um homem e seu tempo, depoimentos ao CPDOC/ Organizadores Verena Alberti, Carlos Eduardo Sarmento, Dora Rocha. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 2002. 310p. il. O entrevistado foi selecionado por ter designado, como ministro da Educação (1969-1974), Mario Henrique Simonsen para a presidência do Mobral (1970-1974).
Forma de Consulta:
Entrevista publicada em livro.
Referência completa: MÁRIO Henrique Simonsen: um homem e seu tempo, depoimentos ao CPDOC/ Organizadores Verena Alberti, Carlos Eduardo Sarmento, Dora Rocha. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 2002. 310p. il.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Verena Alberti
Carlos Eduardo Barbosa Sarmento
Data: 4/4/2001
Local(ais):
Brasília ; DF ; Brasil

Duração: 2h40min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Jarbas Gonçalves Passarinho
Nascimento: 11/1/1920; Xapuri; AC; Brasil;

Falecimento: 5/6/2016; Brasília; DF; Brasil;

Formação: Militar, cursou a Escola Militar de Realengo (1940-1943), a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (1950) e a Escola de Comando do Estado-Maior do Exército (1953-1955).
Atividade: Superintendente adjunto e em seguida superintendente da Petrobras na região amazônica (1958-1960); chefe do Estado Maior do comando militar da Amazônia e a 8ª região militar (1962); governador do Pará, eleito indiretamente (1964-1966); ministro do trabalho e previdência social, durante o governo Costa e Silva (1967-1969); ministro da educação durante o governo Médici (1969-1974); senador pelo Pará (1974-1983); Ministro da Previdência e Assistência Social durante o governo Figueiredo (1983-1985); senador constituinte (1987-1988); ministro da Justiça no Governo Collor (1990-1992); senador pelo Pará (1992-1995).

Equipe

Levantamento de dados: Verena Alberti;Carlos Eduardo Barbosa Sarmento;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Verena Alberti;Carlos Eduardo Barbosa Sarmento;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Virgínia Sena Barradas;

Temas

Acre;
Analfabetismo;
Assembleia Nacional Constituinte de 1987-1988;
Borracha;
Brasil;
Delfim Neto;
Ensino público;
Força Expedicionária Brasileira (1943-1945);
Formação escolar;
Governo Costa e Silva (1967-1969);
Governo Emílio Médici (1969-1974);
Governo João Figueiredo (1979-1985);
Governo Juscelino Kubitschek (1956-1961);
Greves;
Henrique Teixeira Lott;
Jânio Quadros;
Jarbas Passarinho;
Mário Henrique Simonsen;
Minas Gerais;
Ministério da Educação e Cultura;
Ministério do Trabalho e Previdência Social;
Movimento Brasileiro de Alfabetização;
Pará;
Partido da Frente Liberal - PFL;
Partido Democrático Social - PDS;
Petrobras;
Repressão política;
Segunda Guerra Mundial (1939-1945);

Sumário

Entrevista: 04.04.2001
Origem familiar; mercado da borracha nas décadas de 1910-20: razões da decadência dos seringais brasileiros; mudança com a família do Acre para o Pará; formação escolar; formação militar: a escola de Cadetes em Porto Alegre (RS) e a Escola do Realengo no Rio de Janeiro (1941-1943); o curso de Artilharia na Escola Militar do Pará; posição acerca do envolvimento do Brasil na Segunda Guerra Mundial; experiência como voluntário da Força Expedicionária Brasileira (FEB), na base de Belém; episódio em 1955 a partir do qual o entrevistado passou a ser considerado subversivo devido à posição contrário ao general Henrique Teixeira Lott; ida para Belém em 1955, como quadro da Força Maior; razões de sua ida para a Petrobrás, como superintendente adjunto e avaliação dos três anos em que trabalhou nesta empresa; experiência como superintendente da Petrobrás, já no governo de Juscelino Kubitschek e sua relação posterior com Jânio Quadros; importância de um opúsculo que escreveu nos EUA para o convite para o ministério do Trabalho e Previdência feito pelo presidente da República Artur da Costa e Silva (1967-1969); a unificação do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) efetuada durante a gestão do entrevistado no ministério do Trabalho e Previdência, durante o governo Costa e Silva; [a política salarial do Programa de Ação Econômica do Governo (Paeg): envolvimento de ministério do trabalho, mecanismo de reposição salarial; atribuição da autoria da fórmula de correção salarial do Paeg a Mário Henrique Simonsen; greves em Minas Gerais em virtude de perdas salarias; avaliação de sua passagem pelo ministério do Trabalho no governo Costa e Silva; [o convite para o ministério da Educação no governo de Emílio Garrastazu Médici, que assumiu em novembro de 1969; prioridades assumidas como ministro da Educação: o problema do analfabetismo e democratização do ensino público de segundo e terceiro graus; breve comentário sobre a criação do Mobral pelo ministro da Educação Paulo de Tarso de Moraes Dutra (1967); convite feito pelo entrevistado a Mário Henrique Simonsen para o Mobral e contato que haviam tido até então; viabilização financeira do Mobral a partir de uma formulação de Mário Henrique Simonsen: imposto de renda das pessoas jurídicas e loteria esportiva; Mobral: comentário sobre a importância do prestígio pessoal de Simonsen para a obtenção de contribuições, avaliação dos resultados no concernente à queda das taxas de analfabetismo, crítica aos rumos tomados pela instituição após a saída de Mário Henrique Simonsen; a CPI do Mobral; discordância com Simonsen no concernente à faixa etária que consistiria no alvo central do Mobral; [relação de Mário Henrique Simonsen com o parlamento em seu período como ministro da Fazenda, quando o entrevistado era vice-líder do governo (a partir de 1977); falta de ambições e vaidades políticas em Mário Henrique; atuação de Simonsen na Secretaria de Planejamento (Seplan) do governo de João Batista Figueiredo: centralização da gestão de política econômica; desajuste de Mário Henrique Simonsen com o governo Figueiredo e desentendimento com Antônio Delfim Neto; comentário sobre a visibilidade dada a Simonsen por sua passagem pelo Mobral, que teria sido um trampolim para o ministério; [formulação do programa do Partido Democrático Social (PDS) pelo entrevistado e adoção pelo partido; filiação de Mário Hernrique Simonsen ao Partido da Frente Liberal; comparação entre os presidentes Emílio Garrastazu Médici e Ernesto Geisel no concernente à repressão política; posição quanto aos contratos de risco no governo Geisel e na Assembléia Constituinte de 1987.



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