José de Souza Martins

Entrevista

José de Souza Martins

Entrevista realizada no contexto do projeto “Cientistas sociais de países de Língua Portuguesa: histórias de vida”, com financiamento do Programa de Cooperação em matéria de Ciências Sociais para os países da comunidade de Língua Portuguesa (Programa Ciências Sociais CPLP) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Para ter acesso à transcrição e ao vídeo da entrevista clique aqui.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Entrevista em vídeo disponível na Sala de Consulta do CPDOC e trechos no portal.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Helena Maria Bousquet Bomeny
Celso Castro
Maria das Dores Guerreiro
Antonio Firmino da Costa
Data: 17/8/2013
Local(ais):
São Paulo ; SP ; Brasil

Duração: 3h25min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: José de Souza Martins
Nascimento: 24/10/1938; São Caetano do Sul; SP; Brasil;

Formação: Curso de graduação em Ciências Sociais (Bacharelado e licenciatura) pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (1964), mestrado em Sociologia pela Universidade de São Paulo (1966) e doutorado em Sociologia pela Universidade de São Paulo (1970).
Atividade: É professor titular aposentado da Universidade de São Paulo. Membro da Junta de Curadores do Fundo Voluntário da ONU contra as Formas Contemporâneas de Escravidão, de 1998 a 2007. Sociólogo, com docência e produção científica em Sociologia da Fronteira, Sociologia dos Movimentos Sociais, Sociologia da Violência, Sociologia da Vida Cotidiana, Sociologia Visual. Além disso, tem feito pesquisa e escrito sobre a questão agrária, sobre a fotografia e sobre o subúrbio. Membro do Conselho Superior da Fapesp - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. Prêmio Florestan Fernandes (Sociedade Brasileira de Sociologia, 2007). Professor Emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Representante da Fapesp no Conselho Universitário da UNESP - Universidade Estadual Paulista e no Conselho Curador da UNIVESP - Universidade Virtual do Estado de S. Paulo.

Equipe


Transcrição: Liris Ramos de Souza;

Conferência da transcrição: Dirceu Salviano Marques Marroquim ;

Técnico Gravação: Thais Blank; Ninna Carneiro;

Temas

Agricultura;
Amazônia;
América Latina;
Brasil;
Ciências Sociais;
Classes sociais;
Congressos e conferências;
Direito trabalhista;
Ditadura;
Documentos fotográficos;
Esquerda;
Família;
Fernando Henrique Cardoso;
Florestan Fernandes;
Formação de professor;
Fronteira;
Golpe de 1964;
Igreja e Estado;
Literatura;
Luta de classes;
Marcha da Família Com Deus Pela Liberdade (1964);
Marxismo;
Metodologia de pesquisa;
Partido Comunista Brasileiro - PCB;
Política;
Portugal;
Reforma agrária;
Regime militar;
Sociologia;
Universidade de Cambridge;
Universidade de São Paulo;

Sumário

Entrevista: 17.08.2013

Origens; a origem dos pais; a falta de escolaridade familiar; a família de carpinteiros; a ligação dos posteriores estudos com a trajetória familiar; a morte do pai; a ida para o interior com o padrasto; as dificuldades e a falta de horizonte para os estudos; o irmão e a profissão do mesmo; a volta para o subúrbio; a diferenciação de subúrbio e periferia; o inicio do trabalho nas fabricas próximas a própria casa; o trabalho na reciclagem de latas; os entendimentos de classe e as teorias posteriores; o esforço da mãe para o estudo de inglês; a venda de bananas enquanto não terminava o curso; a consequente mudança de empregos e a saída do curso; o trabalho na adolescência; a evolução do salário; o aprendizado dos direitos trabalhistas na fábrica; o secundário subsidiado pela mesma fábrica; a introdução no curso cientifico e o desinteresse pelas ciências naturais e o interesse pelas ciências humanas; a preferência pelo curso normal para ir para o interior lecionar; o vestibular pra a Universidade de São Paulo (USP); a decisão de cursar Ciências Sociais e a entrada em 1961; as aulas com Fernando Henrique Cardoso; as grandes personagens da USP; as opiniões politicas e suas influências quando da graduação; a diferenciação entre as organizações de esquerda; a linha político-cultural mais forte que a político-partidária; as Ciências Sociais e a política; os pontos negativos da separação das Ciências Sociais; o problema da disciplinarização e a extinção de certas disciplinas no curso de Ciências Sociais; a politização dos cursos das Ciências Humanas; as lembranças de 1964; a descrença no Golpe na Marcha da Família por Deus e pela Liberdade; o choque e as lembranças de 31 de marco de 1964; primeiros momentos da ditadura militar; casos durante o inicio da ditadura como a tentativa de prisão de Fernando Henrique Cardoso; a anterior inocência e ignorância da importância e perigo do golpe militar; o processo de indiciamento de professores da USP; a prisão de Florestan Fernandes; a prisão sofrida em 1966; o prosseguimento dos estudos; a entrada para o mestrado; a nomeação para o mestrado por Florestan Fernandes; a entrada na USP como mestrando e docente; a falta de burocracia na defesa da dissertação; a personalidade de Florestan Fernandes; as dificuldades para a leitura durante a faculdade; outras personalidades do ramo acadêmico; o doutoramento; a busca por documentos alternativos para realizar os estudos desejados; o estudo da “cultura agrícola caipira”; os problemas ante a cassação de professores e o pensamento de sair do país; a mudança da tese; o fim do doutoramento; a grande pesquisa na Amazônia; a decisão de ir para a Amazônia; a longa pesquisa sem fundos; as dificuldades do período da pesquisa; a preferência por pesquisas comparativas; a relação com os movimentos de integração com a localidade amazônica; as comunicações com diversas áreas para a proteção nas áreas de fronteira; a diferença das organizações dos diferentes povoados; as percepções da pesquisa na Amazônia; as organizações e casos específicos que chamaram a atenção; as diferentes distribuições sociais; as surpresas com determinados personagens; a situação de repressão aos povoados; as discussões sobre Reforma Agrária; os debates anteriores ao golpe de 1964; a opinião do Partido Comunista Brasileiro; as decisões do Regime Militar sobre o tema; a cronologia dos debates sobre a reforma; a mobilização da Igreja para o assunto partindo de outras preocupações; a crença militar em uma mobilização camponesa com os debates sobre a Reforma Agrária; a docência; os cursos ministrados na USP e o contato com os alunos; a percepção da “esquerdização” dos alunos e a consequente limitação teórica; o seminário permanente em torno da obra de Karl Marx; a posterior leitura de Lucien Frebvre; as correspondências com Febvre e a admiração pelo autor francês; as vertentes sociológicas; a Sociologia da Vida Cotidiana; a dificuldade de discussão do tema no curso ministrado; a publicação de trabalhos de graduandos; o enquadramento do pensamento sociológico da USP; os contatos com profissionais de outros países; debates internos na USP sobre metodologia sociológica; a radicalização das Ciências Sociais; a interpretação equivocada dos estudantes sobre os escritos de Karl Marx; a interdisciplinaridade de Sociologia e Antropologia em Marx; a boa produtividade do seminário; as percepções da organização acadêmica; o bom período de aulas na graduação; a interação com o espaço urbano para contextualizar as aulas ministradas; a participação internacional; o seminário em Cambridge; os projetos de Reforma Agrária expostos o seminário; o contato com diversas nacionalidades; a volta a Cambridge como professor visitante; a ida para Flórida; a eleição à cátedra Simón Bolívar em Cambridge; a estrutura da Universidade de Cambridge e suas Faculdades; a participação internacional; a referência aos estudos iniciais de inglês na infância; a ida a Lisboa e os estudos da sociologia do cotidiano; o maior contato com as produções de cientistas sociais portugueses; a valorização da produção portuguesa; a Ciência Social contemporânea; a formação brasileira em Ciências Sociais; a diferença entre a Sociologia estudada e a atual; a interpretação para a ruptura da cultura intelectual de seu tempo e a atual; a diversificação de outras áreas das Ciências Humanas; as transformações e ligações políticas e teóricas na USP; a percepção dos efeitos da ditadura; a nova visão sobre a Sociologia; o pensamento de a literatura ser grande base para a visão sociológica; o desconhecimento do Brasil pelos brasileiros; a comparação com outros países da América Latina; a preferência pela clássica literatura brasileira; os desafios atuais na Sociologia; as atividades recentes; os ensaios e poesias unidos a fotografia; a Sociologia Visual e a diferença na aplicação da mesma; a interpretação metodológica no uso da fotografia; conclusão e agradecimentos.
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