José Lopes de Oliveira

Entrevista

José Lopes de Oliveira

Entrevista realizada no contexto do projeto "A Atividade de Seguros no Brasil", desenvolvido entre 1996 e 1998, na vigência do convênio entre o CPDOC-FGV e a Funenseg. Esta entrevista subsidiou a elaboração do livro: ENTRE A SOLIDARIEDADE e o risco: história do seguro privado no Brasil / Coordenadora: Verena Alberti. Rio de Janeiro: Editora Fundação Getulio Vargas, 1998. Rio de Janeiro, Editora Fundação Getulio Vargas, 1998. A sessão gravada foi precedida de de uma conversa, bem como do envio de um roteiro ao entrevistado. O entrevistado também gravou um depoimento em vídeo, tratando, resumidamente, dos mesmos temas aqui abordados. A escolha do entrevistado se justificou pelo cargo de presidente do Sindicato de Resseguros do Brasil que ocupou por nove anos (1970-1979).
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Maria Antonieta Parahyba Leopoldi
Teresa Cristina Novaes Marques
Data: 19/9/1996 a 26/9/1996
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 7h5min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: José Lopes de Oliveira
Formação:
Atividade: Presidente do Instituto de Seguros do Brasil (1970-1979).

Equipe

Levantamento de dados: Teresa Cristina Novaes Marques;Maria Antonieta Parahyba Leopoldi;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Teresa Cristina Novaes Marques;Maria Antonieta Parahyba Leopoldi;

Conferência da transcrição: Teresa Cristina Novaes Marques;

Copidesque: Leda Maria Marques Soares;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Teresa Cristina Novaes Marques;

Temas

Comissão Mista Brasil - EUA (1951-1953);
Companhias de seguro;
Economia;
Instituto de Resseguros do Brasil;
José Lopes;
Ministério da Fazenda;
Plano de Metas (1956-1960);
Política nacional;
Pratini de Moraes;
Seguros;
Superintendência da Moeda e do Crédito (Sumoc);

Sumário

1a Entrevista: início das atividades profissionais em organismos governamentais; ingresso no Banco do Brasil, em 1946: formação profissional, aquisição de conhecimentos em contabilidade nacional; contatos com o ministro Osvaldo Aranha e colaboração na Instrução 70, da Sumoc (1953), e em assuntos de reforma bancária; participação no Plano de Metas como assessor do Ministério da Fazenda junto ao Geicon - Grupo Executivo da Indústria de Construção Naval; importância da política do câmbio como instrumento de política econômica nos anos 50; a Comissão Mista Brasil-Estados Unidos e o Plano de Metas.
Participação no Geicon como representante da Sumoc: contato com o almirante José Celso de Macedo Soares Guimarães; transferência em 1959 para a assessoria do ministro da Fazenda Sebastião Paes de Almeida, e a preocupação com a aceleração inflacionária; diretor financeiro da Sunamam, em 1967, por indicação do então ministro Adreazza e do presidente Costa e Silva; constituição do Fundo de Financiamento da Marinha Mercante; origem do fundo: recursos derivados do mecanismo da Instrução 70, que haviam sido recolhidos ao IBC; ampliação e modernização da frota naval brasileira.
Indicação para a presidência do Instituto de Resseguros do Brasil (1970-1979), como escolha direta do presidente Médici, por indicação do ministro Andreazza; primeiro contato com os problemas do setor de seguros na virada da década de 70; implementação de uma política visando ao fortalecimento do setor no país; pontos básicos da política: fortalecimento patrimonial das empresas, elevação dos limites de retenção, promoção de medidas que aprimorassem a imagem dos seguros; o impacto de grandes sinistros de 1969 e 1970 sobre o mercado segurador.
Impacto da estatização do seguro de acidentes do trabalho, em 1967; reformulação da política de resseguros; impacto da revogação do Decreto n° 3.172, do co-seguro obrigatório; impacto da alteração do papel do Conselho Técnico, através de reforma de estatutos do IRB; administração do IRB e diálogo com lideranças do mercado; avaliação do quadro de reformulação institucional iniciado pelo Decreto-Lei n° 73, de 1966; medidas tomadas para aprimorar o sorteio dos seguros de bens públicos; surgimento da Funenseg: o modelo francês de escola; diálogo com o presidente da Fenaseg, Carlos Washington Vaz de Mello, e posteriormente com Raphael de Almeida Magalhães; importância do ministro da Indústria e Comércio, Marcus Pratini de Morais, para a reformulação do mercado segurador; o processo de escolha do seu nome junto às lideranças militares.

2ª Entrevista: panorama do mercado segurador na virada dos anos 70; o legado da era Vargas: críticas ao modelo de mercado instituído nos anos 40; a posse no IRB em um momento de crise resultante da ocorrência de uma série de sinistros, meses antes; a política de fusões e incorporações reestruturando o mercado de seguros; a revisão de todos os contratos de resseguros com o exterior; a distribuição das partcipações no mercado internacional de resseguros: a posição do Lloyds, das resseguradoras alemãs e suíças; o endurecimento das relações com as grandes resseguradoras estrangeiras levado a termo em paralelo com a elevação do limite de retenção das seguradoras nacionais; o sistema do excedente único como foi formulado por Carlos Metz; as relações com a Susep durante a sua gestão; a relação com o ministro da Indústria e do Comércio, Marcus Pratini de Morais; o apoio do ministro Pratini à proposta de contração do sistema segurador e a oposição do então ministro da Fazenda, Ernâni Galvêas; o processo paralelo de contração vivido pelo sistema bancário; a política de resseguros para cascos de navios e de aeronaves adotada durante a sua gestão; a política de seguros de crédito-exportação; as diversas propostas de criação de uma companhia estatal de seguros de crédito-exportação discutidas no âmbito do governo. A abertura do escritório do IRB em Londres: diagnóstico da situação do mercado internacional à época e os propósitos que informaram a decisão; balanço das atividades do escritório de Londres nos primeiros anos e ao final das operações; aspectos positivos da experiência do IRB no mercado londrino; análise da situação conjuntural do mercado internacional à época; as mudanças na política monetária brasileira sob o minitério Delfim causando impacto sobre os seguros; a decisão sobre a entrada do IRB no mercado norte-americano, criando uma empresa em Nova York; a concorrência predatória do mercado de resseguros internacional em relação a taxas; um caso grave de fraude em resseguros afetando o mercado londrino e, por consequência, o mercado mundial; a apuração das responsabilidades relativas à fraude praticada e o impacto sobre o Lloyds de Londres; a aceitação de resseguros no escritório do IRB em Londres (de 1972 a 1981); a gestão de Ernesto Albrecht na presidência do IRB e a cessação das operações em Londres.
A aceleração inflacionária no mundo ocidental e seus efeitos sobre as operações do IRB no mercado externo; balanço econômico dos anos do "milagre brasileiro"; a concepção do modo como o IRB ingressou no mercado norte-americano: a montagem da United Americas; a cessação da contratação de resseguros em Londres pelo IRB; as relações entre o IRB e o Itamarati durante a sua gestão; o avanço norte-americano no mercado de corretagem de resseguros na atualidade; a busca de parceiros alternativos ao Lloyds para colocar resseguros brasileiros; panorama do mercado ressegurador internacional; o princípio da reciprocidade nas relações comerciais servindo de base para toda a sua gestão no IRB. Balanço da trajetória profissional: o contato com homens de expressão na administração pública brasileira, de Osvaldo Aranha ao almirante Macedo Soares; a influência de seu pai, Ivan de Oliveira, também funcionário do Banco do Brasil, na definição do seu perfil profissional; o contato com Sebastião Paes de Almeida; a importância de Macedo Soares para a sua concepção de política de seguros para o país; o contato com o presidente Geisel e sua influência; outras figuras marcantes: Robert Arnold (corretor londrino) e Vick Oliver (underwriter inglês). A aproximação do IRB com outros mercados sul-americanos: Argentina, Bolívia e Uruguai; influências familiares; origem familiar do Espírito Santo; o ingresso no Banco do Brasil em 1946; a carreira em órgãos técnicos do banco; o ingresso no Geicon, por indicação do ministro da Fazenda José Joaquim Cardoso de Melo Neto; o retorno aos quadros da Sumoc; a formulação da instrução 204 da Sumoc, em 1961; a transferência do setor de seguros para a órbita do Ministério da Fazenda, em 1979, por sugestão de José Lopes Oliveira; a instituição do seguro de performance bond no BNH; a influência do almirante Macedo Soares e de José Vieira Machado na sua formação profissional; agradecimentos.
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