Lucas Lopes III

Entrevista

Lucas Lopes III

Entrevista realizada no contexto do projeto "Memória do setor de energia elétrica: fase pré-operacional da Eletrobrás (1953 a 1962)", na vigência do convênio entre o CPDOC-FGV e o Centro da Memória da Eletricidade no Brasil (1987-88). Informações sobre o acervo produzido no contexto deste projeto podem ser obtidas em "Programa de História Oral da Memória da Eletricidade: catálogo de depoimentos" (Rio de Janeiro, Centro da Memória da Eletricidade no Brasil, 1990). A entrevista foi publicada no livro MEMÓRIAS do desenvolvimento: Lucas Lopes/Coordenação Maria Antonieta Paarahyba Leopoldi. Rio de Janeiro: Centro da Memória da Eletricidade no Brasil, 1991. 346p. il. Este livro pode ser encontrado na Estante Virtual: clique aqui. Parte da entrevista também pode ser encontrada no livro "MÁRIO Henrique Simonsen: um homem e seu tempo, depoimentos ao CPDOC" / Organizadores Verena Alberti, Carlos Eduardo Sarmento, Dora Rocha. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2002. A escolha do entrevistado se justificou pela sua importante participação no programa energético de Minas Gerais e pela atuação nos governos Café Filho e Juscelino Kubitschek.
Forma de Consulta:
Entrevista publicada em livro, disponível para download.
Entrevista publicada em livro.
Referência completa: "Programa de História Oral da Memória da Eletricidade: catálogo de depoimentos"(Rio de Janeiro, Centro da Memória da Eletricidade no Brasil, 1990). MEMÓRIAS do desenvolvimento: Lucas Lopes/Coordenação Maria Antonieta Paarahyba Leopoldi [Entrevistadores: Maria Antonieta Parahyba Leopoldi e Plínio de Abreu Ramos]. Rio de Janeiro: Centro da Memória da Eletricidade no Brasil, 1991. 346p.il MÁRIO Henrique Simonsen: um homem e seu tempo, depoimentos ao CPDOC/ Organizadores Verena Alberti, Carlos Eduardo Sarmento, Dora Rocha. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 2002. 310p. il.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Maria Antonieta Parahyba Leopoldi
Plínio de Abreu Ramos
Data: 19/1/1988 a 1/8/1990
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 28h30min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Lucas Lopes
Nascimento: 25/6/1911; Ouro Preto; MG; Brasil;

Falecimento: 29/1/1994; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Formação: Portador honoris causa do Diploma de "Doctor of Laws" da New York University; Doutor honoris causa da Escola de Minas de Ouro Preto; Doutor honoris causa pela Escola Superior de Guerra.
Atividade: Exerceu os cargos de secretário da Agricultura Indústria e Comércio da Viação e Obras Públicas em Minas Gerais; presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico (BNDE) (1956-1958), ministro da Viação e Obras Públicas (1954-1956) , coordenador do Programa de Estabilização Monetária (1956-1959), ministro da Fazenda (1958-1959).

Equipe

Levantamento de dados: Maria Antonieta Parahyba Leopoldi;Plínio de Abreu Ramos;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Maria Antonieta Parahyba Leopoldi;Plínio de Abreu Ramos;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Temas

Amaro Lanari;
Augusto Maynard Gomes;
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico;
Belo Horizonte;
Brasília;
Café Filho;
Comissão do Vale do São Francisco;
Companhia Vale do Rio Doce;
Ditadura;
Economia;
Eletrobrás;
Energia elétrica;
Energia nuclear;
Engenharia;
Espírito Santo;
Estado Novo (1937-1945);
Eugênio Gudin;
Eurico Gaspar Dutra;
Export and Import Bank;
Exportação;
Francisco Campos;
Franklin Delano Roosevelt;
Furnas Centrais Elétricas;
Getúlio Vargas;
Governo Juscelino Kubitschek (1956-1961);
Governos militares (1964-1985);
Gustavo Capanema;
Indústria;
Indústria metalúrgica;
Inflação;
João Pessoa;
Juscelino Kubitschek;
Legião Liberal Mineira (1931-1933);
Minas Gerais;
minério de ferro;
Olegário Maciel;
Partido Social Democrático - PSD;
Plano de Metas (1956-1960);
Rede Ferroviária Federal;
Revolução Constitucionalista (1932);
Revolução de 1930;
Roberto Simonsen;
Transferência da capital (Brasília);

Sumário

1ª entrevista: Pai professor da Escola de Minas de Ouro Preto; estudos no Colégio Arnaldo e na Escola de Engenharia de Belo Horizonte; desenhista da Estrada de Ferro Oeste de Minas; ferrovias brasileiras: capital privado e iniciativa estatal; Rede Mineira de Viação: fusão da Oeste de Minas com a Sul Mineira; dificuldades de aproveitamento dos engenheiros recém formados: depressão e crise enonômico-social de 1932; perfil técnico da Estrada de Ferro Oeste de Minas; comparação entre as ferrovias paulistas e mineiras; posição deficitária das estradas de ferro brasileiras; importância do IPT e do IDORT; chefe da oficina de reparos de Divinópolis; racionalização da oficina; experiência jornalística no Estado de Minas na época da Aliança Liberal ; cobertura da ida de Melo Viana a Minas e de seu rompimento com o PRM; plano revolucionário de invasão do Espírito Santo; episódio do 18 de agosto de 1931: tentativa de deposição e resistência de Olegário Maciel; denúncia da prorrogação da concessão da Companhia Força e Luz Cataguases-Leopoldina na convenção do PRM; cobertura das sessões do Senado mineiro; ambiente político,social e cultural da Belo Horizonte da época; ingresso definitivo na engenharia com o emprego na Oeste de Minas; participação na Revolução de 1930 como voluntário no Batalhão de João Pessoa; a coluna Maynard Gomes; Francisco Campos, Gustavo Capanema e Amaro Lanari na Legião Mineira; Revolução Paulista de 1932 e divisão na política mineira: Olegário Maciel versus Arthur Bernardes; conflito na Escola de Engenharia; a Revolução de 1930 e o Batalhão João Pessoa; incidente na Escola de Engenharia em 1932; estágio como desenhista na Oeste de Minas; chefe da oficina de reparos de Divinópolis; aproximação com as ferrovias paulistas; campanha contra acidentes de trabalho; Congresso Ferroviário de Belo Horizonte; início dos estudos de economia; antecedentes da construção das ferrovias mineiras: pequenos ramais para o transporte de passageiros e produtos agrícolas; empresas privadas que depois se tornam estatais; crescimento das exportações de minério de ferro com a guerra; projeto de exportação pelo porto de Angra dos Reis com traçado correspondente ao da atual Ferrovia do Aço; esforço mineiro para a construção de uma usina siderúrgica em Lafaiete; preferência do governo federal pelo projeto de Volta Redonda; aplicação dos conceitos de Taylor na oficina de reparos ; análise dos fluxos de trabalho; inexistência em Minas de um órgão de pesquisa tecnológica; sugestão a Israel Pinheiro na Secretaria da Agricultura de Valadares; convite para trabalhar na Amforp.

2ª entrevista: Contratado pela CAEEB, subsidiária da Amforp, para fazer um balanço dos sistemas de bondes em várias cidades do país; sistemas deficitários; o problema das tarifas: impasse; impossibilidade de manutenção dos serviços e retirada dos trilhos; baixo consumo de energia elétrica pelos bondes; ida para Corumbá, contratado pela Sotema, para a montagem de vagões para a Estrada de Ferro Brasil-Bolívia; inauguração do trecho Corumbá-Santa Cruz de la Sierra no governo Café Filho, quando o entrevistado era ministro da Viação; o trabalho na oficina em Ladário durante a guerra; a fronteira ocidental do Brasil: Corumbá fechou o acesso da Bolívia ao rio Paraguai; dificuldades para o transporte fluvial na área; Comissão Mista Brasil-Bolívia; atuação das empreteiras brasileiras; perfil da Sotema; Mafersa e Sofunge; criação da Companhia do Vale do Rio Doce e nomeação de Israel Pinheiro para seu presidente; transferência para Vitória para instalar a oficina de montagem da Estrada de Ferro Vitória-Minas; convocação para assumir a Secretaria de Agricultura de Minas; exportação de minério de ferro pela Vitória-Minas: um imperativo do esforço de guerra; equilíbrio de Valadares e espírito desbravador de Israel Pinheiro à frente da Secretaria de Agricultura ; nomeação do entrevistado; reforma da Secretaria de Agricultura; criação do Instituto de Tecnologia de Minas; zoneamento da Cidade Industrial: necessidade de suprimento de energia elétrica ; formação do distrito industrial de Contagem; indústrias instaladas: construção da Mannesman já no governo estadual de JK ; conclusão de Salto Grande-Santo Antônio; redivisão territorial nas proximidades da área metropolitana de Belo Horizonte para fugir à concessão da Amforp; construção da usina de Gafanhoto; incapacidade da Amforp de atender à demanda; relações do entrevistado com Benedito Valadares; na Secretaria de Agricultura: a Cidade Industrial e o projeto Araxá; construção da usina de Itutinga; Plano de Eletrificação de Minas e Cemig; atendimento precário da Amforp; Israel Pinheiro concebe a Cidade Industrial copiando mapa de Camberra; Newton Cardoso produto da Cidade Industrial ; importância da Cemig e de Furnas para a industrialização mineira.

3ª entrevista: Atuação do entrevistado na Secretaria de Agricultura: uma gestão puramente técnica e não política; concentração de esforços na conclusão da Cidade Industrial , das usinas hidrelétricas e do projeto de Araxá; apoio de Valadares aos planos de industrialização de Minas; uma "Contribuição para o planejamento industrial de Minas Gerais", coletânea de trabalhos sobre a situação econômica do estado; energia elétrica: destaque principal do plano de industrialização ; execução das tarefas da Coordenação de Mobilização Econômica pela Secretaria de Agricultura; o esforço de guerra e a campanha "Hortas para a vitória"; café, algodão, bicho-da-seda; exportação de manganês de Morro Velho para o esforço de guerra; pesquisa de estanho em São João del Rei; início da produção de minério para suprimento de Volta Redonda; criação da Companhia Vale do Rio Doce; atuação de Farcquar e planos da Itabira Iron; aventura do zebu no Triângulo Mineiro ; expansão da indústria de laticínios; produção de aço pela Belgo Mineira; personalidade de João Alberto e sua capacidade de aproveitar lideranças competentes; contribuição do IPT, dos técnicos mineiros e do Instituto Nacional de Tecnologia para a Mobilização Econômica: dificuldades durante a guerra para a importação de equipamentos básicos; o "grande momento" da Cidade Industrial do governo Valadares; as indústrias confiantes no fornecimento de energia elétrica; os exemplos do cimento Itaú e da Magnesita; usinas existentes no final da interventoria Valadares : pequenas usinas de âmbito municipal ; origens européias dos equipamentos importados antes da guerra, pequena participação norte-americana; diferenças de ciclagem; tendências ideológicas da população em relação aos países envolvidos na guerra; reação ao Estado Novo contra o continuísmo de Vargas; Valadares contra o continuísmo, fundador do PSD; elite mineira favorável à abertura para um regime democrático ; Valadares não falava em política com o secretariado; retraimento político do entrevistado e a preocupação com projetos técnicos; visita à Cidade Industrial no dia em que Vargas foi deposto; Valadares com Fernando Costa ; crescimento do PSD; cadidatura do general Dutra; hostilidade dos elementos ligados a Vargas contra Valadares e contra o PSD; início da campanha de Dutra em Belo Horizonte: o discurso do candidato quase todo redigido pelo entrevistado; queda de Valadares, tentativa de substituição por Ovídio de Abreu e nomeação de Nísio Batista para interventor ; recrudescimento da campanha de Dutra e vitória do PSD em Minas; estratégia de Valadares para fortalecer o PSD nos municípios; os gráficos antivaladaristas exibidos pela UDN na praça Sete; resposta do PSD: "Desmascarando embustes"; incapacidade udenista de interpretar problemas econômicos; ênfase ao problema energético na contestação do PSD; importância do São Franscisco e Comissão do Vale do Rio São Francisco; o entrevistado na Secretaria de Viação da interventoria João Beraldo durante o governo Dutra; criação em Minas do Departamento Estadual de Estradas de Rodagem; retorno ao posto de engenheiro da Rede Mineira de Viação no início do governo Mílton Campos; professor da Faculdade de Ciências Econômicas de Belo Horizonte; empenho nos estudos de economia; polêmica entre Roberto Simonsen e Eugênio Gudin sobre planejamento; exemplo de Tennessee Valley Authority; perfil de Gudin e Simonsen; importância secundária da origem do agente econômico; iniciativa privada sem recursos para enfrentar os custos dos projetos energéticos; livro do entrevistado sobre o São Francisco e sua idéia de planejamento; influência do New Deal e entusiasmo pelo plano russo de eletrificação apresentado em congresso realizado em Washington; indicação para a Comissão do Vale do São Francisco como responsável pela Diretoria de Planos e Obras; colaboração de John Cotrim e Mauro Thibau; objetivo de transformar a região do São Francisco em área habitável; controle das enchentes e retenções para a construção de grandes barragens; o projeto de Três Marias; Paulo Afonso, obra já iniciada; as verbas para o São Francisco; um plano de desenvolvimento regional; a localização de Três Marias; visita ao acampamento; John Cotrim e Mauro Thibau; viagem a Petrolina e ataque de malária; modificação do plano de construção de Três Marias.

4ª entrevista: Interesse pelo São Francisco; os diretores da Comissão; os recursos; Paulo Afonso antecedeu os trabalhos da Comissão; uma obra do engenheiro Octávio Marcondes Ferraz; o projeto de Fecho do Funil ; o papel da Light no desenvolvimento de São Paulo; antecedentes da Cemig: inspiração nos projetos rooseveltianos de Tennessee e do Columbia Valley; Furnas, um projeto ousado diante da pouca experiência dos técnicos brasileiros; as alternativas estudadas pela Internacional de Engenharia para a construção da barragem; a escola do canyon de Furnas; diferenças entre São Paulo e Minas no tocante à política energética; a impossibilidade da Light de obter recursos externos e sua incapacidade de gerar recursos próprios; a criação do Fundo Federal de Eletrificação como reconhecimento da necessidade de investimento público no setor; Furnas como fator de ligação de todo o sistema centro -sul; a enorme importância de Furnas; a desejável associação dos governos de Minas e São Paulo e do sistema da Light como empresa consumidora; a concepção do projeto de Três Marias pela Comissão do Vale do São Francisco; Caraguatatuba em vez de Furnas se Juscelino tivesse perdido a eleição para Ademar de Barros; a equipe da Diretoria de Obras da Comissão do Vale do São Francisco; ida para a Companhia Brasileira de Engenharia (CBE), contratada pela Secretaria de Viação de Mílton Campos para desenvolver o Plano de Eletrificação de Minas; perfil técnico da CBE; estudos para o Plano de Eletrificação: previsão das áreas destinadas à industrialização; importância dos estudos da Comissão do Vale do São Francisco e da CBE; a equipe coordenada pelo entrevistado na CBE; o Plano de Eletrificação de Valadares comparado ao da CBE; a propaganda do general Bernardino de Matos dos trabalhos da CBE; convite do Itamaraty ao entrevistado para elaborar um paper sobre energia elétrica por ocasião da criação da Comissão Mista quando começava a organizar a Cemig; contrariedade de Juscelino; tempo dividido entre a Cemig e a Comissão Mista; Eximbank e Banco Mundial financiadores externos dos projetos da Cemig; a Cemig como holding; pequena relevância das usinas de Gafanhoto, Pai Joaquim e Santa Maria; Salto Grande-Santo Antônio; contratação da firma italiana Tecnint; formação da Cemig; contratação da Companhia Internacional de Engenharia, ligada à Morrisson Knudsen; a equipe técnica da Cemig: antigos engenheiros da Amforp; Juscelino e a Cemig; o Fundo de Recuperação Econômica vinculado ao capital da Cemig; reação de Alkmin; outras fontes de recursos; empréstimos internos e externos para a continuidade das obras de Ituringa e Salto Grande- Santo Antônio; surgimento das primeiras empreiteiras brasileiras; a concorrência para Furnas ganha por George Wimpey, associado à Construtora Nacional; o projeto de Camargos; a experiência da Cemig para a formulação de grandes projetos; o Plano de Eletrificação do Rio Grande do Sul e a recusa de Noé de Freitas ao empréstimo do Eximbank; efeitos negativos da recusa de Noé de Freitas; ataques na imprensa aos pontos de vista do entrevistado.

5ª entrevista: Considerações sobre a assessoria Econômica de Vargas; seu trato com problemas variados; problemas específicos na pauta dos estudos da Comissão do Vale do São Francisco e da CBE; a mesma elite de técnicos atuante em vários projetos; visão mais teórica da assessoria de Vargas sobre a questão energética em contraste com a dos grupos ligados à execução de projetos; Paulo Afonso como núcleo de formação de pessoal especializado; o grupo ligado à barragem de Salto, no Vale do Paraíba; a Cemig como exemplo de formulação global de projetos energéticos; trabalho de John Cotrim sobre a interligação dos sistemas de energia elétrica; iniciativa de John Cotrim de formar equipe técnica de alto nível na Cemig; alta reputação profissional dos grupos técnicos de São Paulo; traço fundamental da Comissão Mista: preferência por projetos específicos garantidos com financiamentos externos; eleição de Einsenhower: "mandato para mudar", ou seja, supressão dos órgãos de ajuda externa e liquidação do New Deal; decepção de Eugênio Gudin nos Estados Unidos; permanência do Eximbank e da Comissão Mista; funções do Banco Mundial; início da diluição da Comissão Mista com a onda nacionalista no Brasil, denunciando a remessa de lucros das empresas estrangeiras; o poder de Maciel Filho no BNDE e a mudança de orientação do banco; demissões de Roberto Campos e Glycon de Paiva; posse de JK e reabertura das negociações com os Estados Unidos; vinda de Richard Nixon ao Brasil; atuação do ministro da Fazenda José Maria Alkmin; viagem do entrevistado a Washington para negociar com o Eximbank; acordo para financiamento de todos os projetos da Comissão Mista; viagem ao Panamá; oposição de Foster Dulles ao fechamento do Eximbank; contato entre George Humphrey e Eugênio Gudin; criação do BNDE: uma iniciativa do Ministro Horácio Lafer; razão básica da criação do BNDE: contrapartida em cruzeiros para financiamento de projetos da Comissão Mista; as prioridades da Comissão Mista: eletricidade, estradas de ferro, rodovias e portos; comparação entre Café Filho e JK; Jk como esperança de renovação na economia; JK, político de visão global; constituição da Cemig como empresa holding; conselhos da Cemig e núcleo técnico; o Sesi e a formação de mão-de-obra especializada; dificuldades da Cemig na seleção de empreiteiras nacionais; contratos com empreiteiras estrangeiras por meio do critério cost plus free; formação na Cemig de novas elites técnicas; duas fases da Cemig: construtora de usinas e vendedora de energia; cimento e equipamentos para a Cemig; como consumidora de equipamentos, a Cemig provoca o crescimento industrial; projetos da Comissão Mista; obras hidrelétricas do governo JK; a central de concreto de Cajuru; Jk assiste à operação do desvio do rio em Furnas; Julio Soares; a criação de Furnas; a gerência do Fundo Federal de Eletrificação pelo BNDE antes da criação da Eletrobrás; temor do BNDEde que o fundo fosse consumido em projetos sem realismo; elaboração do Programa de Metas de JK durante o governo Nereu Ramos; confiança gradual da UDN nas obras da Cemig; o esforço de Tancredo Neves; dificuldades de Alkmin na Secretaria da Fazenda de Minas; ministro da Viação do governo Café Filho; Pampulha contra pedra do Picão; saída do ministério devido ao apoio de Café a manifesto militar de Juscelino.

6ª entrevista: Primórdios do Programa de Metas: tentativa de reunir idéias; informações entregues a Juscelino para que este definisse seu programa de governo; o Plano de Metas colocado no papel após a saída do entrevistado do Ministério da Viação; cronograma do Plano; elaboração de projetos entre a eleição e a posse de JK; Brasília; metassíntese; estudo macroeconômico de Celso Furtado em acordo com a Cepal; posse de JK e a leitura do Programa de Metas: criação do Conselho de Desenvolvimento; na presidência do BNDE e na secretaria do Conselho de Desenvolvimento; Lúcio Meira na coordenação das metas de transportes; os grupos de trabalho no Conselho de Desenvolvimento; as metas de eletricidade e siderurgia; inspiração no Plano Monet, da França; a meta de mineração; os relatórios de Sidney Latini e do entrevistado; opinião sobre a Vale do Rio Doce no período JK; criação da Consultec após a saída do Ministério da Fazenda; a Consultec contratada para avaliar a mina de Morro Velho, comprada pela Hanna Mining para a exportação de minério de ferro; histórico da mina de Morro Velho e sua venda pela Hanna; campanha contra a Hanna em 1959 promovida pela Vale do Rio Doce; CPI para apurar as atividades da Hanna no Brasil; intervenção do Conselho de Segurança Nacional; os vários projetos de exportação de minério de ferro; as dimensões variáveis dos grupos de trabalho criados por JK ; o grupo da indústria automobilística e a competência técnica de Eros Orozco; na presidência do BNDE e na secretaria do Conselho de Desenvolvimento; a ineficiência dos ministérios do Planejamento; o papel do Congresso na fiscalização dos atos do BNDE; motivos da saída do entrevistado do Ministério da Fazenda: defesa das negociações com o FMI e conflito com os cafeicultores ; o episódio da Marcha da Produção ; crise cardíaca do entrevistado e a sua substituição no ministério por Sebastião Pais de Almeida; critérios para a concessão de empréstimos adotados pelo FMI; fontes de financiamento do Programa de Metas; o Ponto IV ; o Acordo do Trigo ; facilidades criadas pela Instrução 113; a política cafeeira do ministro Alkimin; áreas omitidas pelo Programa de Metas; consciência industrializante de JK; caráter de continuidade da indústria de eletricidade; construção de Três Marias e interligação com Furnas; estrutura administrativa de Furnas e da Cemig; tramitação do projeto da Eletrobrás no Congresso; mensagens encaminhadas por Vargas: Fundo Federal de Eletrificação, Imposto Único sobre Energia Elétrica e Plano Nacional de Eletrificação ; críticas ao Plano de Eletrificação; aplicação dos recursos do Fundo de Eletrificação gerenciada pelo BNDE; contraste entre a Light e a Amforp; aproveitamento das empresas privadas na distribuição de energia; o modelo da Cemig aplicado em outros estados; a Eletrobrás e o projeto Temperani Pereira.

7ª entrevista: Mecânica de arrecadação do Fundo Federal de Eletrificação; relações entre o BNDE e o Eximbank; posição negativa do trigo na economia brasileira; definição de indústria de base; início da indústria automobilística: montagem de peças no Brasil; decadência das ferrovias e ascensão das rodovias; implementação da indústria de construção naval; contato com armadores japoneses; financiamento dos transportes aéreos; inconveniência da eletrificação das ferrovias; como funcionavam as ferrovias mineiras antes do Programa de Metas; funcionamento do Conselho de Desenvolvimento; participação pessoal de JK na execução das metas; o BNDE e a Eletrobrás; a equipe executiva do BNDE; racionalização na aplicação de recursos da Eletrobrás; energia nuclear; o relatório Dias Carneiro; falta de consolidação da tecnologia para projetos nucleares; transferência da capital: proposta do entrevistado em 1946 para sua localização no Triângulo Mineiro; o relatório do general Poly Coelho; problemas com a construção de Brasília e irreversibilidade da mudança; incidente com Juscelino: discurso do entrevistado mencionando "inflação galopante"; avaliação de JK; dia para o Ministério da Fazenda com a condição de não paralisar Brasília; objeção de JK à proposta de reforma cambial ; desajustes nas categorias criadas pela reforma Osvaldo Aranha; reforma cambial sem suspensão dos subsídios aos combustíveis, trigo e papel de imprensa; a importância de se modificar a política do café; negociação dura com os cafeicultores; rompimento de JK com o FMI; demissão do entrevistado; tentativa de restabelecimento de negociações com o FMI; missão Válter Moreira Sales em Washington.

8ª entrevista: Roberto Campos na presidência de BNDE: sem conflitos com as decisões finais do governo; plano do Iseb para JK com características de programa de governo; continuidade entre a Comissão Mista, de um lado, e o BNDE e o Programa de Metas, de outro; financiamentos do BNDE com base em programas definidos; diferença das modalidades de crédito praticadas pelo Banco do Brasil; a equipe do Ministério da Fazenda; tentativa de colocar Otávio Gouveia de Bulhões na Sumoc; colaboração de Bulhões; o entrevistado como interlocutor atento de Eugênio Gudin no ministério Café Filho; a proposta de reforma cambial do ministro José Maria Whitaker; veto de Alkmin à reforma cambial; eliminação de duas das cinco categorias adotadas pela reforma Aranha; a taxa de câmbio como fator de incentivo aos investimentos ; reformas previstas no Plano de Establização Monetária; eliminação do imposto único sobre combustíveis, um dos aspectos do Plano de Estabilização.

9ª entrevista: Memorando do entrevistado sobre a situação energética do país encaminhando à IV Reunião de Consulta dos Chanceleres das Repúblicas Americanas realizada em Washington em março de 1951; documento adotado pela Comissão Mista Brasil-Estados Unidos; a integração do entrevistado na Comissão Mista como responsável pelo setor energético; experiências anteriores na área; presidente da Cemig e membro da Comissão Mista; redator do capítulo sobre energia elétrica da primeira mensagem de Vargas ao Congresso Nacional; Rômulo Almeida, coordenador das contribuições para a mensagem, continuidade dos financiamentos norte-americanos no governo Vargas; boas relações entre Vargas e JK; inauguração da Mannesmann; participação de Minas no governo Vargas; favorecimento à Cemig na área federal; projetos da Cemig aprovados na Comissão Mista e financiados pelo Eximbank; Vargas, reformador social, e Juscelino, reformulador de programas; presença de Gudin no ministério Café Filho; proposta de Gudin de um programa econômico severo; retração dos financiadores norte-americanos: caminhos da recessão; empenho do ouro para a obtenção de empréstimos; suicídio de Vargas e queda dos preços do café nas cotações da bolsa de Nova York; perfil de Eugênio Gudin; paixão dos políticos brasileiros pelas grandes obras sem levar em conta a inflação; cronograma do Plano de Metas; programa paralelo elaborado por Lúcio Meia e Cleanto de Paiva Leite; concentração dos grandes projetos no Ministério da Viação; ausência de relação entre desenvolvimento e inflação: os múltiplos fatores geradores da inflação ; o capital estrangeiro como elemento importante para o impulso de desenvolvimento; proposta do entrevistado para a construção de Brasília; regime militar, uma fatalidade lamentável; ônus e realizações do autoritarismo; a posição do entrevistado em 1964; oportunidade desperdiçada de realizar a reforma cambial; conceito de entreguismo; afastamento de Juscelino; crença de JK no retorno em 1965; amarguras do exílio; opiniões de JK sobre Carlos Lacerda;perspectiva de incidente entre JK e Jânio Quadros; a Consultec sem relação com o Ipes; criação e equipe da Consultec; alguns clientes importantes da Consultec; CPI da Consultec; inexistência de envolvimento com o golpe de 1964; contato com Castelo Branco.
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