Luiz Simões Lopes I

Entrevista

Luiz Simões Lopes I

Entrevista realizada no contexto do projeto "Elites Políticas Brasileiras: história oral da Revolução de 1930", em vigência entre os anos de 1975 e 1982. Trechos da entrevista foram publicados no livro GETÚLIO: uma história oral. / Valentina da Rocha Lima (Coordenação) ; Dora Rocha...[et al]. Rio de Janeiro: Record, 1986. 321. il. A escolha do entrevistado se justificou porque foi o principal assessor do presidente e participou ativamente do processo de reforma administrativa do governo Getúlio Vargas.
Forma de Consulta:
Entrevista datilografada disponível na Sala de Consulta do CPDOC.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Aspásia Alcântara de Camargo
Celina Vargas do Amaral Peixoto
Data: 7/8/1979 a 13/7/1981
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 3h0min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Luiz Simões Lopes
Nascimento: 2/6/1903; Pelotas; RS; Brasil;

Falecimento: 20/2/1994; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Formação: Engenheiro Agrônomo formado pela Escola Mineira de Agronomia e Veterinária em Belo Horizonte.
Atividade: Foi presidente do Departamento Administrativo do Serviço Público (Dasp) (1938-1945), da Fundação Getulio Vargas (FGV) (1944-1993) e da Sociedade Nacional de Cultura (SNC) (1960-1979).

Equipe

Levantamento de dados: Aspásia Alcântara de Camargo;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Aspásia Alcântara de Camargo;

Conferência da transcrição: Verena Alberti;

Copidesque: Dora Rocha;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Verena Alberti;

Temas

Administração pública;
Borges de Medeiros;
Departamento Administrativo do Serviço Público;
Fundação Getulio Vargas;
Getúlio Vargas;
Golpe de 1937;
Ildefonso Simões Lopes;
Império;
João Carlos Vital;
Júlio de Castilhos;
Luiz Simões Lopes;
Miguel Calmon;
Ministério da Agricultura;
Pinheiro Machado;
Política estadual;
Positivismo;
Reforma administrativa;
República Velha (1889-1930);
Revolução de 1930;
Rio Grande do Sul;

Sumário

1a Entrevista: Repercussão do relatório de Ildefonso Simões Lopes - pai de Luís Simões Lopes - resultante dos trabalhos da comissão encarregada por Epitácio Pessoa para dar parecer sobre as obras do Nordeste; a liderança política de Júlio de Castilhos no Rio Grande do Sul e menção a seus adversários Silveira Martins e Assis Brasil; a difusão do positivismo entre os políticos republicanos; a defesa da autonomia dos estados pelos republicanos riograndenses: o papel do jornal "A Federação" e dos clubes republicanos; comentário sobre o caráter separatista do movimento da República de Piratini no Rio Grande do Sul em 1836; a influência dos ideais desse movimento sobre os políticos republicanos gaúchos; discussão sobre o caráter monarquista de Silveira Martins e seus adeptos e a propriedade de designá-los "federalistas" por ocasião da guerra civil gaúcha de 1893; breve comentário sobre os conservadores no Império; o autoritarismo de Júlio de Castilhos e a constituição gaúcha de 14 de julho de 1891; a liderança de Borges de Medeiros após a morte de Castilhos; o predomínio de São Paulo na política da República Velha; o empenho político de Pinheiro Machado na consolidação do poder central e a semelhança com a atuação de Getulio Vargas; a participação de Pinheiro Machado na Revolução Federalista de 1893, seus debates com Rui Barbosa no Congresso e sua influência na política nacional; a aproximação entre as famílias Vargas e Pinheiro Machado; críticas ao apoio de Borges de Medeiros à candidatura de Nilo Peçanha à presidência da República em 1921; breve menção ao desempenho de Getulio Vargas na Câmara Federal (1923-1926): o apoio à reforma constitucional de Artur Bernardes; referência a Ildefonso Simões Lopes: o pioneirismo na cultura de arroz irrigado e a derrota na tentativa de reeleição para a prefeitura de Pelotas; comentário sobre as lutas políticas locais no Rio Grande do Sul; a caráter organizado e unido da oposição nesse estado até 1930; ligeiro perfil de Assis Brasil; a insignificância política dos colonos imigrantes no Rio Grande do Sul durante a República Velha e a inversão deste quadro nos dias atuais; considerações sobre o processo de colonização imigrante e seus efeitos; o preparo intelectual do grupo político do sul do estado e a importância dos ideais positivistas em sua formação; o pioneirismo gaúcho na preocupação com a agricultura; a importância das guerras de conquista na formação histórica do Rio Grande do Sul; comentário sobre a Sociedade Nacional de Agricultura, no Rio de Janeiro, durante o Império; menção à sociedade de agricultura criada por Assis Brasil com sede em Paris.

2a Entrevista: A lamentável situação da administração pública brasileira até 1930; a experiência do entrevistado como funcionário do Ministério da Agricultura a partir de 1925; o trabalho como oficial-de-gabinete de Getulio Vargas a partir de 1930 e o empenho na reforma administrativa; a padronização do material usado no serviço público; breve perfil de João Carlos Vital; a Comissão Especial Mista criada em 1935; atuação na presidência de nova comissão de reforma, em 1936, e as inovações permitidas pela Lei 284 do mesmo ano; a influência da administração pública norte-americana na criação de Conselho Federal do Serviço Público Civil, presidido pelo entrevistado, e a atuação desse conselho; a importância do artigo 67 da Constituição de 1937 e a criação do Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP), chefiado pelo entrevistado; comentário sobre a dedicação do entrevistado à administração pública; a importância do DASP: racionalização da administração pública, orçamento federal, concursos, determinação de uma jurisprudência administrativa, as revistas publicadas, os conselhos criados, o aperfeiçoamento de funcionários no exterior; os limites e as resistências à reforma administrativa e o apoio incondicional de Vargas; a administração pública nos países desenvolvidos e sua peculiaridade nos países subdesenvolvidos; as comissões reorganizadoras do serviço público dos estados; breve referência as papel do Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM) e à preocupação com a administração municipal; comentários sobre o ministro Miguel Calmon e sua gestão na pasta da Agricultura (1922-1926); relato de um episódio no Ministério da Agricultura no qual um funcionário seria punido por estar trabalhando; a oposição a Miguel Calmon devido ao envio de presos para Clevelândia pelo governo Bernardes e a solidariedade a ele prestada pelo entrevistado; a gestão de Ildefonso Simões Lopes no Ministério da Agricultura (1919-1922); comentários sobre a interferência da política na administração pública durante a República Velha e o empenho de Getulio Vargas na melhoria do serviço público; a administração pública no Rio Grande do Sul durante a República Velha; relações entre o positivismo e a racionalidade administrativa; o grau de importância da reforma administrativa logo após a Revolução de 1930; vantagens e desvantagens do sistema de colegiado em órgãos encarregados da administração pública: os casos brasileiro e norte-americano; o atraso da França na organização da administração pública; considerações sobre o papel do governo na organização do serviço público nos países subdesenvolvidos; os efeitos decorrentes da transferência do orçamento federal para o DASP: o poder do DASP, as resistências de outros órgãos, a economia de gastos e a realização de obras; as conquistas do DASP na racionalização do trabalho nas repartições públicas; algumas questões sobre o orçamento dos ministérios; o empreguismo nos ministérios antes da reforma administrativa; a função da Comissão de Estudos Estaduais e sua relação com os "daspinhos"; breve menção a empréstimos estrangeiros durante o governo Vargas; as interferências de Getulio Vargas nas decisões das interventorias estaduais: o caso de funcionários demitidos por Ademar de Barros; as razões para a criação da Fundação Getulio Vargas em 1944 e os termos desta criação; opiniões sobre o fim do Estado Novo e a Constituição de 1937; figuras de relevo na tecnocracia brasileira projetadas pelo DASP; as relações do DASP com o Conselho Técnico de Economia e Finanças e o Conselho Federal de Comércio Exterior; considerações sobre a necessidade da burocracia e da tecnocracia e os benefícios do DASP; as modificações advindas com a Revolução de 1930; a ineficiência do Congresso e a necessidade do golpe de 1937; a separação indispensável entre política e administração; os objetivos da Fundação Getulio Vargas e suas relações com o governo federal; a importância da documentação e os esforços da Fundação Getulio Vargas nesse sentido.
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