Luiz Soares Dulci

Entrevista

Luiz Soares Dulci

Entrevista realizada no contexto do projeto Memórias dos fundadores do PT, através do convênio estabelecido entre o Centro Sérgio Buarque de Hollanda - Documentação e Memória Política, da Fundação Perseu Abramo, e o CPDOC, da Fundação Getulio Vargas, a partir de 01 de dezembro de 2004, com o objetivo de constituir acervo digital e de publicar um livro desses depoimentos editados.
Forma de Consulta:
Entrevista publicada em livro.
Referência completa: Muitos caminhos, uma estrela: memórias de militantes do PT/ organização Marieta de Moraes Ferreira, Alexandre Fortes. – São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2008.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Marieta de Moraes Ferreira
Alexandre Fortes
Data: 10/5/2005 a 24/3/2006
Local(ais):
Brasília ; DF ; Brasil

Duração: 3h53min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Luiz Soares Dulci
Nascimento: 1/1/0001; Santos Dumont; MG; Brasil;

Formação: Nascido em 1956. Licenciatura e bacharelado em Letras.
Atividade: Secretário-geral do Partido dos Trabalhadores (PT). Ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República do governo Lula.

Equipe

Levantamento de dados: Marieta de Moraes Ferreira;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Marieta de Moraes Ferreira;

Transcrição: Lia Carneiro da Cunha;

Técnico Gravação: Marco Dreer Buarque;

Sumário: Lucas Andrade Sá Corrêa;

Temas

Alceu Amoroso Lima;
Alfredo Bosi;
Apolônio de Carvalho;
Assuntos familiares;
Assuntos pessoais;
Ditadura;
Esquerda;
Formação acadêmica;
Formação escolar;
Greves;
Igreja Católica;
Intelectuais;
Luiz Inácio Lula da Silva;
Milton Campos;
Movimento estudantil;
Mulher;
Partido Comunista Brasileiro - PCB;
Partido Comunista do Brasil - PCdoB;
Partido dos Trabalhadores - PT;
Política;
Política partidária;
Política sindical;
Repressão política;
Sindicalismo;
Sindicatos de trabalhadores;
Universidade Federal do Rio de Janeiro;

Sumário

Entrevista: 10/05/2005
O nascimento e infância, em Santos Dumont, Minas Gerais; origem familiar paterna e materna; o parentesco com o ex-governador Milton Campos; a dificuldade financeira enfrentada pela família a partir de 1964; os primeiros estudos do entrevistado, em Santos Dumont – memórias de suas professoras; o ambiente cultural da sua família, durante sua infância; a atuação dos pais, na política e na Igreja; o contato com idéias de esquerda, a partir dos irmãos – Otávio e Estevam – que tiveram educação dominicana; a participação do entrevistado, aos doze anos, no jornal de esquerda “Mensagem”; os estudos no Colégio dos Jesuítas, de Juiz de Fora; o contato com professores militantes do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e influenciados pelo pensamento de Georg Lukács; comentários sobre a vida em Juiz de Fora, e a prevalência de uma posição política de esquerda na cidade; a decisão pelo curso de Letras e a influência dos críticos literários de São Paulo: Antonio Candido, Anatol Rosenfeld, Alfredo Bosi e Roberto Schwarz; os estudos na Faculdade de Letras, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); o impacto da chegada ao Rio de Janeiro e da vida universitária, na trajetória do entrevistado; as repressões da Ditadura Militar no meio universitário, especialmente na Faculdade de Letras, da UFRJ; os professores que mais influenciaram o entrevistado, com especial menção à Heloísa Buarque de Holanda; o contato com Alceu Amoroso Lima; a atuação do entrevistado no movimento estudantil universitário; o contato do entrevistado com o Movimento de Emancipação do Proletariado (MEP), ao qual se integraria em 1979; a militância do entrevistado pela manutenção e pelo não-fechamento da Casa do Estudante Universitário (CEU); menção à tentativa do entrevistado de criar uma chapa de oposição ao Sindicato dos Professores do Rio de Janeiro, em 1977; o contato com os poetas Antonio Carlos Ferreira de Brito (Cacaco) e Ana Cristina César; menção à estadia do entrevistado em Belém do Pará, e sua ida à Belo Horizonte; o ingresso e atuação do entrevistado no MEP; as greves dos professores de Minas Gerais, em 1979 e 1980: a importância desses movimentos na vida do entrevistado e na vida política e cultural do estado; a importância da participação das mulheres nessas mobilizações e, o crescimento do movimento dos professores – de Belo Horizonte para todo o estado; as conquistas alcançadas depois de quarenta dias de greve e a criação do sindicato União dos Trabalhadores do Ensino de Minas Gerais (UTE-MG); o papel do entrevistado enquanto liderança dos movimentos dos professores de Minas Gerais e sua eleição como primeiro presidente da UTE-MG; a repressão à greve de 1980, com a prisão do entrevistado e dos outros dirigentes da UTE-MG, durante trinta dias; menção ao encontro com Luiz Inácio Lula da Silva (Lula), em 1979, na cidade de Divinópolis; as participações do entrevistado na Intersindical e nas reuniões para a criação do Partido dos Trabalhadores (PT); a oposição de setores da esquerda – entre eles, membros do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) – à criação de um novo partido; a necessidade da atuação política partidária para a melhoria das condições dos trabalhadores; a importância do PCB no contexto político da época – com grande representação nos sindicatos dos trabalhadores; a importância e influência de intelectuais como Antonio Candido na formação do PT; comentários sobre Apolônio de Carvalho;
A candidatura à deputado federal; a importância da criação da União dos Trabalhadores do Ensino (UTE); a repercussão das greves de 1979 e 1980; a aproximação com Luiz Inácio Lula da Silva em 1979; a visita à São Bernardo a convite do Lula; o início da participação da intersindical; os debates para a criação de um novo partido; a construção do Partido dos Trabalhadores (PT); um partido que os trabalhadores fossem sujeitos; a presença de um setor do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) no início; a ideia de construir um partido que não funcionasse apenas na eleição; ; as relações com o Partido Comunista Brasileiro (PCB); a preocupação com a recaída autoritária; a integração ao movimento pró-PT; a atuação na Comissão Nacional Provisória e a primeira executiva nacional do partido; a atuação como deputado federal; a integração com a bancada do PT; a presidência da Comissão de Trabalho pelo PT; a presidência do PT de Minas Gerais; os trabalhos internos no partido; a atuação na direção nacional do PT; a criação da Escola Sindical Sete de Outubro; os limites do parlamento na ditadura militar; as diferentes tendências e correntes dentro do PT; a forte corrente da Igreja Católica de base dentro do PT; os debates nas criações e regulamentação das tendências dentro do partido; a crise política de 2005; os mandatos parlamentares se tornando verdadeiras correntes; a atuação na crítica literária no Estadão e em outros jornais; a Fundação Perseu Abramo e sua participação.
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