Magno José Cruz

Entrevista

Magno José Cruz

Entrevista realizada no contexto do projeto "História do Movimento Negro no Brasil", desenvolvido pelo CPDOC em convênio com o South-South Exchange Programme for Research on the History of Development (Sephis), sediado na Holanda, a partir de setembro de 2003. A pesquisa tem como objetivo a constituição de um acervo de entrevistas com os principais líderes do movimento negro brasileiro. Em 2004 passou a integrar o projeto "Direitos e cidadania", apoiado pelo Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex) do Ministério da Ciência e Tecnologia. As entrevistas subsidiaram a elaboração do livro "Histórias do movimento negro no Brasil - depoimentos ao CPDOC." Verena Alberti e Amilcar Araujo Pereira (orgs.). Rio de Janeiro: Pallas; CPDOC-FGV, 2007. A escolha do entrevistado se justificou por seu cargo como presidente do Centro de Cultura Negra do Maranhão (CCN).
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Entrevista em áudio disponível na Sala de Consulta do CPDOC.
Entrevista em vídeo disponível na Sala de Consulta do CPDOC.
Entrevista publicada em livro.
Referência completa: Histórias do movimento negro no Brasil - depoimentos ao CPDOC. Verena Alberti e Amilcar Araujo Pereira (orgs.). Rio de Janeiro: Pallas; CPDOC-FGV, 2007.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Verena Alberti
Amilcar Araujo Pereira
Data: 8/9/2004
Local(ais):
São Luís ; MA ; Brasil

Duração: 2h25min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Magno José Cruz
Nascimento: 25/5/1951; São Luís; MA; Brasil;

Falecimento: 3/8/2010; São Luís; MA; Brasil;

Formação: Engenheiro Civil.
Atividade: Foi presidente do Centro de Cultura Negra do Maranhão (CCN). Militante do CCN-MA e da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (Smdh).

Equipe


Transcrição: Amilcar Araujo Pereira; ;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes; Marco Dreer Buarque;

Sumário: Fabrício Almeida;

Temas

Agronomia;
Atividade profissional;
Classe trabalhadora;
Cultura brasileira;
Engenharia;
Esquerda;
Família;
Formação acadêmica;
Formação escolar;
Fundação Ford;
Governos militares (1964-1985);
Infância;
Maranhão;
Militância política;
Movimento negro;
Partido dos Trabalhadores - PT;
Racismo;
Religiões afro-brasileiras;
Rio Grande do Norte;

Sumário

Entrevista: 08.09.2004

Fita 1-A: Origens; a trajetória de sua mãe como trabalhadora de fábrica de tecido em Maranhão; a trajetória escolar de sua família; a reputação do entrevistado nos estudos; o interesse pelo curso de Agronomia e a eventual escolha pela Engenharia; a questão racial na vida familiar; os diferentes métodos de ensino no Liceu e na universidade; a experiência como professor de um colégio particular; o estágio remunerado no Departamento Estadual de Estradas e Rodagens (DER); o trabalho no Projeto Rondon em 1976; as outras atividades profissionais na área de Engenharia Civil; o concurso público para o trabalho em pequenas propriedades rurais do Nordeste; o sustento econômico da família; a experiência positiva na região de Caicó, Rio Grande do Norte.
Fita 1- B: A estabilidade econômica proveniente do trabalho; o retorno ao Maranhão em 1978; o auxílio do tio para a criação de sua construtora; a criação de sua construtora; o emprego na Companhia de Água e Esgoto do Maranhão (Caema); os contatos com o movimento negro e o Centro de Cultura Negra (CCN); a atividade formativa do CCN; as reflexões sobre raça promovidas nos encontros do CCN; o ingresso no movimento negro a partir do III Encontro de Negros do Norte e Nordeste em 1983; a criação do bloco Akomabu; a diferença entre os blocos afro da Bahia e do Maranhão; a presidência do Departamento Cultural do CCN; a difusão das narrativas de protagonismo negro nas escolas; a integração do movimento negro em nível nacional.
Fita 2-A: As palestras organizadas pelo CCN nas escolas; a criação do grupo de mulheres negras Mãe Andreza; o time de futebol oriundo das discussões do movimento negro; a relação do CCN com a questão rural dos quilombolas; o encontro de temática “O Negro e a Constituinte” organizado durante a sua gestão; o crescimento do CCN; a divergência de opiniões quanto às gestões do CCN; a presidência e a coordenadoria do CCN; ações do movimento negro nacional no centenário da abolição, em 1988; as origens da Fundação Palmares; a manifestação contra o 13 de maio; o engajamento político nas ruas a partir de sua gestão; as despesas das atividades do CCN.
Fita 2-B: As relações com a Fundação Ford e a Sociedade Maranhense de Direitos Humanos; o projeto Vida de Negro; a diversidade de projetos e financiamentos por entidades internacionais; as cisões do movimento negro e as mudanças na percepção sobre o negro; a situação de miserabilidade dos negros nas zonas rurais; a consciência racial no espaço rural; a participação na Conferência de Durban em 2001; o alcance do movimento negro em expansão; reflexões sobre a trajetória da nova geração de negros; a candidatura pelo Partido dos Trabalhadores em 1988.
Fita 3-A: A recepção negativa de um pai de família negro da candidatura do entrevistado; reflexões sobre a política e geopolítica brasileira; críticas ao Partido dos Trabalhadores; a influência da cartilha O negro e as eleições de Amauri Mendes; o recorte de raça na militância política; a aferição racial do bloco Ilê Aiyê; os aprendizados sobre a religiosidade africana; a relação com João Francisco e a propriedade do Akomabu.
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