Manuel Vargas I

Entrevista

Manuel Vargas I

Entrevista realizada no contexto da pesquisa "Trajetória e desempenho das elites políticas brasileiras", parte integrante do projeto institucional do Programa de História Oral do CPDOC, em vigência desde a sua criação em 1975. Trechos da entrevista foram publicados no livro GETÚLIO: uma história oral. / Valentina da Rocha Lima (Coordenação) ; Dora Rocha...[et al]. Rio de Janeiro: Record, 1986. 321. il. A escolha do entrevistado justificou-se, entre outros, por ser filho de Getúlio Vargas e ter sido um dos organizadores do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).
Forma de Consulta:
Entrevista datilografada disponível na Sala de Consulta do CPDOC.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Aspásia Alcântara de Camargo
Valentina da Rocha Lima
Data: 12/4/1983 a 21/4/1983
Local(ais):
Porto Alegre ; RS ; Brasil

Duração: 5h45min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Manuel Antônio Sarmanho Vargas
Nascimento: 17/2/1917; São Borja; RS; Brasil;

Falecimento: 15/1/1997; Itaqui; RS; Brasil;

Formação: Formou-se em Agronomia pela Escola Superior de Agricultura Luís de Queirós, de Piracicaba (SP), em 1936.
Atividade: Um dos organizadores do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) no Rio Grande do Sul, secretário da Agricultura desse Estado; vice-prefeito e posteriormente prefeito (1955-1956) de Porto Alegre.

Equipe

Levantamento de dados: Aspásia Alcântara de Camargo;Valentina da Rocha Lima;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Aspásia Alcântara de Camargo;Valentina da Rocha Lima;

Conferência da transcrição: Nara Azevedo de Brito;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Verena Alberti;

Temas

Alberto Pasqualini;
Alzira Vargas do Amaral Peixoto;
Atentado da Toneleros (1954);
Benjamin Vargas;
Borges de Medeiros;
Campos Sales;
Caudilhismo;
Centralização política;
Crise de 1954;
Darcy Sarmanho Vargas;
Estado Novo (1937-1945);
Eurico Gaspar Dutra;
Exílio;
Getúlio Vargas;
Getúlio Vargas Filho ;
Golpe de 1937;
Golpe de 1964;
Gregório Fortunato;
João Batista de Oliveira Figueiredo;
João Goulart;
José Antônio Flores da Cunha;
Juscelino Kubitschek;
Manuel Antônio Sarmanho Vargas;
Manuel do Nascimento Vargas ;
Mulher;
Nacionalismo;
Partido Republicano Riograndense - PRR;
Partido Trabalhista Brasileiro - PTB;
Pecuária;
Pinheiro Machado;
Populismo;
Positivismo;
Protásio Vargas;
Queremismo (1945);
Reforma agrária;
Reforma ministerial;
Regionalismo;
Revolução Constitucionalista (1932);
Revolução de 1930;
Revolução Federalista, RS (1893-1895);
Rio de Janeiro (DF);
Rio Grande do Sul;
Rui Ramos;
São Paulo;
Trabalhismo;
Violência;
Viriato Vargas;

Sumário

1a Entrevista: breve explanação sobre o estilo sintético do entrevistado; lembranças da infância: o irmão Getulinho e a relação com os pais; a sociedade de Getulio com Protásio Vargas; objeções à caracterização de Getulio como fazendeiro; os primeiros contatos do entrevistado com a fazenda; impressões do avô, Manuel do Nascimento Vargas; perfil de Protásio Vargas e sua relação com ele; a opção pela vida em São Borja em 1937 e o ingresso no mundo dos adultos; breve comentário sobre sua visão do golpe do Estado Novo na época; o interesse pela política no interior do Rio Grande do Sul e a influência de Protásio Vargas; a relação de João Goulart e deste com Getulio; o clima político no Distrito Federal em 1945; a reação de Vargas à campanha queremista; breve relato de um episódio em que Eurico Dutra, já candidato, cumprimenta o entrevistado; discussão sobre o caráter reservado de Getulio; as amizades de Getulio; considerações sobre o ingresso na política: os casos de Jango e do entrevistado na opção pelo PTB; interpretação do rompimento político entre Protásio Vargas e Getulio; definição do que é ser gaúcho; o recebimento da notícia da queda de Getulio em 1945; análise do período de exílio de Getulio no Rio Grande do Sul; a articulação, com Jango, da eleição de dezembro de 1945; a organização do PTB e menção à ruptura com Protásio Vargas; o grau de vínculo de Getulio à fazenda; considerações sobre o trabalhismo; ligeira menção ao afastamento da política em 1955; o caráter político de Getulio e considerações sobre a volta em 1950; observações sobre a situação política brasileira à época da entrevista e comparação com a situação em 1950; considerações sobre o poder e a forma como Getulio o exerceu; o cumprimento das obrigações na política e o afastamento em 1955; atuação na política gaúcha durante o segundo governo Vargas; referências a Alberto Pasqualini; a impossibilidade de apoio a Vargas no final do segundo governo; observações sobre a reforma ministerial de 1953; o projeto político de Vargas; comentários sobre a última reunião ministerial e o suicídio de Getulio; o paternalismo e o populismo de Vargas; o significado da evocação do nome de Getulio nas campanhas políticas à época da entrevista; impressões da avó, Cândida Dornelles Vargas; perfil de Darci Vargas; o temperamento político de Alzira Vargas do Amaral Peixoto e de Getulio Vargas Filho; a inadaptação da mulher à fazenda; o temperamento e o estilo de Getulio Vargas; o desempenho de Getulio como orador; considerações sobre a capacidade de falar em comícios: os casos de Rui Ramos e do entrevistado; a memória popular de Getulio e sua relação com seu carisma; breve caracterização dos carismas de João Figueiredo, Juscelino Kubitschek e João Goulart.

2a Entrevista: o contato restrito do entrevistado com Getulio durante sua adolescência; a recomendação de Getulio para que lesse Dom Quixote e seu significado; a independência com relação à vida política do pai e suas conseqüências no temperamento do entrevistado; a amizade com João Goulart, o ingresso na política em 1945 no PTB e o rompimento com o tio Protásio Vargas; comentários sobre a centralização do governo à época da entrevista e a solução regionalista; os problemas enfrentados na presidência da República por Getulio com relação ao regionalismo gaúcho; São Paulo e as condições para o golpe do Estado Novo; breve comparação entre os golpes de 1937 e 1964; breve comentário sobre a queda política de João Goulart a partir do final de 1963; considerações sobre o poder e o isolamento: os casos de Vargas e de Jango; razões para a escolha de Benjamim Vargas para a chefia de polícia; os interesses norte-americanos na queda de Getulio; considerações sobre o progresso material e a ignorância no Brasil; breve comentário sobre o poder e o dinheiro; as medidas regionalistas de Flores da Cunha no Rio Grande do Sul antes de 1937 e o papel atribuído aos estados do Sul pelos estrategistas militares da época; os clãs políticos rio-grandenses e a defesa da fronteira durante a Revolução Federalista de 1893; referência a Pinheiro Machado; relações entre os Vargas e Borges de Medeiros; o conflito com a família Escobar e a participação de Viriato Vargas; a liderança de Firmino de Paula no Rio Grande do Sul; caudilhismo e violência; considerações sobre o que é ser gaúcho e a mulher na zona da pecuária; a solidariedade entre os clãs da fronteira e o apoio a Getulio em 1932; o exílio de Getulio no Rio Grande do Sul entre 1945 e 1950; as fazendas da família Vargas; a ruptura entre Protásio Vargas e Getulio.

3a Entrevista: o avô do entrevistado, Manuel do Nascimento Vargas, suas histórias e a participação na história do Rio Grande do Sul; referência ao general Manuel Luís Osório; as relações entre as famílias Dornelles e Vargas; as lutas entre republicanos e maragatos; a defesa da fronteira e seu papel no fortalecimento do Partido Republicano Gaúcho; a política dos governadores de Campos Sales e o forte vínculo entre São Paulo e Rio Grande do Sul na sustentação da República no seu início; as famílias encarregadas da defesa da fronteira; a liderança da mulher gaúcha na zona da pecuária; o processo de consolidação do poder central na República; a influência dos clãs políticos gaúchos na formação do nacionalismo da geração da Revolução de 1930 e o predomínio do regionalismo em São Paulo; breve comentário sobre o nacionalismo mineiro; o desempenho de Getulio na conciliação das famílias Vargas e Dornelles; as relações de Getulio e seus irmãos entre si e com os pais; considerações sobre a maçonaria; breve comentário sobre o temperamento dos homens da família Vargas; as fazendas dos Vargas; o conflito dos irmãos de Getulio com o estudante Prado em Ouro Preto no final do século XIX; a experiência de Getulio na Escola Militar de Rio Pardo; o sentimento de solidariedade de classe de Getulio e a preocupação com o consenso popular; positivismo e caudilhismo; o governo de Borges de Medeiros e sua reforma agrária; a colonização imigrante no Rio Grande do Sul e seus efeitos; relato de um episódio em que o avô do entrevistado dá fuga a Dinarte Dornelles, perseguido por Pinheiro Machado durante a Revolução Federalista; atuação de Pinheiro Machado como líder gaúcho e o grau de influência de seu estilo sobre Getulio; o relacionamento das famílias Vargas e Escobar e o conflito com Borges de Medeiros; análise da relação política entre Getulio e Borges de Medeiros; referências a Viriato Vargas; as relações de Getulio e seus irmãos com os pais; o caráter conciliador de Getulio; o relação do entrevistado com os pais, os irmãos e o tio Protásio Vargas; atuação do entrevistado na reconciliação de João Goulart com Getulio por ocasião de sua demissão do Ministério do Trabalho; comentários sobre a eleição para a prefeitura de Porto Alegre em 1951; atuação do entrevistado nas eleições para o governo gaúcho de 1954 e 1958; reflexões do entrevistado acerca dos rumos políticos do país após o suicídio de Vargas e a decisão de abandonar a política; comentários sobre a última reunião ministerial e o suicídio de Getulio; a crise do atentado da Toneleros e o comportamento de Gregório Fortunato; considerações sobre o poder na chefia da guarda pessoal de Getulio; a amizade com Maciel Filho e suas idéias sobre as modificações advindas com a mecanização da produção; perfil de Getulio Vargas Filho e reações à sua morte; breve comentário sobre a política; o período de exílio de Vargas nas fazendas; ligeiro comentário sobre a atuação política de João Goulart; perfil de Darci Vargas.
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