Maria Olívia Santana

Entrevista

Maria Olívia Santana

Entrevista realizada no contexto do projeto "História do Movimento Negro no Brasil", desenvolvido pelo CPDOC em convênio com o South-South Exchange Programme for Research on the History of Development (Sephis), sediado na Holanda, a partir de setembro de 2003. A pesquisa tem como objetivo a constituição de um acervo de entrevistas com os principais líderes do movimento negro brasileiro. Em 2004 passou a integrar o projeto "Direitos e cidadania", apoiado pelo Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex) do Ministério da Ciência e Tecnologia. As entrevistas subsidiaram a elaboração do livro "Histórias do movimento negro no Brasil - depoimentos ao CPDOC." Verena Alberti e Amilcar Araujo Pereira (orgs.). Rio de Janeiro: Pallas; CPDOC-FGV, 2007. A escolha da entrevistada se justificou por seu papel destacado no movimento negro da Bahia, especialmente na Unegro.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Entrevista em áudio disponível na Sala de Consulta do CPDOC.
Entrevista em vídeo disponível na Sala de Consulta do CPDOC.
Entrevista publicada em livro.
Referência completa: Histórias do movimento negro no Brasil - depoimentos ao CPDOC. Verena Alberti e Amilcar Araujo Pereira (orgs.). Rio de Janeiro: Pallas; CPDOC-FGV, 2007.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Verena Alberti
Amilcar Araujo Pereira
Data: 1/7/2005
Local(ais):
Brasília ; DF ; Brasil

Duração: 1h10min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Maria Olívia Santana
Nascimento: 25/3/1966; Salvador; BA; Brasil;

Formação: Graduado em Pedagogia pela Universidade Federal da Bahia.
Atividade: Militante do Movimento Negro em Salvador na década de 1980 participou da fundação da Unegro, em 1991, sendo presidente da entidade em 1994. Eleita vereadora de Salvador em 2004 na legenda do Partido Comunista do Brasil, no ano seguinte foi nomeada secretária municipal de educação e cultura, na gestão do prefeito João Henrique Carneiro.

Equipe

Levantamento de dados: Amilcar Araujo Pereira;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Verena Alberti;Amilcar Araujo Pereira;

Transcrição:  ;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes; Marco Dreer Buarque;

Sumário: Gabriel Cardoso;

Temas

Arte;
Atividade profissional;
Bahia;
Discriminação racial;
Educação;
Ensino;
Ensino superior;
Família;
Inclusão social;
Magistério;
Militância política;
Movimento estudantil;
Movimento negro;
Movimentos sociais;
Música;
Partido Comunista do Brasil - PCdoB;
Pedagogia;
Racismo;
Religiões afro-brasileiras;
Trabalhismo;
Universidade Federal da Bahia;

Sumário

Entrevista: 01.07.2005

Fita 1-A: Origem; o trabalho da mãe como empregada doméstica aos nove anos; a infância, os estudos e o primeiro trabalho como servente em uma escola aos 14 anos; o desejo de ser professora; a difícil experiência no primeiro emprego e a mudança de trabalho para uma outra escola, agora como merendeira; o vestibular e a aprovação em Pedagogia na Universidade Federal da Bahia; a difícil escolha de largar o empego para fazer a faculdade; o primeiro emprego como professora na rede particular, trabalhando com educação alternativa e inclusiva; a experiência com arte e educação na escola e instituto cultural Via Magia; o racismo dos pais de alunos na hora da matrícula, que não a reconheciam como coordenadora pedagógica; a abordagem da questão racial nos espaços de trabalho da entrevistada; a influência do bairro Alto do Canjira, da ialorixá Mãe Feliciano, do movimento black power e do reggae na formação da entrevistada; a participação em movimentos estudantis e o debate racial na academia; a criação da União de Negros pela Igualdade (Unegro), em 1988, e a necessidade de um entendimento que articulasse gênero, raça e classe.
Fita 1-B: A eleição da entrevistada para a presidência da Unegro, em 1994, e o projeto de nacionalização; comentários sobre o grupo fundador da Unegro; a construção do movimento Brasil outros 500, em 2000, e a união com outros movimentos sociais; a repressão policial ao movimento; a participação da entrevistada, à frente da Unegro, na III Conferência Mundial contra o Racismo, organizada pela ONU; comentários sobre a importância do movimento negro na reconstrução da humanidade do negro; comentários sobre a atuação como vereadora em Salvador; a atuação como secretária de Educação do município de Salvador; os primeiros contatos da entrevistada com o grupo fundador da Unegro e o início do movimento; a articulação e formação da Juventude Negra Universitária dentro da Universidade Federal da Bahia (Ufba).
Fita 2-A: O discurso pela unidade do movimento negro proferido pela entrevistada no Seminário Nacional de Universitários Negros (Senum); a contribuição na eleição do único diretor negro para a Faculdade de Educação da Ufba, o professor José Oliveira Arapiraca; a inclusão da pauta racial nos partidos políticos, sobretudo no partido da entrevistada, o Partido Comunista do Brasil (PC do B).
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