Mário da Silva Pinto I

Entrevista

Mário da Silva Pinto I

Entrevista realizada no contexto do projeto "História da ciência no Brasil", desenvolvido entre 1975 e 1978 e coordenado por Simon Schwartzman. O projeto resultou em 77 entrevistas com cientistas brasileiros de várias gerações, sobre sua vida profissional, a natureza da atividade científica, o ambiente científico e cultural no país e a importância e as dificuldades do trabalho científico no Brasil e no mundo. Informações sobre as entrevistas foram publicadas no catálogo "História da ciência no Brasil: acervo de depoimentos / CPDOC." Apresentação de Simon Schwartzman (Rio de Janeiro, Finep, 1984). A escolha do entrevistado se justificou por sua vida profissional.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Nadja Vólia Xavier
Márcia Bandeira de Mello Leite Ariela
Data: 8/9/1977 a 22/9/1977
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 2h45min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Mário Abrantes da Silva Pinto
Nascimento: 3/10/1907; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Formação: Engenharia Geográfica, Civil e de Minas pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro (1927).
Atividade: Estagiou no serviço geológico e mineralógico do Brasil e foi efetivado como técnico em 1928; foi integrado ao quadro de engenheiros tecnologistas do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) (1933); dirigiu o laboratório de produção mineral do DNPM (1938-1948); dirigiu o DNPM e passou a integrar o Conselho Nacional de Minas e Metalurgia (1948-1951); foi consultor industrial da carteira de comércio exterior do Banco do Brasil (1951); assessor técnico da Presidência da República (1951-1954); fundador e membro do Conselho Deliberativo do CNPq (1951-1953) e secretário executivo da comissão de exportação de materiais estratégicos (1952-1956); lecionou metalurgia no curso de engenharia química da Escola Nacional de Química da Universidade do Brasil (1953); foi professor dos cursos de planejamento e de desenvolvimento econômico da comissão econômica para a América Latina (Cepal) e da fundação Getúlio Vargas (1955-1958); integrou o Conselho de Desenvolvimento, durante o governo Juscelino Kubitschek (1956-1960); chefiou o departamento de projetos do BNDE (1958-1959); assumiu interinamente a direção do banco (1959); foi diretor superintendente da sociedade civil de planejamento e consultas técnicas ltda. (1960); foi professor do curso de pós-graduação em economia da FGV (1966); foi consultor do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) (1967).

Equipe

Levantamento de dados: Patrícia Campos de Sousa;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Cláudia Maria Cavalcanti de Barros Guimarães;Maria Ana Quaglino;

Copidesque: Dora Rocha;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Cláudia Maria Cavalcanti de Barros Guimarães;Carlos Eduardo Sicsú Grillo;

Temas

Atividade acadêmica;
Banco do Brasil;
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social;
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq);
Cooperação científica e tecnológica;
Desenvolvimento científico e tecnológico;
Engenharia;
Ensino superior;
Escola Politécnica;
Formação profissional;
História da ciência;
Instituições acadêmicas;
Instituições científicas;
Mário da Silva Pinto;
Metodologia de pesquisa;
Pesquisa científica e tecnológica;
Política nuclear;
Política salarial;
Professores estrangeiros;
Rio de Janeiro (estado);

Sumário

Sumário da 1ª entrevista:
Origem familiar; a formação humanista de sua geração; os primeiros estudos; o vestibular de sua épo-ca; o curso de engenharia da Escola Politécnica do Rio de Janeiro: a tradição francesa; o interesse por trabalhos técnico-científicos e o ingresso no Serviço Geológico; a experiência como assistente de Amoroso Costa no Observatório de Valongo; o corpo docente da Escola Politécnica; a perda de prestígio dos técnicos federais após a guerra; a orientação de Eusébio de Oliveira na direção do Serviço Geológico: a formação eclética dos técnicos; o trabalho sobre a indústria de sal no Rio de Janeiro e outros trabalhos realizados no Serviço Geológico; a extinção desse órgão e a criação do Departamento Nacional da Produção Mineral (DNPM); a experiência na direção do Laboratório de Produção Mineral do DNPM: a contratação de Fritz Feigl, Hans Zocher e outros pesquisadores estrangeiros; a produção científica e o prestígio do Laboratório de Produção Mineral; a decadência dessa instituição e sua extinção em 1968; a nomeação para a direção geral do DNPM em 1948; a contratação de técnicos estrangeiros pelo DNPM durante a guerra; a equipe técnica e as linhas de trabalho desse órgão federal; a gestão de Mário Pinto no DNPM: a ênfase nas pesquisas aplicadas, a elaboração do Plano Nacional do Carvão; as críticas do entrevistado à orientação dada ao CNPq e seu afastamento deste órgão em 1953; a criação do CNPq: a influência de Álvaro Alberto; a política nuclear brasileira: a antiga Comissão de Materiais Estratégicos e as atribuições do CNPq; o estágio de alunos da Escola Nacional de Química no Laboratório de Produção Mineral; a experiência no Banco do Brasil e no BNDE.

Sumário da 2ª entrevista:
A formação dos primeiros pesquisadores brasileiros; as antigas teses médicas; a pesquisa científica no Império; a ciência pura e a ciência aplicada; a atividade científica no Brasil até a década de 40: a importância das repartições técnicas oficiais; a contribuição da Academia Brasileira de Ciências ao desenvolvimento científico nacional; o Simpósio sobre Raios Cósmicos de 1941; o treinamento de universitários no Laboratório de Produção Mineral e seu aproveitamento por essa instituição; os salários dos técnicos federais; o Laboratório de Produção Mineral: as linhas de trabalho, a equipe de pesquisadores, a decadência após a guerra; os salários dos técnicos e o impacto da Lei de Desacumulação de Cargos sobre o DNPM; as pesquisas e os cursos de Feigl e Zocher; a atividade científica na universidade e nas instituições técnicas; o incentivo à especialização de técnicos no exterior; a formação dos jovens universitários brasileiros; o corpo docente da Escola Politécnica do Rio de Janeiro; a participação do entrevistado na Academia Brasileira de Ciências e em outras sociedades científicas; os trabalhos realizados no conselho técnico da Confederação Nacional de Minerais.

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